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Praça pública

Estado não tem monopólio sobre agenda de discussão

Comentários de leitores

6 comentários

Antidemocráticos.

Dr. Cabral (Defensor Público Federal)

Soa-me bastante antidemocrático, para não dizer arrogante, todo tipo de comentário que pretende regular o que vale a pena ser discutido e debatido em praça pública. Ora, a existência de assuntos mais importantes a ser debatidos não impede que outros menos importantes sejam debatidos. Ademais, não consigo entender porque alguns comentaristas insistem em dizer que discutir políticas públicas penalizadores significa fazer apologia ao crime. Se assim o fosse, nunca poderia haver participação da população para modificação da legislação penal, cujo debate deveria ser restrito aos doutos e políticos. Claro que poderá haver excesso por parte de alguns participantes, o que deverá ser adequadamente reprimido posteriormente, segundo o binômio liberdade-responsabilidade, não se admitindo, contudo, censura prévia para evitar eventual excesso.

Antidemocráticos.

Dr. Cabral (Defensor Público Federal)

Soa-me bastante antidemocrático, para não dizer arrogante, todo tipo de comentário que pretende regular o que vale a pena ser discutido e debatido em praça pública. Ora, a existência de assuntos mais importantes a ser debatidos não impede que outros menos importantes sejam debatidos. Ademais, não consigo entender porque alguns comentaristas insistem em dizer que discutir políticas públicas penalizadores significa fazer apologia ao crime. Se assim o fosse, nunca poderia haver participação da população para modificação da legislação penal, cujo debate deveria ser restrito aos doutos e políticos. Claro que poderá haver excesso por parte de alguns participantes, o que deverá ser adequadamente reprimido posteriormente, segundo o binômio liberdade-responsabilidade, não se admitindo, contudo, censura prévia para evitar eventual excesso.

LEGALIZAR A MACONHA OU ACABAR COM A CORRUPÇÃO?

Enos Nogueira (Advogado Autônomo - Civil)

“Marcha da maconha”, minha nossa, que nome sugestivo! Não me importo se alguns acéfalos querem fumar maconha, mas fazer marcha em favor disso (esse papo de querer só descriminar e não fazer apologia, não me convence) não me parece correto, já que ninguém faz marcha para acabar com a corrupção epidêmica que assola este pobre país; ninguém faz marcha pelo fato de termos os políticos mais caros do mundo (além de piores, com exceção); ninguém faz marcha para que a educação melhore (como está fazendo o povo chileno); ninguém faz marcha contra as aberrações que estão colocando nos livros de “português”. Será que somos um dos povos mais alienados do mundo, pois só damos valor a futebol (e agora a maconha)? Enquanto outros povos fazem marcha para melhoria da educação, da saúde e para diminuir a carga tributária, aqui se faz marcha para liberação da maconha. Por favor, se querem fumar maconha, nos prive dessas “marchas”, ou, pelo menos, façam marcha também para acabar com a corrupção, pela diminuição de, pelo menos, um terço de deputados federais, senadores e vereadores, dos ministérios, dos cargos em comissão... O que é mais importante é legalizar a maconha ou acabar com a corrupção?

COISAS DO BRASIL

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Segundo o Min. Fux, pode, mas....... desde que não se fume na marcha. HÊ...HÊ.... Qualquer 'embaçamento' entre os participantes terá sido mera neblina, devido ao outono.

decisão anacrônica

Lourenço Neto (Advogado Assalariado - Administrativa)

Lamentável a decisão, que parece apenas ter escutado mínima parte da sociedade, e se olvidado de tratar esta questão como tudo deve ser tratado no Direito - através de principiologia, e não por casuísmo. Cometido este absurdo, e por questão de princípio, como tudo apenas não passaria de debate e opinião, teremos hipoteticamente que suportar uma "marcha pela descriminalização do homocídio", ou "marcha pelo direito de roubar o dinheiro público"? Eu sinceramente espero que não, e espero que o STF em algum outro julgamento restabeleça responsavelmente o direito de manifestação; pois ele, como qualquer outro direito, não é absoluto e há de ter uma pespectiva de cunho social e há de se coadunar a acomodar-se com outros princípios constitucionais, como por exemplo, a proteção à criança, à família e o princípio da dignidade humana. Creio que uso de entorpecentes, ou mesmo o direito de pleitear usá-los livremente, desprotege estes princípios e normas constitucionais, simplesmente porque o direito de livre expressão, foi elevado ao patamar de coisa intocada.

OUTRO FILÓSOFO

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Mais um filósofo da toga, que usa de argumentação oblíqua para justificar seu absurdo posicionamento a favor da apologia ao crime e contra a esmagadora maioria da sociedade. É, parece que a própria sociedade (a das pessoas decentes) vai ter que tomar nas mãos o prumo deste País de hipócritas, togados e políticos.

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Comentários encerrados em 24/06/2011.
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