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Juiz obriga empresa a fornecer remédio para o estado

Decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Norte obriga a empresa Elfa Medicamentos Ltda a fornecer ao governo do estado potiguar remédios para o tratamento de esquizofrenia. A empresa ganhou a licitação feita pela Secretaria Estadual de Saúde para fornecimento dos remédios. No entanto, como o governo tem débitos acumulados com a empresa, ela se negou a fornecer medicamento para o qual concorreu e venceu o pregão. A decisão foi do Juiz Federal Janilson Bezerra, titular da 4ª Vara.

"A conduta perpetrada pela empresa demandada não se justifica, tendo em vista a existência de meios próprios para a cobrança de créditos em desfavor do Estado, não se mostrando a suspensão do fornecimento do medicamento objeto do presente litígio meio lícito para tanto. Assim, observa-se que, ao deixar de fornecer o medicamento Olanzapina, nas versões de 5 e 10 mg, a empresa Elfa Medicamento Ltda está descumprindo as disposições contratuais decorrentes da Ata de Registro de Preços 61/2010, colocando em risco a saúde dos portadores de esquizofrenia do estado do RN e de seus familiares", escreveu o juiz na liminar.

Pela decisão, a Elfa Medicamentos Ltda tem prazo de 48 horas para fornecer os medicamentos descritos na nota de empenho assinada pelo secretário estadual de Saúde. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.

Revista Consultor Jurídico, 13 de maio de 2011, 12h24

Comentários de leitores

1 comentário

Pra concorrer na Licitação vai todo mundo no "oba-oba"...

Icaro Silva (Outros)

É difícil pra algumas empresas que ganham em licitações entender que além de um serviço prestado, que deve ser devidamente pago pelo Estado obviamente, a empresa está comprometida e tem alí o dever social de trabalhar ao lado do Estado.
É certo que a empresa tem de se manter e seu(s) dono(s) buscam o lucro natural de toda iniciativa privada, mas deve ser fazer presnte a consciência do DEVER SOCIAL DA EMPRESA.
Na área de saúde então é inadimissível...
Louvável atitude do magistrado que indeferiu o pedido da empresa.

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