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Colarinho branco

CNJ pede prioridade no combate à corrupção

Para uma combate efetivo à corrupção, é preciso começar pelas estruturas do Estado. A consideração é da a corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, e foi feita durante a abertura do Encontro do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, nesta quinta-feira (19/5). Segundo ela, a sociedade brasileira, com seu “grau de exclusão social altamente preocupante”, favorece a criminalidade.

Para ajudar nesse trabalho, a corregedora cinclamou integrantes do GNCOC, grupo formado por integrantes do Ministério Público dos estados, da União e por policiais. O grupo, conta, poderia ajudar na elaboração e aprovação de integrantes do GNCOC, grupo formado por integrantes do Ministério Público dos estados, da União e por policiais.

Ela disse ainda se preocupar com o “ataque aos cofres públicos provocado pelo sistema político perverso”. Esses delitos de colarinho branco, explicou, destroem “a coluna de sustentação do Estado”. Eliana Calmon disse ainda que o sistema pune o juiz do interior que vende uma sentença, "mas não é capaz de desmanchar um esquema generalizado”.

Em 2003, o Superior Tribunal de Justiça, até então considerado carta fora do baralho para prender pessoas, expediu o primeiro mandado de prisão. Até hoje, conta, há dificuldade para decretar a prisão de suspeitos e para autorizar a interceptação de conversas telefônicas por falta de clareza na legislação. “O crime organizado está sofisticado, tem meios moderníssimos, e nós continuamos andando de carroça. Eles estão andando de avião a jato”. Com informações da Assessoria de Comunicação do CNJ.




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Revista Consultor Jurídico, 21 de maio de 2011, 17h46

Comentários de leitores

2 comentários

A INTENÇÃO É MUITO BOA, MAS.........

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Sra. Ministra Calmon. Suas intenções evidentemente que são as melhores e o seu posicionamento, bem como as formas de coibir a corrupção, pelo menos em parte, são perfeitas, mas há um senão. Como V. Excia mesmo reconhece, as organizações "lesa pátria" estão anos luz à frente das investigações e da repressão,esta última enfrentando todos os entraves inerentes a 'malfadada' presunção de inocência, que bate de frente mesmo com fita gravada e a cores dos flagrantes de corrupção, maços de cédulas penduradas nos bolsos e envelopes recheados um tanto suspeitos. Nada, mas nada mesmo consegue mitigar a tal presunção. Gravação, aúdio, dinheiro a vista, reuniões criminosas,acinte e gozação na hora de dividir o bolo, etc. etc. Prisão preventiva? Nem pensar;só depois da decisão transitar em julgado. Como esse trânsito anda muito congestionado, a efetiva punição passa a ser quimera. Os criminosos de colarinho branco não representam perigo, já que sua arma é a caneta. Também, 'honestamente', eles não entendem que sua atitude é criminosa, afinal, o seu conceito de 'coisa pública' é lúdico, ou seja, é como uma loja de brinquedos franqueada ao que uma criança conseguir 'pegar'. Quem chegar antes e for mais rápido,leva vantagem. Coisa pública , no Brasil, é sinônimo de falta de dono e, portanto, como se dizia no meu tempo de criança, "achado não é roubado". Se não se pode identificar o dono, então não é de ninguém e, se não é de ninguém qualquer um pode se apossar do 'cascalho'. Assim vão se locupletando com a maior moral do mundo e cabelos grisalhos,se irritando quando indagados como se consegue multiplicar, 'por vinte', um patrimônio em 'quatro anos'. Há quem ache normal; nada de mais, o sujeito merece,é bom administrador

Balela

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Puro discurso vazio. Se a nobre Corregedora estivesse mesmo interessada no combate à corrupção estaria fazendo sua Corregedoria começar a trabalhar, mas o que vemos são processos paralisados a meses, quando não arquivados sem a devida apreciação.

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