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Crime de extorsão

Ex-advogado Lauro Barretto é preso em flagrante

O ex-advogado Lauro Barretto foi preso nesta quinta-feira (23/6), em flagrante, por extorsão. Ele está preso na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima. O ex-advogado foi flagrado após ter recebido R$ 20 mil do empresário Marcílio Arruda da Silva, representante no Estado da Aplub Capitalização. A empresa é responsável pelo título de capitalização Roraima da Sorte. As informações são do jornal Folha de Boa Vista.

Barretto é acusado de ter ameaçado o empresário por meio ligações e bilhetes. Ele pedia R$ 200 mil para não dificultar a permanência do título de capitalização no estado por meio de ações judiciais. Por isso, o empresário procurou a Polícia e informou os fatos. A Polícia acompanhou a transação a distância.

“Ele enviava via postal cópias de petições que eram endereçadas a entidades de classe e cópias de ações ingressadas. Mandava bilhetes com as mensagens ‘vamos conversar’, ‘gosto de brigas’ e ‘só gosto de brigas grande’, ameaçando”, informou o advogado do empresário, Carlos Ney Amaral.

De acordo com o site MidaNews, um dos mais acessados de Cuiabá (MT), Lauro Barreto é velho conhecido em municípios mato-grossenses como Diamantino e Alto Paraguai, onde tentava extorquir prefeitos, vereadores e outras autoridades locais. Segundo o site,  a maior das vítimas do ex-advogado era o prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Chico Mendes foi alvo de várias ações impetradas por Barretto. Todas elas com o intuído de atingir o prefeito e, por tabela, o seu irmão, que também chegou a ser alvo de suas ações.

Acusação e defesa
As investigações começaram em março e foram presididas pela delegada Francilene Souza, com apoio da Divisão de Inteligência Policial da Civil. Já que era servidor do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, Barretto não poderia exercer a profissão de advogado. De acordo com a delegada, ele ainda poderá responder pelo crime de exercício ilegal da profissão.

A defesa do ex-advogado tentou justificar os fatos. De acordo com Alex Ladislau, advogado de Barretto, ele foi contratado pelo empresário Marcílio Arruda para fazer o estudo e a defesa de uma ação civil pública que a empresa teria no Amapá. Dessa forma, os R$ 20 mil seriam, na verdade, honorários.

Na vida política, Barreto foi candidato a senador pelo Partido Humanista. Não conseguiu obter um único voto.

Revista Consultor Jurídico, 24 de junho de 2011, 19h09

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