Consultor Jurídico

Denúncia anônima

Advogado foragido é capturado em Sete Lagoas

Cirurgias plásticas, mudança de nome e de endereço e tentativa de suborno. Nada disso foi suficiente para que o advogado Nilton Valim Lodi permanecesse foragido. Com extensa ficha criminal, acusado de desvio de dinheiro público e de instituições financeiras, tentativa de homicídio, condenado a 14 anos de prisão e procurado pelas polícias Federal e Civil de dois estados, ele foi preso em Sete Lagoas, Região Central de Minas, após ser alvo de uma denúncia anônima. A notícia é do jornal Estado de Minas.

Nilton foi capturado nesse sábado em uma casa de alto luxo localizada na Avenida Raquel Teixeira Viana, no Bairro Canaã. De acordo com a Polícia Civil, a equipe da Delegacia de Tóxicos de Sete Lagoas realizava uma investigação quando recebeu uma denúncia anônima de um foragido da Justiça se escondia naquele endereço. A assessoria da corporação não revelou detalhes da investigação, mas adiantou que não foi provado envolvimento do advogado com o tráfico de drogas.

Aos policiais, Nilton se apresentou como Gabriel Airan Kowalski, portando um documento falso. Descoberta a farsa e identificado o histórico criminal dele, o advogado ofereceu aos policiais R$ 20 mil para não ser preso. Ele recebeu voz de prisão em flagrante por corrupção ativa e falsidade ideológica.

De acordo com o assessoria da Polícia Civil, Nilton atuava como advogado em Palmas, no Tocantins, onde tem registro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil. Lá, ele foi condenado a 14 anos de prisão por desvio de dinheiro público e ainda responde por tentativa de homicídio. Ele também aplicou golpes financeiros em Araçatuba, interior de São Paulo, de onde também é foragido. Nilton ainda é alvo de uma investigação da Polícia Federal.

Embora casado, o advogado morava sozinho na mandão de Sete Lagoas. Na casa os policiais apreenderam dois veículos importados, um carro Hyundai I30 e uma moto Suzuki 30. Autuado em flagrante, ele responderá, em Minas, inquérito por ter tentado subornar os policiais e pela falsificação de documento. Ele foi levado para o Presídio de Sete Lagoas, mas nos próximos dias deverá ser levado para Tocantins




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Revista Consultor Jurídico, 8 de maio de 2011, 17h55

Comentários de leitores

4 comentários

E o resto da história?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que advogado não rouba dinheiro público sozinho. E os demais? Estão presos, foragidos? A reportagem deveria ser mais completa sobre os fatos, ao invés de se concentrar em questões que chamam a atenção do "povão" como marca de carros e estado da residência.

OAB

Le Roy Soleil (Outros)

Como é que um elemento desses ainda tem registro "ativo" na OAB-Tocantins ?

SIM..... MAS E O RESTO ?

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Os crimes a ele atribuídos são os mais comuns,hoje no Brasil, onde os próprios políticos são catedráticos nesse tema. Cadê o resto que infesta Brasília ? Há... político pode ? Então deleta.

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