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Vinculação constitucional

Defensor deve ter inscrição na OAB, decide juiz

Comentários de leitores

12 comentários

Exemplo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Trago um exemplo para ilustrar que a ideia de Defensoria, supostamente apta a defender os fracos e oprimidor, merece ainda muita sedimentação até se tornar uma instituição madura e com reais proveitos à sociedade. Há cerca de sete anos fui contratado por uma cliente para defender os interesses de sua filha, incapaz. Era necessário naquele caso a interposição de um pedido administrativo de concessão de benefício assistencial, a interposição de uma ação de interdição e também a interposição de uma ação ordinária. Três serviços distintos. Como se tratava de pessoa pobre, esclareci que poderiam se valer da Defensoria, quando a cliente alegou que "advogado do estado é igual médico de postinho". Ajustou-se assim que SOMENTE EM CASO DE SUCESSO, visando remunerar todo o serviço prestado, a cliente pagaria o equivalente a 50% dos atrasados na ação. Note-se que esse percentual iria me remunerar por todo o trabalho realizado, não só pela ação judicial. Tudo transcorreu a mil maravilhas, até que uma semana antes de receber o valor da condenação, cerca de seis anos após o início do trabalho, a cliente revogou o mandato e procurou a Defensoria Pública para ingressar com uma ação visando anular o contrato. Mesmo não me tendo pago um único centavo, sua nova defensora ainda me acusou formalmente de mercenário, aproveitador, oportunista, ainda que as despesas por todo o trabalho realizado ainda estão aqui em aberto. É muito fácil para o defensor fazer isso, já que o salário dele está garantido no final do mês e ainda que se sagre perdedor em uma demanda como essa não terá qualquer repercussão em seus vencimentos. A ideia de Defensoria precisa ser aperfeiçoada, sendo certo que não é o momento de defensores levantarem as asinhas e acreditarem que são os donos do mundo.

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Todos iguais

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Prezado Túlio Mendonça (Outros - Tributária). Não tenho nenhuma má vontade com os Defensores Públicos, nem os enxergo de modo diferente a qualquer outro advogado. Muito pelo contrário. O Defensor Público é um advogado como qualquer outro, só que, diversamente dos demais advogados, exerce sua atividade com material e vencimentos custeados pelo Estado, incidindo ainda todo um regramento próprio devido ao vinculo estatutário. O que eu vejo, na verdade, são alguns Defensores acreditando que são mais do que os advogados "comuns" pretendendo, por exemplo, estarem desvinculados da OAB. Imagine-se, caso isso seja admitido, um advogado atuando em um mesmo processo com um defensor. Esse pode dizer ao advogado coisas como "você é um zé ninguém, um mané, que não sabe nada" e só restará ao ofendido ouvir. Já se o advogado disser isso ao Defensor terá um procedimento ético disciplinar instaurado junto à Ordem. Não tenho dúvida em dizer que ainda que houvesse norma excluindo os Defensores dos quadros da Ordem essa regra seria claramente inconstitucional, vez que desequilibraria ainda mais uma balança que já por si se mostra desequilibrada.

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é claro que devem ter inscrição na OAB

analucia (Bacharel - Família)

Apenas advogados podem prestar assistência jurídica no Brasil, seja pública ou privada, sob pena de contravenção penal de exercício ilegal da profissão.

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Advogados Públicos e Defensores Públicos

Le Roy Soleil (Outros)

Advogados Públicos e Defensores Públicos têm sim, direito aos honorários de sucumbência. Não sou eu quem diz isso, é a própria OAB, que recentemente reconheceu esse direito à Advocacia Pública. Por analogia, deve ser também estendido à Defensoria Pública.
As opiniões (discutíveis) do Advogado Santista 31 e do Marcos Alves Pintar são isoladas e revelam uma certa "implicância" com os membros destas carreiras, talvez algo de cunho pessoal ou de fôro íntimo que nem Freud conseguiria compreender. Se é devido o ônus (Exame de Ordem, inscrição na OAB, etc), forçosamente é devido também o bônus (direito à sucumbência). Do contrário seríamos "meio-advogados", e lamentavelmente é exatamente assim que o Advogado Santista e o Marcos Alves Pintar nos vêem.

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Só no Brasil

Jose Cicero de Carvalho Brito (Praça do Exército)

Solução: fim da OAB - Defensoria Pública é bem mais útil ao povo brasileiro. Só no Brasil alguém estuda por 05 (cinco) longos anos, sabe lá em que condições, depois de formado não pode exercer a profissão para a qual se formou. ABSURDO.

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Decisão Correta !

Dr. Luiz Riccetto Neto (Advogado Sócio de Escritório)

O entendimento do TRF-3 está correto e bem fundamentada a decisão, característica da eminente desembargadora ALDA BASTOS. Esclareço que a representação processual do procurador público decorre do que estabelece o art. 12 do CPC. O estranho das posições dos ilustres Presidente e Vice-Presidente da OAB/SP, é que não a estendem ao representante do Ministério Público, quando atuam em ação civil pública. Parabéns, por essa, ao TRF-3!!!

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Pedido de acesso integral

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Neste momento, os "links" à decisão estão indisponíveis.
Poderia ser noticiado o número do processo?

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Excrecência sobre sucumbência e honorários contratuais

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Advogado público não direito nem a um e nem a outro por quê: 1º. está dispensado de procuração já que a lei que cria o cargo já institui sua procuração automaticamente, sendo que ele atua em regime estatutário, integrando o Poder Público, cujos agentes devem agir com base no princípio da impessoalidade, pois não está atuando para um particular e sim para a própria administração. 2º. sucumbencia somente é devida ao órgão ao qual o advogado público integra, pois o mérito não é pessoal, e sim da instituição ao qual ele representa (e.g. Defensoria Pública, Procuradoria do Estado, do município, AGU) sendo vedado o mesmo atuar como advogado para o estado em dissonancia dos demais membros da mesma função dentro da instituição ao qual pertence. Infelizmente, estamos vivendo tempos lamuriosos, em que muitos profissionais do Direito, tomados pelo ego, creditam a si mesmos todas as suas conquistas, confundindo os principios basilares éticos que aprenderam na faculdade e misturando o público com o privado, como se a função lhes pertencese por direito possessório. Ninguém nunca tem titulo de posse de cargo, pois este não é propriedade. São apenas investidos do cargo e sua função, porém sendo tal investidura transitória, não é ad perpetuam, podendo perder o cargo e a função através de processo administrativo, judicial, exoneração voluntária ou aposentadoria (voluntária ou compusória).

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Nove ou noventa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Se é assim, eles têm direito aos honorários contratuais também. Como qualquer outro advogado.

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Coisas a pensar ...

Republicano (Professor)

Imagine a situação: a OAB suspende do exercício profissional alguém concursado como é o caso do defensor público. Vai receber sem poder trabalhar? O ato privado da OAB terá o condão de demitir alguém do serviço público?

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A procuração é autorização

Republicano (Professor)

A procuração é autorização para o advogado exercitar em juízo sua capacidade postulatória. A defensoria já a tem com o efetivo exercício no cargo. O resto é criação interpretativa. Ora, não é a procuração que capacita alguém a agir, pois, o próprio HC é exemplo. A lei complementar é clara o suficiente para determinar a não exigência de inscrição na OAB aos defensores públicos. Seria como determinar ao MP inscrição na OAB para poder ingressar com ação de alimentos em favor de criança.

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OITO OU OITENTA

Le Roy Soleil (Outros)

Se é assim, eles têm direito aos honorários de sucumbência também. Como qualquer outro advogado.

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