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Barreiras caídas

Sites do governo são atacados e saem do ar

Os sites da Presidência da República e do governo brasileiro saíram do ar na madrugada desta quarta-feira (22/6), depois de serem atacados por um grupo internacional de crackers. “Os sites ficaram indisponíveis, mas nada foi afetado. Não violaram nosso sistema, só congestionaram o acesso”, assegurou o diretor-superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganato. As páginas voltaram a funcionar instantes depois da invasão. As informações são do portal Comunique-se e do site TI Inside Online.

O Serpro tentou se defender. De acordo com o órgão, o sistema de segurança onde os portais estão hospedados bloqueou todas as ações dos crackers — como são chamados aqueles que quebram um sistema de segurança, de forma ilegal. A reação, justificou o Serpro, levou ao congestionamento das redes. Por isso, os sites ficaram indisponíveis por cerca de uma hora. Segundo o órgão, esse é o terceiro ataque do ano.

À revista Consultor Jurídico, o advogado Omar Kaminski, especialista em Direito da Informática, disse que o ataque pode servir de pretexto ou motivação para a aprovação do projeto de lei de cibercrimes que tramita há mais de 10 anos. Ele ainda demonstra preocupação com os sites do Judiciario. "Com o processo eletrônico, os tribunais estão cada vez mais informatizados e sem papel. Cabe indagar se estão preparados para um ataque cracker maciço, e se já existem medidas de contingência ou alternativas para que o Judiciário não pare, literalmente, prejudicando todos os envolvidos”.

Sobre o ataques desta quarta, o Serpro garante: todos os dados e informações dos sites foram preservados. Somente o site da Presidência teria recebido cerca de 340 milhões de acessos em um período de uma hora. Os ataques ocorreram entre às 00h30 e 3h e os sites ficaram fora dor ar entre 00h40 e 1h40. Também na quarta, o LulzSecBrazil atacou o site da Petrobras, que ficou fora do ar por cerca de 25 minutos.

O anúncio da invasão foi feito pelo Twitter, em torno de 1 hora da manhã, no perfil de LulzSecBrazil, equipe de crackers especializada em invadir sistemas de bancos, empresas de grande porte e órgãos públicos. Ali, na mesma rede social, outras equipes de hackers estrangeiros cumprimentaram os brasileiros. Nossa unidade brasileira está fazendo progresso. Bem feito @LulzSecBrazil, irmãos!”, dizia um deles.

O mesmo grupo de crackers já havia atuado nesta semana, quando derrubou o site da CIA e, depois, vazou informações pessoais de mais de 62 mil contas de e-mail e redes sociais, como Gmail, Facebook, Twitter e PayPal.

A ação da LulzSec inspirou outra rede de crackers, a Anonymous. Eles anunciaram, pelo YouTube, que pretendem se unir à equipe brasileira. De acordo com eles, em informação fornecida pelo vídeo, eles contam que por meio dos ataques eles se manifestam a favor de uma internet mais livre e contra governos corruptos.

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2011, 10h39

Comentários de leitores

1 comentário

É questão que precisa ser pensada...

Carviso. (Advogado Autônomo)

Os sítios do judiciário nacional estão preparados para uma eventual invasão desses Hackers? É mais complicado quando se fala nos processos virtuais.

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