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Comentários de leitores

68 comentários

DR. Sergio e Magist

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

O Dr. Sergio diz o memsoq ue eu: cleintes que aceitam pagar mais de 50 % ao advogado o fazem calculadamente, sabem e o fazem como um bom negócio e escolherama quele profisisonal assim concordando porque estimam que ele poderá dar-lhes a vitória e não outro. Depois, numa hipocrisia completa se aproveitam de uma magistratura invejosa e ressentida para fazerem-se de coitadinhos, quando, se "coitadinhos" fossem, deveriam ter procurado a defensoria poúblcia.
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O que vemos aqui é que aqueles a quem oMagist chgama de fracassados são, curiosamente, "fracassados que incomodam muito" quando vão ganhar aquilo que os juízes levariam 20 anos para ganhar.
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Argumentos imbecis como "advogados têm de ganhar por seus méritos" tal com se a causa ganha não fosse mérito. Vemos aidna que ele não tem nenhuma resposta quandos se apresneta o texto da lei contrário ao que pensa, limitando-se ele ao patético balbuciar de "isso é imoral, isso é imoral".
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Podemos apostar na sua biografia: deve ter sido a maior parte do tempo um funcionário público como típico homenzinho estatal de pouca estatura que nunca enfrentou o mercado de trabalho nem sonhou com honrários milionários, etc., e, certamente, quando vê causas assim, isto mexe profundamente com sua auto-imagem e por isso corre a falar de idealismo, vocação, etc.. Ora, expressiva parte da magistratura está no cargo por Poder, estabilidade, dinheiro, status e prestígio. Pode até ser que el sinta-se vocacionado..mas apenas queria saber se essa vocação e idelaismo persistiriam se o cargo não fosse vitalício eo salário fosse de apenas R$ 6.000,00.

Caro magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância), (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Primeiramente, não se preocupe. Não há ofensa em exprimir uma opinião, ainda que divergente. Não comungamos da mesma cartilha. Só isso. E ainda bem. O que seria da razão, do intelecto, do conhecimento, se não houvesse divergências? A divergência é o combustível do conhecimento. É ela que nos faz refletir em busca do novo e do correto.
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Infelizmente, no caso, penso que a razão não está consigo, embora respeite sua opinião, a qual se funda em valore morais, e não jurídicos.
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Rigorosamente, seu raciocínio está equivocado. Ainda que um advogado possa vir a perceber até 50% do direito de crédito do seu cliente, quem paga essa conta não é o próprio cliente, mas o sucumbente. E ainda que fosse o cliente, há que se investigar por que aceitou ajustar tal pagamento.
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Nos Estados Unidos é comum os advogados receberem entre 30% e 50% de tudo o que conseguirem obter para seus clientes. Isso significa que aquelas indenizações milionárias, cuja maior parte é a título de «punitive damages», acabam sendo compartidas entre o cliente e o advogado. Muitas vezes o advogado recebe mais do que o cliente. Isso costuma acontecer toda vez que ele advoga para um litisconsórcio e recebe entre 30% e 50% da parte que couber a cada litisconsorte. No final, o advogado fica com uma fatia de 30% a 50% de toda a indenização, enquanto cada litisconsorte fica com alguns avos da proporção de 50% a 70%. Há pessoas que preferem receber uma proporção menor de muito do que uma proporção maior de menos ou até mesmo de nada.
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(CONTINUA)...

