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Ipea mostra que Policia Civil tem pior avaliação

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a Polícia Civil teve a pior avaliação, segundo os brasileiros entrevistados. A constatação está na segunda edição do "Estudo Sobre a Percepção Social da Justiça", divulgado no último dia 31 de maio.

A pesquisa pedia que as pessoas atribuíssem uma nota de 0 a 4 ao desempenho de policiais federais, promotores, juízes, defensores públicos e advogados. A pior nota ficou com a Polícia Civil, 1,81. A melhor foi a da Polícia Federal, 2,2.

O estudo trouxe, ainda, dados sobre os hábitos da população na relação com a Justiça. O estudo perguntou a 1.750 pessoas quais eram os tipos de problema que costumam resolver no sistema judiciário.

Os conflitos familiares e os episódios de crime e violência são aqueles que mais motivam a busca pelo Judiciário. Previdência e relações de consumo e negócio são os menos resolvidos pelos caminhos oficiais de Justiça.

Foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os estados do país. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que, segundo o Ipea, "garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos".

Uma das queixas mais frequentes da população, geralmente, diz respeito ao mau atendimento nas delegacias. Embora boa parte dos boletins de ocorrência possa ser feita eletronicamente, pela internet, a explicação de que a delegacia está “lavrando um flagrante” como desculpa para não atender o público virou rotina. Com informações do site do Ipea.


 

Revista Consultor Jurídico, 2 de junho de 2011, 16h10

Comentários de leitores

3 comentários

descompromisso estatal

Delegado Ari Carlos (Delegado de Polícia Estadual)

Enquanto não tivermos política sérias na área de segurança pública; enquanto não nomearmos, para ocupar o cargo de Secretários de Segurança, policiais; enquanto não dermos aos delegados de polícia as garantias conferidas à magistratura (inamovibilidade; irredutibilidade dos vencimentos; vitaliciedade); enquanto não retribuirmos dignamente os delegados de polícia com subsídios compatíveis com a gravidade do cargo que exercem; enquanto não afastarmos a ingerência polícia na polícia; enquanto não estabelecermos eleição do delegado geral de polícia pelos pares; enquanto não deixarmos de equiparar vencimentos de oficiais da polícia militar (segundo grau) com delegados de polícia (bachareis em direito); enquanto não exigirmos a participação da OAB no concurso público de ingresso à carreira; enquanto não reconhecermos o delegado de polícia como agente político, enquanto não tratarmos segurança pública como dever do estado, NADA MUDARÁ.

Igualmente ...

Icaro Silva (Outros)

Belo comentário. Não deve passar desapercebido esse sábio comentário do advogado: "Quem sabe alguém volte a descobrir o Brasil e começar tudo outra vez."
Creio eu, que as vezes esta é a unica saída.

NÃO HÁ PARADIGMAS A SEGUIR

PAULO FRANCIS (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Todos os mandatários, executivo, legislativo e alguns do Judiciário não são exemplos a se espelhar.
O que ocorre. Na ausencia de pessoas que dão exemplo, e nem se comportam com a devida ética, como acha que algum cidadão possa bem avaliar?
A classe política, com raríssimas exceções, são constituídas por pessoas bizarras e bandidas.
Quem acredita em que?
Não temos referenciais éticos. Constituímos hoje, uma soceidade pluralista: ricos e pobre.
Estamos a deriva. Quem sabe alguém volte a descobrir o Brasil e começar tudo outra vez.

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