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Patrimônio compatível

Sindicância contra desembargador é arquivada

A Corregedoria Nacional de Justiça julgou improcedente sindicância contra o desembargador do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, Orlando Perri, acusado de enriquecimento ilícito. A denúncia foi feita por um grupo de desembargadores aposentados compulsoriamente depois que auditoria coordenada por Perri constatou favorecimento deles para ajudar a Maçonaria. As informações são do jornal O Diário de Cuiabá.

A decisão da corregedora nacional, ministra Eliana Calmon, se baseou em dados financeiros e fiscais que provam que não houve anormalidades no movimento financeiro de Perri. Os desembargadores o acusaram de ter um patrimônio incompatível com seus rendimentos com base em fotos de um imóvel do qual é proprietário.

De acordo com a decisão, na documentação é possível identificar uma diferença nas declarações de Imposto de Renda do desembargador, mas o fato é justificado pela morte de seu pai, que pouco antes de falecer, lhe fez diversas doações

O caso
Quando era corregedor de Justiça do TJ-MT Perri contratou uma auditoria cujos resultados fez com que o Conselho Nacional de Justiça, em fevereiro de 2010, aposentasse compulsoriamente 10 juízes. Todos conseguiram retornar ao cargo por força de liminar.

O esquema, de acordo com a acusação, era feito por meio de pagamento de créditos irregulares a juízes à época em que Ferreira Leite presidia o TJ-MT e era grão-mestre da loja maçônica Grande Oriente. Mais de R$ 1,8 milhão teria sido usado para favorecer uma cooperativa de crédito ligada à Maçonaria, como consta nos autos do processo administrativo.

No último dia 10, a Procuradoria-Geral da República denunciou quatro dos dez no Superior Tribunal de Justiça. 

Revista Consultor Jurídico, 3 de maio de 2011, 6h44

Comentários de leitores

1 comentário

BONDADE DE ÚLTIMA HORA.

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Aliás, por falar em doações, nunca vi tanta 'bondade' ao analisar algumas declarações de candidatos, postadas na Internet,pelo TRE, por ocasião das últimas eleições. Cada um deles, invariavelmente, já fora agraciado com doações de imóveis, carros, ações e outros mimos, por oferenda de amigos, parentes e até estranhos, o que justificava a sua variação patrimonial em confronto com módicos proventos. Engraçado é que embora tenha eu uma família razoavelmente extensa, nunca recebi nada por doação, reconhecimento parental ou mesmo agrado de amigos. Não devo ser um sujeito muito considerado entre os que me cercam.

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