Caro magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância), (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Ainda assim, não há nada de errado nisso se pensarmos que aquelas pessoas ao contratarem sabiam o que estavam fazendo e escolheram fazer daquele modo porque preferiram pagar o que aquele advogado pediu ante a maior probabilidade de vitória com a causa patrocinada por ele do que se entregassem-na a outro. Numa palavra, confiaram mais na «expertise» de um advogado do que na de um outro.
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Isso acontece aqui também. Uma vez, um sujeito contatou um advogado amigo da família para defender o filho, que havia cometido um atropelamento. O advogado, em função da amizade, disse que não cobraria nada. O sujeito, então, contratou outro, que cobrou uma fortuna, porque, segundo ele, isso obrigaria o advogado contratado a dar o melhor de si na defesa do filho para justificar o valor cobrado.
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No Brasil, há um problema cultural atávico cuja origem muito provavelmente advém da educação cristã católica e do modo como os portugueses empreenderam a colonização: incutiu-se subliminarmente na cabeça das pessoas que ganhar dinheiro em excesso é errado e quando isso acontece só pode ser porque quem ganhou fez ou está fazendo alguma coisa errada. Com todo o respeito, errado é pensar desse modo.
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Veja, por exemplo em São Paulo. Há mais de 300 mil advogados inscritos. Uma pessoa pode, portanto, em tese, escolher de 300 mil maneiras diferentes. Isso tem sido ruim porque tem nivelado os serviços por baixo. Tem mesmo prostituído a nobre profissão com profundos reflexos no comércio jurídico. A competição é enorme, e os honorários são jogados no nadir da dignidade profissional.
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(CONTINUA)...

Caro magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância), (3)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Por isso, se alguém aceita pagar o valor pedido por um advogado que foi escolhido e procurado pelo cliente — e é sempre bom lembrar que nós não podemos captar e eventual propaganda tem sempre de ser moderada e sóbria —, então, não há razão alguma que justifique rever os honorários contratados.
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No entanto, o BULLYING que os juízes têm praticado contra os advogados tem se manifestado também quanto aos honorários contratados. E isso tem feito com que as pessoas procurem bons advogados, aceitem os honorários por eles cobrados e, depois que a lide se estabilizou, as teses jurídicas já foram desenvolvidas e tudo torna-se uma questão de mero acompanhamento, dão causa à rescisão do contrato, revogam a procuração, ou simplesmente contratam outro advogado que, carente de clientes num mercado saturado, aceitam a causa para rever e reduzir os honorários que o primeiro cobrou. O pior é que muitos juízes têm acolhido tais pretensões escusas, maliciosas.
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Fico pensando, por exemplo, num caso que estou vivendo. Cobrei inicialmente 20% «ad exitum». Depois o cliente apareceu com várias outras causas. Numas tive de defendê-lo. Noutras, propus a ação. Em razão disso, convencionamos elevar para 30% o valor «ad exitum» sobre todos os procedimentos em que eu interviesse. Depois de 8 anos, venci algumas, enquanto outras ainda estavam em andamento. Detalhe, não perdi nenhuma. Na hora de pagar-me o que era devido em razão daquelas vencidas que chegaram ao fim, ele se opôs. Queria impor uma forma de pagamento com a qual eu não concordei. Requeri a reserva de honorários sobre o objeto que ele receberia em razão da minha intervenção, na proporção contratada.
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(CONTINUA)...

Caro magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância), (4)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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O juiz da causa acolheu esse requerimento porque tem expressa previsão legal (EAOAB, art. 22, § 4º, c.c. art. 664 e 681, estes c.c. art. 692, todos do CCb). Afora essa previsão legal, o contrato possui cláusula específica autorizando tal prática. No entanto, quando entreguei o saldo líquido ao cliente, ele foi e cassou minha procuração na ação de execução de maior valor que eu havia proposto e ainda estava em andamento. Com a revogação da procuração eu poderia até cobrar o valor total dos honorários porque o contrato assim prevê. No entanto, apenas pedi a reserva de honorários ao juiz da execução, se e quando ocorresse o pagamento. E o que aconteceu? Dessa vez o juiz negou esse requerimento remetendo-me para ação autônoma. Se isso não é BULLYING, então é desonesto mesmo!
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Bem, retorno ao nosso debate, compreendo o seu pudor, e acho mesmo que conheço a fonte histórica dele. Só não concordo e entendo que tais razões não subsistem de pé no confronto de um exame isento das paixões, puramente racional. De qualquer modo, como o senhor mesmo admitiu, trata-se de uma avaliação sob a perspectiva moral, e não jurídica. Assim, não é dado ao juiz decidir uma questão sob os auspícios da moral quando há norma jurídica em vigor disciplinando a matéria e proporcionando a forma como deve ser resolvido o litígio que a envolve. E isto está conforme o que defendo, e não com o seu pensamento.
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Cordiais saudações.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância),

