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Procura pelo curso de Direito está 6% menor

A procura pelo curso de Direito caiu 6%. O dado faz parte de um estudo da consultoria Hoper Educação, com base em informações oficiais do Ministério da Educação. Também tido como tradicional, o curso de Administração apresentou queda: o índice de interesse na área caiu em 10%. Os dois cursos são os mais procurados do país. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Enquanto isso, cresce a procura pelas Engenharias, pela área de Produção, como os cursos de tecnologia, e construção, como Arquitetura. De acordo com os números, a taxa de ingressantes nesses cursos aumentou em 33%, entre 2007 e 2009.

Existem dois motivos para a queda, explica o autor do estudo, Romário Davel. O mercado de trabalho e a ação do MEC. Os calouros acreditam que há execesso de profissionais nessas áreas que têm registrado menos procura. Além disso, a pasta vem incentivando a abertura de cursos de Engenharia e cortando vagas em Direito.

Na avaliação do secretário de Educação Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, o mais importante é melhorar na avaliação dos cursos em geral, "o que garante uma expansão com qualidade e permite que os estudantes tenham mais possibilidades de escolha".

Ao comentar a diminuição da demanda, Alberto de Paula Machado, presidente interino do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, diz acreditar que a falta de qualidade de muitos cursos contribuiu com o fenômeno. "Com as altas taxas de reprovação no Exame da Ordem e em concursos públicos, as pessoas se desestimulam. Elas percebem que gastarão dinheiro com a formação e não conseguirão boa inserção no mercado”, opina.

Revista Consultor Jurídico, 24 de junho de 2011, 14h30

Comentários de leitores

2 comentários

ACHISMO

AVD Oliveira (Outros)

A conclusão do membro da OAB tem o rigor científico de uma cartomante.
A diminuição da procura por este curso faz bem para o país. Se Deus quiser seremos um país de cientistas, como Inglaterra, Alemanha e EUA (apesar de falarem por aí que lá é o país dos advogados). Aí o país vai dar um salto. Nossas polícias civis vão deixar de ser conduzidas por bacharéis em direito e será eficiente, o legislativo deixará de ter 25% de advogados e talvez o judiciário, a defensoria pública, o ministério público, as procuradorias tenham seus poderes limitados. Nas palavras do grande MONTEIRO LOBATO, "a parasitalha inteira de Têmis", "a quadrilha inteira da justiça". Essa gente, como dizia Lobato, "dão a ilusão de saber a lguma coisa a custa de vade mecuns".

Qualidade x disputa

Flávio Souza (Outros)

Acho correta a postura do secretário do MEC quando diz que todos os cursos superiores devem melhorar sua qualidade. Portanto, percebi que o Poder Público deve verificar a qualidade de todas as profissões, sem distinção. Por outro lado, não podemos comparar aprovações em concurso com aprovação em Exame da OAB. Ora, temos visto concurso público não somente na área de direito como outras onde é verificado um contingente considerável de pessoas que não conseguem, p.ex. atingir nota 5.0, ou seja a mesma requerida para aprovação no Exame da Ordem. A propósito, no concurso da PGE/RO (http://www.tudorondonia.com.br/noticias/pge-divulga-resultado-da-prova-escrita-objetiva-,22235.shtml)e para juiz de direito substituto do tribunal de justiça do Estado de Rondônia, considerável percentual de candidatos não conseguiram aprovação. Logo, concurso público não pode ser comparado com o Exame da OAB, aliás, isso já vem acontecendo.

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