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Marcha da Maconha

"Questionamento de leis aperfeiçoa a democracia"

Comentários de leitores

8 comentários

Maconha

Sargento Brasil (Policial Militar)

Uma pergunta:
Quantos adéptos ao uso de drogas serão os saudáveis atletas brasileiros nas futuras Olimpíadas? (Só se for na modalidade de arremesso de bitucas e mesmo assim se tiverem forças para isso). Ou será que vão proceder um movimento para que seja liberada até naquele evento para dar uma conotação de que o consumo é salutar?

!!!!!!!!

Neli (Procurador do Município)

Discordo!
Isso não passa de apologia ao crime e o Brasil,talvez os augustos ministros não sabem,está à mercê das drogas.
Lastimável.
Preocupa-me agora é a marcha da cocaína,a Marcha do Craque(e não é apologia ao Neymar!),a Marcha do Preconceito.

Marcha não é uma reunião, é uma afronta!

herto (Técnico de Informática)

Marcha não é mesma coisa que uma reunião civilizada. Marcha é uma afronta às pessoas civilizadas. Não adianta dizer que marcha é uma caminhada até uma reunião. Palhaçada!

Por favor

andreluizg (Advogado Autônomo - Tributária)

Já estava mais do que na hora. Parabéns ao STF! Todos temos o direito de escolher, todos temos o direito à liberdade! Já foi derrubada a lei de imprensa, mas faltam alguns artigos da Lei de Segurança Nacional...
O que foi garantido não é somente a marcha da maconha, mas também a marcha contra ela, digo, metaforicamente, quanto à ordem vigente.
Essa liberdade é a mesma que nos garante que não teremos ditadores novamente no poder, e que corruptos serão punidos, pois podem comprar todo o sistema, mas não o povo livre, já que esse só se domina pela censura e pela falsa propaganda! Isso se via no Iraque, se vê em Cuba e na Coréia do Norte, Oriente médio...
E garanto, a partir do amplo e aberto debate, muitas drogas e conceitos serão "desdemonizados" pelo povo. E um povo que tolera a corrupção, mas não uma droga, poderá ter que mudar de opinião.

OS FILÓSOFOS

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

O STF mais uma vez sinaliza para a tomada de uma decisão contra a esmagadora maioria da sociedade. E para justificar essa estultice, acena com vãs filosofias a respeito da opinião da "minoria". Como é difícil tentar entender os hipócritas que se acham os donos da razão e do mundo, bastando vergar uma toga e residir em Brasília. Estamos perdidos!

Cuidado!

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Concordo com o Ministro Marco Aurélio, como não poderia deixar de ser, mas fica o alerta aos desavisados: nem o Supremo Tribunal Federal, nem o próprio Ministros, estão de prontidão para quem for perseguido por querer manifestar seu pensamento. Quem seguir a risca a lição do Ministro terá uma longo calvário até que seu habeas corpus chegue ao Supremo quando for processado criminalmente por exercer seu direito constitucionalmente assegurado, e quando chegar será outra batalha para que seja conhecido. Fica assim o alerta, neste País em que a democracia é "para inglês ver".

Questão que o STF não soube enfrentar

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

Faltou ao STF o discernimento para o enfrentamento da questão. Explico-me adiante.
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Observou-se no julgamento que as leis penais seriam eternas se não pudessem ser criticadas. De fato, todo o processo do consenso social que se espelha na lei estaria engessado sob o crivo de incitação ao crime ou apologia (2 crimes distintos) sempre que se pretendesse que uma conduta penalmente tipificada é idônea.
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É justamente no ponto acima que flagra-e a dificuldade de raciocínio do STF para bem equacionar a questão, pois a crítica contra a criminalização pode ser viabilizada pelo elogio da conduta típica tencionando outra carga axiológica para ela e isto inevitavelmente confundir-se-á com a apologia do fato criminoso.
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Digamos que num panfleto distribuído na “Marcha da Maconha” há cartazes e faixas com os dizeres “a heroína, o ópio e a maconha devem ser utilizados por fazerem o homem desenvolver a percepção, não são um mala, mas um instrumento de evolução cognitiva; seu uso em civilizações comprova a felicidade e benefícios que trazem”; pergunta-se: como difere isto da apologia do crime? Há no texto um elogio ao fato criminoso que é o uso dessas drogas e é justamente com espeque nessas propriedades, concebidas como elogiáveis, que nele se consubstancia o argumento a favor de sua utilização.
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Como se pode constatar nesse exemplo, a diferença entre a apologia e a crítica contra a criminalização é tênue quando esta última emerge do próprio elogio. Não vi o STF ser capaz de enfrentar este ponto para estabelecer a necessária distinção.

Questão que os ministros não conseguem enfrentar

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

Faltou ao STF o discernimento para o enfrentamento da questão. Explico-me adiante.
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Observou-se no julgamento que as leis penais seriam eternas se não pudessem ser criticadas. De fato, todo o processo do consenso social que se espelha na lei estaria engessado sob o crivo de incitação ao crime ou apologia (2 crimes distintos) sempre que se pretendesse que uma conduta penalmente tipificada é idônea.
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É justamente no ponto acima que flagra-e a dificuldade de raciocínio do STF para bem equacionar a questão, pois a críticacontra a criminalização pode ser viabilizada pelo elogio da conduta típica tencionando outra carga axiológica para ela e isto inevitavelmente confundir-se-á com a apologia do fato criminoso.
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Digamos que num panfleto distribuído na “Marcha da Maconha” houver cartazes e faixas com os dizeres “a heroína, o ópio e a maconha devem ser utilizados por fazerem o homem desenvolver a percepção, não são um mala, mas um instrumento de evolução cognitiva; seu uso em civilizações comprova a felicidade e benefícios que trazem”; pergunta-se: como difere isto da apologia do crime? Há no texto um elogio ao fato criminoso que é o uso dessas drogas e é justamente com espeque nessas propriedades, concebidas como elogiáveis, que nele se consubstancia o argumento a favor de sua utilização.
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Como se pode constatar nesse exemplo, a diferença entre a apologia e a crítica contra a criminalização é tênue quando esta última emerge do próprio elogio. Não vi o STF ser capaz de enfrentar este ponto para estabelecer necessária distinção.

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