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

CONTINUAÇÃO
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O senhor sabia que tem médicos, engenheiros, advogados, delegados, promotores, procuradores, fiscais que NUNCA pensaram em ser juiz? Verdade. Não é mentira não. rss.
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Para o seu conhecimento, EU NUNCA pensei em ser juiz. Respeito que tenha escolhido esta função, mas nunca me interessou ser magistrado. Se eu tivesse esse objetivo, seria. Por incrível que pareça, não sou juiz, mas devo ser mais feliz que o senhor. Detalhe, ganho mais que o senhor. portanto, não sei onde está a minha frustração que o senhor mencionou. Aliás a minha e dos demais aqui.
Enfim. todos por aqui já conhecem o seu perfil psicológico.
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Vi várias perguntas feitas ao senhor aqui, COM BASE EM TEXTO DE LEI, e o senhor não respondeu nenhuma. Estranho não? Faltou argumento não é?
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Nas suas sentenças o senhor pode dizer o que quiser. Caso a parte não concorde, recorra. Não é assim? Aqui não funciona assim. O senhor fez um comentário e poderá ter várias pessoas não concordando (como eu) e fazendo perguntas ao senhor.
Aqui, neste espaço, não é uma “pista” de mão única, como no seu trabalho.............

Magist, parece que vc. nunca entenderá

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

Magist, parece que vc. nunca entenderá, no seu eterno diagnóstico de ninharias, aquele texto meu que pretendeu criticar pinçando erros de português que já estavam corrigidos ou coisas que nem erro são.
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Ao mencionar a minha suposta "insignificância" vc. espelha exatamente o que aquele texto descreve, o pequeno homenzinho estatal que não consegue dignificar-se pelos horizontes próprios, como homem, e busca, assim, na sombra do estado, o pequeno êxito, esta dignidade, estando entre aqueles cuja "grandeza" termina com o início da aposentadoria.
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Não percebe Magist, que quem dá prova de insginificância aqui é vc. mediante a estreiteza de suas perspectivas? Constata-se isto no ponto de vista idiota, consistente na afirmação, aqui, da aprioridade do idealismo em juízes, tal qual estivéssemos numa República platônica onde cargos públicos tivessem alguma correlação com elevação moral e espiritual. Infelizmente estamos longe disto, muito longe.
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Até quando você será tão patético, meu caro? Sim, patético de não ter a inteligência de perceber uma brincadeira, ser o bobalhão que vem pontuar sobre o que penso de mim mesmo comoo se eu estivesse a falar seriamente de minha grandeza transimalaica...ahahahah. Como pode uma criatura tão pouco profunda ser encarregada de julgar, decidir sobre vidas? eis aí falha do sistema!
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"Deixe de ser burro, Magist" - Esta é a plegária que ergo por você e por vc. e seus jurisdicionados! Aprenda com Nietzsche: não há sábio verdadeiro que não tenha rido de si mesmo. Aprenda um pouco sobre sua própria desimportância. Veja se cresce um pouco e deixa de ser esse serzinho cunhado pelo status quo; passe a contemplar o que é realmente grande!
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Um abraço, penalizado que fico a ler o que vc escreve, sinceramente.

Quase esqueci

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Sunda, sua insignificância quase me fez esquecer de lhe dar um recado:
Isso aqui não é um julgamento, deveria ser um debate.
Disso decorre que é muita pretensão sua "julgar" alguma "disputa". Quem é você para julgar alguma coisa?
Apenas alguém que só mesmo neste espaço receberia a atenção que não merece e, encorajado pela distância, pensa ser maior do que realmente é.

