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AMB defende a regularização da atividade de bingos

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O que já vi

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Embora nunca tenha sido ainda submetido a tortura física, ainda, já fui submetido por magistrados com apoio da OAB a uma das situações mas deploráveis que um indivíduo pode vivenciar (com exclusão da tortura) o que me valeu uma experiência de vida que poucos até hoje tiveram com a visão do jurista: ser julgado em processo judicial pela própria parte contrária na ação, atuando ao mesmo tempo como suposta vítima e juiz. Sei bem até que ponto pode chegar a delinquência no Poder Judiciário, bem como a que ponto pode chegar o emprenho e mobilização para concretizar os crimes e afastar a responsabilização visando se manter privilégios e impedir a atuação de um advogado. Sobrevivi, e estou aqui para contar a história, e lhe digo prezado Daniel André Köhler Berthold que conheço como ninguém como agem juízes e quais são suas reais intenções.

Eles e nós

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Prezado Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância). O conceito de bem e de mal é muito relativo, assim como o de "seres do mal". Particularmente devo dizer que sempre fui tratado por magistrados (e servidores públicos em geral) como um criminoso da mais alta periculosidade, um "demônio", um "ser do mal" que está sempre a maquinar fórmulas de ganhar mais dinheiro e prejudicar os outros (no dizer deles, "uma personalidade voltada a prática de delitos"). Todos que conheceram a minha independência e rigor como advogado, travando contado com minha atuação profissional, sempre deixaram isso bem claro. Não me lembro de época que tenha sido diferente, e não acredito que isso vá mudar a curto prazo, sendo certo que a maior parte deles, se pudessem, tirariam minha pele com as próprias mãos para logo após me enforcar com as próprias vísceras. A ideia que defende é boa, legítima, e de fato a melhor saída, mas é romântica, irreal e impraticável. A propósito, a notícia de que a AMB apoia oficialmente a volta dos bingos é falsa.

De olho na harmonia

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Nunca chegaremos a níveis mínimos de boa e harmoniosa convivência entre os operadores do Direito enquanto um grupo achar que, sempre e sempre, o outro é constituído por "demônios", seres do mal, que passam todo o seu tempo "maquinando" fórmulas de ganhar mais dinheiro e prejudicar os outros.
Advogados e magistrados são cooperadores na busca por Justiça. Na atualidade, uns não vivem sem os outros. Então, não é melhor que se entendam? Ou, ao menos, que se esforcem para isso?

De olho na bufunfa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Obviamente que a AMB vai tentar reconfigurar os bingos, de modo que a que funcionem de forma semelhantes aos cartórios extrajudiciais, sob o controle dos magistrados. Afinal, não tivesse os magistrados interesse econômico direto, qual seria o interesse de uma associação de juízes na volta de uma atividade econômica criminosa?

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