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Coligação partidária

Vaga de suplente é da coligação, não do partido

Comentários de leitores

5 comentários

Estelionato Eleitoral

J.A.Tabajara (Advogado Autônomo)

Os parlamentares são mandatários de seus ELEITORES. Os partidos, em época eleitoral apenas apresentam seus filiados-candidatos ao público-alvo, e pedem "pelo amor de Deus" que votem neles. A transposição da titularidade do candidato eleito para seu partido é questão ENTRE ELES
O eleitor não é previamente advertido, e a substituição do titular afastado deve obedecer à preferência do eleitor, DA MESMA FORMA USADA PARA A DIPLOMAÇÃO DO TITULAR! Considero qualquer outra fórmula um claro ato de ESTELIONATO POLÍTICO-ELEITORAL, passível de ação através da Justiça eleitoral, por provocação do Ministério Público!

Abstraído o mérito...

Leitor1 (Outros)

Como já mencionei em outro comentário, o ideal seria que o STF somente falasse pelo plenário; ou, quando menos, por meio de uma das suas turmas. Da forma como está, fica-se sem saber qual é a opinião do Tribunal; instala-se grande instabilidade: para tal ministro a solução é esta, para outro é aquela, e todos falando em nome da Suprema Corte, com deliberações surtindo efeito de imediato. E aí? Essa instabilidade leva à ausência de parâmetros, como costuma dizer o Min. Marco Aurélio. Preferível seria, com todo o respeito, que o STF decidisse algo apenas pelo plenário e, depois de decidido, que haja respeito, pois se sabe que houve grande discussão, confronto e enfretamento de todos os argumentos cabíveis no caso. Mas isso parece inviável, nessa quadra da história...

Coligação x Legenda

FAM - Executivo de Empresa (Advogado Assalariado - Empresarial)

O argumento utilizado pelo N. colega Bonasser levou-me a relembrar a velha parêmia segundo a qual "o que é combinado, não é caro".
Embora, nas urnas, o voto seja dirigido ou ao PARTIDO POLÍTICO ou ao CANDIDATO, é certo que houve um ajuste celebrado entre as LEGENDAS estabelecendo a forma como se dará a ocupação dos cargos na hipótese de vacância, ajuste esse que, convenhamos, não pode ser desprezado.
De toda sorte, respeitados os entendimentos em sentido contrário, como não é possível o voto na COLIGAÇÃO, apenas na LEGENDA, penso que deve ser prestigiada a vontade do ELEITOR, garantindo, no mínimo, o acesso ao cargo de PARTIDO idêntico ao do CANDIDATO cujo cargo vagou.

coligação, o que é isto?

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

É evidente que ninguém vota em COLIGAÇÃO; e o voto em partido é absolutamente mínimo: VOTA-SE, EVIDENTEMENTE, EM CANDIDATOS. Mas, como a legislação política é feita, ou por espertalhões (no caso dos "acordos" para coligações em que quem manda são os "donos" dos partidos) ou por garotos acadêmicos (no caso da legislação que acompanha e dá cobertura às espertezas "combinadas" na calada da noite), temos esses monstrengos chamados: VOTO NA COLIGAÇÃO, VOTO NO PARTIDO e a herética figura da INFIDELIDADE PARTIDÁRIA, que é o cúmulo da barafunda política nacional: como pode um POLÍTICO ser acusado de "infidelidade partidária" pelo fato de mudar de partido, quando se observa os partidos políticos, apesar de opositores em determinadas localidades, COLIGAM-SE, todavia, para eleições nacionais? Assim, se em determinado local, o segundo candidato mais votado foi o Fulano de Tal, JUSTO que seja ELE a ocupar a VAGA deixada pelo primeiro mais votado, independentemente do PARTIDO ou da COLIGAÇÃO...Ou, no mínimo, que seja do PARTIDO daquele já que a coligação é uma figura desconhecida, mais do que o partido, para o eleitor.

UMA DECISÃO PARA LÁ DE INTELIGENTE

Bonasser (Advogado Autônomo)

Até que efim uma decisão inteligente daquele tribunal.
Está cristalino que a vacância pertence à coligação, haja vista o acordo entre legendas.
Certíssimo ainda acerca da vacância alusiva á infidelidade partidária, que além de ser totalmente diversa da vaga deixada para oacupar outro cargo, pois fica claro a ixistência da INDILDELIDADE PARTIDÁRIA, devendo sim o cargo ser ocupado por próximo ente partidário mais votado, porém não eleito, no pleito.
Acredito que fora os principais interessados, a sociedade pensa de forma alinhado com a decisão do Ilustre Ministro Lewnadowski.

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