Ao Carlos

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Carlos, não responderei às suas ofensas da mesma forma que ninguém responde a um cahorro que lhe ladra ao passar pela rua.
Em vez disso, aprenda com meu colega sobre a fixação de honorários nas execuções e meta seu rabo entre as pernas.
Prezado Dr. Sérgio, sem ofensa, mas, para mim, é absolutamente imoral um advogado sequer pensar que tem direito à metade do direito que seu cliente busca em juízo. Como pode ver, é uma questão de visão que vem a ser compartilhada por um advogado tão brilhante como o senhor, como é o caso do Hugo Segundo. Mas eu respeito a sua opinião.
Então, não se trata de corporativismo nem de inveja, como alguns indigentes espirituais alegam.
Por fim, escrevendo agora aos acéfalos que não leram a brilhante fundamentação do advogado que mencionei, eu até lhes diria que um magistrado interpreta a Lei conforme a Constituição, mas isso seria inútil. Então, em resumo, vão procurar a sua turma, cambada de fracassados...

Calma e atenção

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Alguém já leu o acórdão? Onde está disponível?
Pergunto porque houve comentarista que, aparentemente, nem leu direito a notícia.
Escrevo isso porque houve quem reclamasse que estavam dando R$20.000,00 pelo trabalho de 20 anos.
Não!
A notícia diz que a Ação de Cobrança começou há mais de 20 anos, e deve ter tido honorários de sucumbência, não informados na notícia (nem que houve, nem que não houve).
Os honorários noticiados são da fase de execução (ou cumpriemnto) de sentença, na qual, talvez (a notícia não esclarece), a atuação do advogado do embargante (impugnante) pode ter-se resumido a uma mera impugnação a um cálculo.
No caso de execução, lembro que NÃO há os limites de 10% a 20% do valor da condenação, previstos no § 3º do art. 20 do CPC. Aplica-se, sim, o § 4º do mesmo artigo.
Transcrevo os dispositivos:
"§ 3º Os honorários serão fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, atendidos:
"a) o grau de zelo do profissional;
"b) o lugar de prestação do serviço;
"c) a natureza e importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
"§ 4º Nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz, atendidas as normas das alíneas 'a', 'b' e 'c' do parágrafo anterior".
Conclusão: é preciso aguardar a publicação do acórdão e o ler com calma e atenção, para, só depois, se for o caso, criticar-se a decisão.

Magist X Niemeyer

Sunda Hufufuur (Advogado Autônomo)

Magist, como sempre derramo aqui a minha sagrada palavra transimalaica com o gestual dos vereditos sobre a sua eterna esgrima com o Dr Sérgio Niemeyer.
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Uma vez mais você perdeu, Magist. Eu não queria reinstaurar o contencioso entre nós, mas, Magist, que vergonha...Então os juízes são vocacionados,oxigenados pelo idealismo? uahahahahah Magist, nos anos 70 era muito mais fácil passar para o seu concurso e muitos nem queriam ser juízes. Será por um surto genético que, de repente, nos anos 90 tenha começado essa corrida para a toga? Estaremos em via de descobrir o gene da juízite? uahahaha Ora, Magist, expressiva parte da magistratura está no cargo pela estabilidade, Poder, status e perspecivas que lhe são abertas, não seja ingênuo. Foi quando a vida do profissional liberal ficou difícil que correram para a magistratura e nãopor idelismo, ou coisa parecida.
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Quando vêem um advogado prestes a ganhar 6.000.000,00 esets mesmos juízes, tão ciosos do capital, sentem-se fracassados e de aí a diminuição dos honorários, porque em verdade isto mexe muito com eles.
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Aliás, comoveu-me sua moderada indignação contra o capitalismo, ao criticar a "ganância dos advogados", etc. Uahahahah. Mais uma vez ingenuidade, Magist. Clientes que aceitam dar grande parte ao advogado o fazem estudada e calculadamente, procuraram aquele causídico como quem faz um bom negócio, sabiam que o advogado era o indicado para vencer o pleito e calcularam que a porcentagem pedida por ele valia à pena. Depois querem fazer-se de coitadinhos, quando, como "coitadinhos", deveriam ter procurado a defensoria pública. Hipócritas ajudados por uma magistratura ressentida.
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Quanto a "Hugo de Brito Segundo", fico a pensar que se a segunda versão é assim Deus me lvire da primeira. :-)

também não entendi....

