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Mundo sem ódio

Vítima faz campanha para salvar seu agressor

Alguns dias depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York, o americano Mark Stroman quis se vingar dos ataques. Matou a tiros dois imigrantes asiáticos e feriu o muçulmano Rais Bhuiyan, que, por isso, perdeu a visão de um olho. Condenado à pena de morte, a sua execução está marcada para o dia 20 de julho. Para tentar reverter a condenação, de acordo com informações do portal UOL, Bhuiyan criou a campanha "Mundo sem Ódio".

O slogan da campanha de Bhuiyan é "Odeie o pecado, mas não o pecador. Salve a vida de Mark Stroman". Ele está reunindo assinaturas para entregar uma petição à Justiça do Texas. "Eu perdoei Mark Stroman muitos anos depois [do crime]. Acredito que ele foi ignorante e incapaz de distinguir entre o certo e o errado, do contrário, não teria feito o que fez", diz a vítima no site da campanha.

Em entrevista ao site MSNBC, ele declarou que teve "muitos anos para crescer espiritualmente" e que agora está "tentando fazer o melhor para impedir a perda de mais uma vida". "Vou bater em todas as portas possíveis", deixou claro.

Campanha
Stroman foi condenado à pena de morte pelo assassinato do indiano Vasudev Patel. Cerca de um mês depois matou, também a tiros, o paquistanês Waqar Hasan, em Dallas, crime pelo qual foi acusado, mas não julgado. Cinco dias depois, entrou na loja de conveniêndia do posto de gasolina em que Bhuiyan trabalhava, perguntou de onde ele era e, ao ouvir a resposta, atirou no rosto do vendedor.

Natural de Bangladesh, Bhuiyan disse que está recebendo o apoio de muitas pessoas contrárias à pena de morte, entre elas, alguns parentes dos dois homens mortos por Stroman.

Apesar de ter menos de dois meses para tentar reverter a decisão da Justiça, Bhuiyan segue confiante, assim como a advogada de defesa de Stroman. "O que torna esse caso único é que pela primeira vez temos uma vítima tentando reverter uma condenação, pedindo clemência", disse a advogada Lydia Brandt.

Somando esforços a Bhuiyan, a equipe de defesa do americano vai tentar, em uma nova audiência, convencer o júri de que Stroman sofria de depressão na época e tem um histórico de abusos, argumentos que não foram apresentados anteriormente, o que eles acreditam que pode fazer o júri mudar de ideia.

Revista Consultor Jurídico, 7 de junho de 2011, 9h35

Comentários de leitores

4 comentários

Muçulmano espertíssimo, lembra a lufada do Maluf!

Antonio de Assis Nogueira Júnior (Serventuário)

São Paulo, 09 de junho de 2011.
Senhor Diretor:
Até que enfim! Um muçulmano da paz! Será? Talvez. Ou não? Maluf não é muçulmano e nunca foi. Mas não são todos "primos" ou "irmãos", ou não? Uma mesma "família" UNIDA em todo o Mundo. Aqui temos o Maluf viciado em fazer obras públicas questionáveis. Lá o muçulmano que quer perdoar o covarde autor dos crimes. O ódio está e sempre estará com os povos muçulmanos! Logo, ele não é mais "muçulmano"! Que confusão! Por ora basta. Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior

Caramba!

Richard Smith (Consultor)

Chiquinho: aceite um conselho de alguém presumivelmente mais velho do que você: VÁ ESTUDAR!
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A pena é fixada pelo Estado, que como representação da Sociedade a quem representa, distribui justiça de acordo com leis previamente estabelecidas e que devem subordinar a todos.
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No caso presente, o réu, ao abusar do seu direito de protesto e vitimar covardemente pessoas, exclusivamente pela cor da sua pele (ou você imagina qual tivesse sido o critério do chapeludo "red neck"?), violou de forma grave a lei e merece o castigo por ela instituido. Simples assim.
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O problema é que nos tempos atuais de laxismo generalizado e de um "humanitarismo" relativista e equivocado, todos são contra a Pena de Morte, aplicavel a certos crimes especilamente graves e ofensivos à Sociedade por exemplo, mas não vêem nenhum problema no Aborto, assassinato cometido contra pessoa absolutamente indefesa e inocente de qualquer culpa e ainda com a conivência da pessao que deveria abrigá-la, com risco de sua própria vida.
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É, ao contrário do que parece, a "coisificação" da vida e da pessoa humana e a mais insana inversão de valores.

A manter a sentença de morte o estado matador é covarde e

Chiquinho (Estudante de Direito)

Depois do apelo da vítima por um mundo sem ódio, sem rancor e a não condenação à morte do seu agressor, Mark Stroman, se o estado do Texas manter a condenação do acusado, está sendo tão covarde quanto ele. Afinal, não existe diferença entre o suposto criminoso e o estador executor. Demais, a irreparabilidade da inocência ou não de um suspeito, torna-se inócua com o preso e acusado já defunto. Que os EUA pensem nisso e aplique ao caso a prisão perpétua!

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