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Mercado da advocacia

Banca inglesa anuncia fusão com escritório canadense

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A temporada de aquisições e fusões de escritórios especializados por megabancas segue em alta na América do Norte. De acordo com publicações que cobrem a área, mesmo escritórios butiques com clientela consolidada, que atravessam a crise financeira sem maiores percalços, têm sido assediados com propostas de compra ou sociedade por gigantes da advocacia americana e europeia.

Agora é a vez da “butique” canadense especializada em litígios envolvendo seguros, Nicholl Paskell-Mede (NPM). A banca britânica Clyde & Co anunciou,  na segunda-feira (27/6), a fusão com o escritório canadense, fundado em 1992 e que opera, até então, com 40 advogados. De acordo com a publicação britânica Legal Week, o negócio será efetivado em 1º de setembro. Além de se servir da sede da NPM em Montreal, a banca inglesa pretende abrir postos também em Toronto. Ainda de acordo com o Legal Week, todos os 40 advogados, incluindo os 15 sócios da NPM, serão absorvidos pela Clyde & Co.

“O Canadá é um mercado extremamente atrativo e com uma economia robusta e diversificada. A NPM, como o mais qualificado escritório especializado em seguros no país e com seu trabalho junto aos sindicatos da Loyd’s em Londres, se ajusta com naturalidade ao planos da Clyde & Co.”, disse, em um comunicado oficial, James Burns, um dos sócios da Clyde responsável por liderar os esforços de aquisição da banca canadense. O Loyd’s de Londres citado por ele é o coração do mercado de seguros na Inglaterra, reunindo as mais importantes companhias do ramo.

De acordo com as publicações The American Lawyer e Legal Week, a Clyde & Co tem planos de expansão para a advocacia do Canadá. No início de 2011, o escritório inglês contratou o advogado canadense W. David Angus, antigo sócio da banca Stikeman Elliott, como consultor nos trabalhos de aquisições e contratações. Antes de se voltar para o Canadá, a britânica Clyde e Co abriu, há cerca de cinco anos, escritórios em Los Angeles e Nova York, contratando ex-sócios de bancas menores e escritórios butiques. Em 2010, eles abriram um escritório em Roseland, New Jersey, contratando, para operar na sede, advogados especializados no mercado de seguros. A banca não buscou reforços apenas em butiques de litígio. Chegou a disputar profissionais e mesmo sócios com grandes bancas americanas, como a Cozen O Connor e a O'Melveny & Myers.

O mercado de advocacia no Canadá tem provocado uma corrida por aquisições emprendida por bancas de grande porte da Inglaterra. São casos como o do escritório inglês Norton Rose que adquiriu a centenária Ogilvy Renault, de Quebec, no ano passado, ou ainda as numerosas contratações de advogados canadenses levadas a cabo pela britânica Dickinson Wright. Além de aquisições e contratações de escritórios butiques, as firmas inglesas e também as americanas têm se voltado para os próprios rivais, se associando a estes para atuar em mercados específicos embora sigam como competidores em outras áreas. É o que ocorre com a Clyde & Co no ramo de negócios envolvendo o mercado de seguros.

Presente em mais de 120 países, a Clyde & Co atua também nas áreas de Direito corporativo, legislação envolvendo comércio aéreo e marítimo, energia, transporte, logística e arbitragem em negócios internacionais. Contudo, é na consultoria voltada para o mercado de seguros que a banca tem centrado seus esforços de expansão.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 28 de junho de 2011, 14h01

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