GERPOL MS (Advogado Autônomo)

15/06/2011 00:29Neli (Procurador do Município)
????!!!!!!! Não entendi o fundamento para a redução.
Reportagem estranha... não entendi patavinas... 20 anos de processo e 20 mil de honorários ?????
... faltou explicar.... O repórter é o coelho corredor que levou patada do Leão ????

Muito nojento isso.

Daniel Lobo (Outros - Tributária)

Poucas vezes vi algo tão ridículo (para dizer o mínimo) quanto esta notícia. Um advogado trabalhar 20 anos num processo, fazer o seu cliente deixar de pagar mais de R$ 65 MILHÕES, nada mais justo que receber o que -A LEI MANDA- (entre 10% e 20%). Devia ser 20%, haja vista a complexidade da causa, mas o -MÍNIMO PERMITIDO- é 10% (R$ 6,5 milhões portanto).
Aí aparece um Tribunal, que deveria ser o primeiro a zelar pela observância das leis, além de aplica-la, simplesmente rasga a lei e resolve "legislar" dizendo que "a condenação de verba honorária deve obedecer aos princípios da equidade e razoabilidade".
Só pode ser "dor de cotovelo" afinal um desembargador jamais vai receber um valor deste, e mais, se o advogado recebesse esses R$ 65 milhões na mega sena, ele teria que pagar os 27,5% que a lei exige ( R$ 17 milhões 875 mil). Nenhum magistrado ousaria dizer que o valor do imposto deveria "obedecer aos princípios da equidade e razoabilidade".
Se uma pessoa conseguisse a façanha de gastar R$ 65 milhões num restaurante, ele teria que pagar R$ 6,5 milhões ao garçon de gorjeta, será que algum magistrado iria dizer que o valor "deve obedecer os princípios da equidade e razoabilidade"?
E quanto a taxa judiciária deste processo? Será que, apesar do valor ser calculado sobre a porcentagem dos mais de R$ 99 milhões apareceu alguém no Tribunal e mandou diminuir o valor para, por exemplo R$ 100 mil, para que seja observado os "princípios da equidade e razoabilidade"?
Infelizmente os advogados não são um classe das mais unidas. Espero do fundo do coração que a OAB se manifeste neste caso.

Será que o MAGIS_2008 não tem respostas...?

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Se tivesse raciocínio lógico na prova para juiz, talvez o senhor magis 2008 não teria passado...
magist_2008 (Juiz Estadual)
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Que eu tenha conhecimento, os honorários dispostos no art. 20 abaixo, não são os mesmos e nem fazem parte dos estabelecidos nos contratos de prestação de serviço advocatício firmado entre o advogado e o cliente.
São os mesmos magist_2008 (Juiz Estadual)?
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CPC
Art. 20. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. Esta verba honorária será devida, também, nos casos em que o advogado funcionar em causa própria.
§ 3º Os honorários serão fixados entre o MÍNIMO de dez por cento (10%) e o máximo de vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação, atendidos:
Se não são, pq alguns poucos magistrados não cumprem o que manda a Lei? Honorários entre 10% e 20%.
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magist_2008 (Juiz Estadual),
O que manda não é a lei?
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Ora, se formos falar em procedimentos moralmente inaceitáveis, teríamos que "condenar" todos os magistrados...
Sabemos que muitos magistrados, em certos casos, detestam cumprir a lei. Infelizmente ou felizmente tem que cumprir. OU NÃO?
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No meu entendimento, a verba de sucumbência foi criada E PONTO.
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Se vai enriquecer o advogado não é da conta de ninguém. Ou é?
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Se a verba de sucumbência enriquecer o advogado, é algo ilícito? Criminoso?
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Que mania que alguns poucos magistrados têm de não gostar de ver advogado ganhando em uma ação o que os juízes precisariam de anos para ganhar.
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Acho que muitas dessas frustrações de alguns juízes seriam resolvidas com alguns anos de terapia...
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magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância),
A lei diz que um advogado só pode ganhar 20% de honorários de sucumbência se não for deixá-lo rico?

HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA E OS JUIZES

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Honorários de sucumbência deveriam ser abolidos. Já escrevi vários comentários nesta sessão afirmando meu ponto de vista. Quem paga honorários é quem contrata os serviços advocatícios. Não a parte contrária, que perde a ação, que, alem de pagar seu advogado é onerado com a sucumbência. O vencedor da contenda ganha duas vezes: os honorários contratados e a sucumbência. Não acho justo. Por isto sou contra a sucumbência.

Fudamento da redução: inveja...

Antônio dos Anjos (Procurador Autárquico)

Causa espécie a maneira pusilâmine na qual alguns membros da justiça se manifestam.
Os honorários são a justa remuneração que o advogado recebe ao final da demanda, que pela morosidade da Justiça pode levar anos, quando vencedor da lide.
Agora, se os valores são altos ou baixos, não compete ao magistrado cercear a justa remuneração do advogado.
Na hora dos Juízes pedirem apoio a OAB para aumentar seus vencimentos, são os primeiros a ficar com o pires na mão e a reclamar de suas condições.
Agora, uma coisa precisa ser dita: CARGO PÚBLICO NÃO ENRIQUECE NINGUÉM!!! LIVRE INICIATIVA, SIM!!!
Se o advogado consegue amealhar fortuna nas suas causas e com o seu trabalho: PARABÉNS!!!
Se os magistrados são contra, que se exonerem do cargo e trabalhem!!!

Cerne do problema da Justiça

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, podemos identificar no sustentado pelo magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância), quando afirma que os honorários de sucumbência pertencem ao cliente e não ao advogado, o principal problema do Judiciário brasileiro: a total falta de sintonia em relação ao que a lei estabelece. Como demonstrou o colega Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo), a Lei é claríssima ao dispor que os honorários pertencem ao advogado. Sequer há divergência jurisprudencial, mas se sustenta exatamente o contrário do que a Lei diz. Além da insegurança, tal tipo de atitude acaba por motivar uma quantidade absurda de recursos (que agora querem suprimir sem atacar as causas). Eis aí o cerne do problema do Judiciário brasileiro.

O Esforço

M. Carolina (Advogado Autônomo)

Geralmente, são sábias as palavras de um professor, e neste caso foram brilhantes.
O problema central em muitas causas de grande valor é que os juízes não aceitam que um advogado ganhe, em uma única causa, um valor maior ao seu salário mensal.
Tanto esforço feito para passar em um concurso público, mas ao mesmo tempo para fecharem seus olhos ao óbvio, como o esforço em atender um cliente, que muitas vezes procura um advogado para desbafar sua raiva contra alguma injustiça, e como o esforço e tolerância empenhados quando nós advogados, temos que lidar com a justiça brasileira.
Que fique claro aos magistrados e quaisquer operadores do direito: os advogados são indispensáveis à justiça!
"Salário" do advogado: 20 anos = R$ 20.000
1 mês/ 20 anos = R$ 41,66/mês Fala Sério!!!

Lastimável!

Robson da Silva Advocacia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Eu penso e logo ..... DESISTO!
Me entristece saber dessas coisas,Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.
1 Timóteo 5:18 ...
Como pode isso? Vejo como uma limitação ao trabalho dos advogados, um controle absurdo, após duas décadas de processos e custos, independente de quer que seja, os nobres são dignos e quiça todos nós aqui fossemos estes e que recebem o apoio incodicional pela causa.
Digna de manifestações em praça pública!
SORTE aos NOBRES colegas e meu incodnicional apoio!

Com certeza nunca advogaram.

Isaias  (Advogado Autônomo)

Com certeza quem decide desta forma nunca atuou na advocacia, e não faz nem idéia do que é a atividade, cujos resultados demoram anos e anos e exigem uma atuação sobrehumana, provavelmente pensam que durante as décadas de tramitação de um processo, o advogado vive de luz e de vento.
Por estas e outras é que os três anos de atividade jurídica para aprovação em concurso público deveriam ser considerados tão somente na atividade da advocacia, para que os futuros magistrados soubessem das agruras da atuação do advogado, aí então não agiriam com tal indiferença.

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