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Amor sem preço

Justiça ainda não se definiu sobre abandono afetivo

Comentários de leitores

6 comentários

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Fabrício (Advogado Autônomo)

A discussão se dá na seara jurídica, não na da moral. Para que se possa impor uma obrigação jurídica, de indenizar, ou mesmo sob ameaça de sanção penal, é necessário que se possa impor uma conduta. Ocorre que em relação aos sentimentos humanos, tal como o amor, o Estado não pode criar obrigações (em outras palavras, obrigar a amar), pois estaria violando direito inviolável, qual seja, o da liberdade, art. 5, caput da Constituição. Logo, se não pode criar obrigação ou dever, não pode impor sanção. Não devemos nunca nos esquecer de que a razão de existir do Estado é a de garantir a vida em sociedade, e de só para isso lhe dispomos de parcela da nossa liberdade. Não cedemos nossa liberdade para que o Estado diga o que devemos pensar, quem devemos amar ou o que devemos vestir.

Responsabilidade - de Verdade - Dos Pais

CesarMello (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Discordo dos colegas.
Os comentários anteriores fazem todos referencias a comportamentos de filhos mal-criados.
E é isso mesmo que são. Mal criados, pelos pais que deveriam tê-los bem-criados.
Se colocam outros seres humanos no mundo, devem dispor do tempo necessário para torná-los cidadões adultos e produtivos.
Se não o fazem, que paguem pensão alimentícia e os mantenham (mesmo que coercitivamente) sob sua asa, até sua morte se necessário.
Esquecem os críticos que os DEVER de educar os filhos é DOS PAIS e não da sociedade. Mandar à escola apenas é INSUFICIENTE.
Se não está disposto a pagar o preço (em tempo e atenção, não em pecúnia) que faça uso de preservativos e não traga pessoas ao mundo.
Se trouxe, trate de criar para que este, ao completar 15-16 anos já seja um cidadão produtivo.
Tal forma de pensar resolveria, inclusive, o problema dos pais com previdência social, uma vez que ao deixar o mercado de trabalho, os FILHOS teriam capacidade de cuidar dos PAIS, como nunca deveria ter deixado de ser.
Me desculpem as opiniões em contrário mas, na minha, um filho fracassado é o claro resultado de PAIS incompetentes.
Eu trabalho desde os 14 anos 10 a 12 horas por dia, não por obrigação ou necessidade, mas porque recebi de meus pais educação que valoriza o trabalho.
No meu entendimento: "A educação que você dá aos seus filhos hoje determinará a qualidade da velhice que você terá no futuro."
Assim - Sim, mais responsabilização aos PAIS, para que a sociedade não tenha que arcar com o fracasso da educação negada aos seus FILHOS.

SOCIEDADE FALIDA

André Eiró (Advogado Autônomo)

Tanto direito aos filhos e aos pais nada, por isso que a sociedade hoje filho não respeita pai nem mãe, já pensou, filho fora do casamento, o pai vai ter correndo atrás do vagabundo ou vagabunda, e ele ou ela fazendo o Pai de babaca, sob pena do pai pagar indenização e ainda sofrer sanção penal. Lindo, filho mandando em pai e mãe, a sociedade está desse jeito porque os filhos não respeitam pai e mãe. Filhos que nunca sequer procuraram os pais, e, depois querem grana. VÃO TRABALHAR BANDO DE VAGABUNDOS. O cara é rico porque trabalha dia e noite. Quero saber se essa filha ingressou com ação para ter direito de ver o pai doente, de cuidar do velho, mas fica falando que o mesmo paga pro médico, enfermeiro. Garanto que Ela não fala nem com pai, mas quer dinheiro. É só trabalhar, o pai deveria é ingressar com uma ação e deserdá-la.

SOCIEDADE FALIDA

André Eiró (Advogado Autônomo)

Tanto direito aos filhos e aos pais nada, por isso que a sociedade hoje filho não respeita pai nem mãe, já pensou, filho fora do casamento, o pai vai ter correndo atrás do vagabundo ou vagabunda, e ele ou ela fazendo o Pai de babaca, sob pena do pai pagar indenização e ainda sofrer sanção penal. Lindo, filho mandando em pai e mãe, a sociedade está desse jeito porque os filhos não respeitam pai e mãe. Filhos que nunca sequer procuraram os pais, e, depois querem grana. VÃO TRABALHAR BANDO DE VAGABUNDOS. O cara é rico porque trabalha dia e noite. Quero saber se essa filha ingressou com ação para ter direito de ver o pai doente, de cuidar do velho, mas fica falando que o mesmo paga pro médico, enfermeiro. Garanto que Ela não fala nem com pai, mas quer dinheiro. É só trabalhar, o pai deveria é ingressar com uma ação e deserdá-la.

a indústria do direito a alimentos....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

O projeto é mais uma forma de se arracar algum dinheiro dos outros; já não basta a extensão que foi dada ao DIREITO A ALIMENTOS, vendo-se pais obrigados a sustentar filhos maiores, tão só pelo fato destes "cursarem" alguma dessas faculdades de qualquer coisa? Vemos marmanjos (homens e mulheres) vivendo às custa de pais idosos, por decisão judicial. Agora veremos os pais, não só pagando pensão alimentícia, mas, alimentando a vagabundagem de filhos, com grossas indenizações, porque estes se julgam mal amados. E, pior ainda, os filhos vão extorquir os pais com a possibilidade de sanção PENAL....Absurdo. Espero que esse lixo não passe no congresso.

Pai rico

Roland Freisler (Advogado Autônomo)

Ação por abandono afetivo somente quando o pai é rico e o/a filho/a tem condições de arrancar alguns trocados. Contra pai pobre não há esse tipo de ação. E quando ocorre o inverso: filhos ricos que deixam o velho pai no abandono ou, quando muito, esquecido em algum asilo? Tudo balela essa discussão sobre abandono afetivo.

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