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Divisão do Pará

Deputado estadual não pode questionar plebiscito

A ministra Ellen Gracie extinguiu o Mandado de Segurança no qual o deputado estadual paraense Celso Sabino questionava, no Supremo Tribunal Federal, o plebiscito para divisão do estado do Pará. Para ela, o parlamentar não é parte legítima para o pleito. Esse papel deve ser exercido apenas por senador e deputado federal, segundo a ministra.

Ela lembrou que, no Brasil, não existe o chamado controle judicial preventivo de constitucionalidade de lei. “Não é, assim, em princípio, admissível o exame, por esta Corte, de projetos de lei ou mesmo de propostas de emenda constitucional, para pronunciamento prévio sobre sua validade”, disse.

Sabino contestava a consulta popular que prevê a criação de dois novos estados, Tapajós e Carajás. Segundo o parlamentar, a falta de detalhamento técnico da área afetada, nos moldes aprovados pela Câmara dos Deputados, não permitiria que a população atingida pudesse aferir a viabilidade e as repercussões políticas, econômicas e sociais inerentes à criação de uma nova unidade federada. O deputado estadual também argumentou que seria de interesse de toda população do Pará se manifestar sobre a proposta de desmembramento. Com informações da Assessoria de Comunicação do STF.

MS: 30.602

Revista Consultor Jurídico, 23 de maio de 2011, 17h50

Comentários de leitores

2 comentários

Dividir o Pará...

Lucas Castex Aly de Santana (Advogado Assalariado - Civil)

...significa a criação de mais uma Câmara dos Deputados, mais um Tribunal e mais um Governo de Estado, ou seja, maior propensão a corrupção e mais gastos desnecessários do dinheiro público. Como já diria o clichê: bem-vindos ao Circo Brasil, onde o Palhaço é Você!

Exame da OAB

Flávio Souza (Outros)

Boa questão para o Exame da OAB. Como já explicitado outrora por um comentarista, já pensou se houvesse uma reciclagem tal qual ocorre para com a renovação de CNH para os causidicos(as)?.

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