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Tribunal de Justiça proíbe Marca da Maconha em SP

Comentários de leitores

10 comentários

Maldita Hipocrisia!

R. Roldan (Assessor Técnico)

Dr. Fernando, de que "bons costumes" fala? Aqueles que criaram uma geração de reprimidos? Ou aqueles da Santa Sé, com seus padres pedófilos, que são obrigados ao celibato apenas por uma questão patrimonial?! Afinal, Jesus não criou o cargo de padres, muito menos o celibato.
O promotor e o desembargador agiram na calada da noite, movidos por crenças pessoais tacanhas. A argumentação da decisão liminar se apóia em meras presunções, sem nem mesmo indícios do que manifesta.
Enquanto a sociedade aplaude ter varrido a sujeira para debaixo do tapete na base da violência desnecessária, as drogas continuam à solta.
Hoje é mais fácil comprar drogas ilícitas do que remédios psiquiátricos! A única forma de resolver a situação é com o debate às claras, haja vista que a guerra às drogas fracassou globalmente.
O proibicionismo é baseado em valores religiosos e ideológicos vazios e empedernidos, enquanto a REGULAMENTAÇÃO da maconha se apóia em fatos científicos.
Permitir essa marcha não significa que haverá marcha pela cocaína ou pelo estupro depois. Isso é um medo sem qualquer fundamento, uma extrapolação dialética pueril e distorcida.
Achar que regulamentar a cannabis seria fomentar o tráfico é o mesmo que dizer que no Butão ou no Afeganistão, onde a erva nasce no meio da rua, há abuso desenfreado (os fatos mostram que não há).
Portanto, todo argumento contra a marcha da maconha é absurdo, baseado apenas em irracionalidade.
Permita o diálogo e verá que nenhum desses temores absurdos se realizará. Continue a repressão idiotizada e a epidemia das drogas somente continuará se alastrando.
Os proibicionistas se impressionariam em saber quem fuma maconha...

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ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO.

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

O maior problema dessa passeata seria o 'excesso de fumaça' (dos carros é claro), passando pela Paulista. Logo teremos a marcha pela cocaína; marcha pela descriminalização do tráfico (afinal, compra quem quer). Está faltando a marcha pela moralidade; pela volta de alguns bons costumes e está sobrando a marcha pela 'liberação geral'. Que tal levar os filhos adolescentes e pré-adolescentes para engrossar as fileiras desses liberais injustiçados ?

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Embargador

Tcampos (Funcionário público)

Quando vejo certas decisões tão despresíveis, mas com um poder avassalador, fico pensando em um possível golpe jurídico. Embargadores como este imponto uma ditadura jurídica, dizendo que que fazer e não fazer de acordo com suas particulares interpretações das leis que muitas vezes nem a requerem. Não sei nem o que alega o MP quando aciona o judiciário para tais medida, visto que, o uso de droga ilícita não ja é um ilícito, então cabe à polícia reprimir o seu uso na manifestações ou onde quer que seja. O papel do MP então é proibir o direito à livre manifestação? Este que deve ser amplamente assegurado, mesmo que seja para decriminalizar condutas ainda ilícitas, cobrar a pena de morte, ampliar/restringir garantias, o que for, desde que fique apenas na manifestação.

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Holofotes

Delegado Ari Carlos (Delegado de Polícia Estadual)

A medida judicial foi obtida mediante provocação do Ministério Público Criminal.
Entendo que tal medida, embora correta formalmente, seja inócua no seu mister, porquanto o Estado já dispõe de mecanismos próprios para coibir a prática de atos ilícitos, não carecendo que o Ministério Público interfira nisso.
Se os mecanismos próprios (Polícia) são ou não eficientes, ai já é uma outra história, que caberia, também ao Ministério Público, enquanto organismo com competência constitucional para garantir a segurança dos cidadãos, adotar providências, instaurando, em face a governadores descompromissados com a Segurança Pública, ações civis públicas por improbidade.

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Decisão horripilante!

Igor M. (Outros)

Não conseguir distinguir uma manifestação em prol da descriminalização e legalização da maconha de uma manifestação em favor do uso da maconha – que não é o caso – é um erro primário! E o desembargador ainda acha que não há debate de idéias??? Lamentável...

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Realidade

Guilherme G. Pícolo (Advogado Autônomo - Civil)

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Um dia, um desembargador ouviu uma discussão no andar de cima de seu apartamento e, incomodado pelo barulho, foi ver do que se tratava.
Eram um juiz e um advogado, também vizinhos, discutindo sobre a profissão.
*
"O problema, senhor Pereira, é que a toga subiu à cabeça do vizinho e agora ele se acha o enviado direto de Deus", argumentou o advogado.
*
"Que absurdo!" - respondeu o desembargador - "Não outorguei mandato a ninguém! Voltem a dormir..."

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Poder Justiceiro

Lima (Advogado Autônomo - Tributária)

Extremamente perigoso o que vem ocorrendo dentro do Poder Judiciário, e pelo que se nota, sem qualquer sinal ou intenção de correção. Primeiro, aquela decisão ainda vigente, proibindo o Estadão de publicar reportagem sobre político famoso no País. Depois, diversas decisões contrárias à liberdade de expressão. Agora essa última, cassando o direito de uma manifestação pública. Que Judiciário é esse que pensa estar acima da Constituição?

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O argumento utilizado é RIDÍCULO!

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

É ridícula a afirmação «o evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas».
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A Marcha da Maconha é uma manifestação política que está na base do debate, é precursora do debate, e visa chamar a atenção das pessoas para uma reivindicação postulada por uma minoria, a minoria que entende não haver sentido na criminalização da maconha (o uso já não é mais crime, no meu sentir, desde o advento da Lei 11.343/2006). Afirmar haver nessa manifestação «indícios de práticas delitivas» para proibi-la afigura-se uma atitude REACIONÁRIA, típica de pessoas radicais, como eram os nazistas e os fascistas.
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A Marcha da Maconha assemelha-se a qualquer outro protesto ou manifestação pública de uma minoria, como, v.g., a Passeata Gay, e tem o objetivo de suscitar o debate da questão pela sociedade para demonstrar a existência de um grupo inconformado com o tratamento que vem recebendo por parte das autoridades e de outros setores da sociedade.
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Já é passado o tempo de a sociedade se opor a esse tipo de argumento que, infelizmente, tem sido comum no Judiciário, argumentos totalmente divorciados da Lógica, que nada mais é do que a técnica de construção de argumentos racionais válidos.
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Eis aí mais uma razão por que defendo sejam os órgãos jurisdicionais eleitos pelos advogados entre seus próprios membros.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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Bom senso....

Thiago (Funcionário público)

Pelo menos eles planejaram a manifestação para o fim de semana, e não sexta-feira no hora do rush, em plena Av. Paulista, como muitas outras "categorias" fazem...

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Erro! Marcha e não marca.

Rogério Aro. (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Apenas para corrigir o texto. A matéria está ótima.

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