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Ex-ministro egípcio é condenado a 30 anos de prisão

O ex-ministro egípcio das Finanças, Youssef Boutros-Ghali, foi condenado a 30 anos de prisão por explorar e abusar dos ativos estatais e privados. Ele é visto no Egito com um dos representantes do governo que se enriqueceu às custas dos mais pobres. As informações são da Reuters.

Boutros-Ghali deixou o cargo no fim de janeiro e fugiu para o exterior, dias após o surgimento de protestos contra o presidente Hosni Mubarak, que mais tarde foi derrubado. No início de fevereiro, ele já havia renunciado como chefe do principal painel de direções políticas do Fundo Monetário Internacional.

Investidores e empresários contam que o ex-ministro liderou reformas de livre mercado que ajudaram a aumentar o crescimento econômico do Egito para cerca de 7% ao ano no triênio anterior à crise econômica global de 2008. Pouco tempo após sua nomeação como titular da pasta, Boutros-Ghali cortou as taxas das importações, reduziu o imposto de renda para 20% e ajudou a reformar o sistema bancário.

De acordo com o tribunal do Cairo, o ex-ministro tomou carros confiscados pela autoridade aduaneira e permitiu que outras pessoas os usassem sem a permissão de seus donos. Foram contabilizados seis veículos, incluindo três Mercedes e uma BMW, para seu uso privado, e entregou outros 96 a terceiros. Os carros tinham um valor total de 35,8 milhões de libras egípcias, ou 6 milhões de dólares.

Além disso, ele foi condenado por ter usado o centro de impressão do Ministério das Finanças para produzir grande quantidade de material para sua campanha pessoal por um lugar no Parlamento em 2010. Ele terá de devolver 35,8 milhões de libras egípcias referente ao valor dos carros e pagar uma quantia similar como multa.

Revista Consultor Jurídico, 5 de junho de 2011, 14h25

Comentários de leitores

2 comentários

Só não acontece no Brasil

Nery (Bacharel - Administrativa)

Infelizmente no Brasil tal fato não acontece. Diariamente a midia revela casos de corrupção, de desvio de recursos públicos, concorrências dirigidas, super faturamento, enriquecimento ilícito de político s e fseus familiares e laranjas... e tudo fica por isso mesmo. Quando algum processo chega ao Tribunal competente já está à beira da prescrição e daí para o arquivo.
É o País da impunidade, infelizmente.

CAFÉ PEQUENO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Esse sujeito precisa ter umas aulas com seu colega Palocci para aprender a explicar o inexplicável. Por aqui isso não seria sequer motivo de notícia.

Comentários encerrados em 13/06/2011.
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