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Rede de lobby

Google gasta mais com lobby do que com o jurídico

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O escritório de advocacia Nelson Mullins Riley & Scarborough, da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, é o novo representante do Google em Washington D.C., se unindo à extensa rede de lobby que opera para a companhia junto ao Congresso Federal. Nesta semana, a Nelson Mullins entrou para o time de mais de uma dúzia de bancas e escritórios de lobby que trabalham para o Google em Washington.

Ao todo, contando o "novato", são quatro os escritórios de advocacia listados nos registros do Congresso como representantes do Google: Bingham McCutchen (Boston), Holland & Knight (Flórida) e Van Ness Feldman (Washington D.C.). Há ainda outros 15 escritórios que operam apenas com lobby, não sendo estes tecnicamente firmas de advocacia. A Bingham McCutchen e a Holland & Knight são bancas norte-americanas de atuação global, que dispõem de uma rede profissional superior a mil advogados cada uma. A Van Ness Feldman e a recém-chegada Nelson Mullins atuam apenas nos EUA.

Ainda segundo os registros do Congresso, três dos advogados da Nelson Mullins estão trabalhando com lobby para o Google em questões de direitos autorais, políticas de privacidade e telecomunicações. De acordo com o blog BLT, do semanário local de Washington, o Legal Times, somente no primeiro trimestre de 2011, o Google gastou cerca de US$ 4,6 milhões em lobby, ou seja, mais de 40% dos custos com seu próprio departamento jurídico no mesmo período.

As leis que regulam as atividades de lobby nos EUA obrigam tanto o Congresso Federal quanto o Google e as bancas a divulgar a relação de serviços prestados e os respectivos rendimentos. Somente a Bingham McCutchen e a Holland & Knight receberam, entre abril e junho deste ano, US$ 30 mil cada para “pressionarem” mudanças nas políticas relacionadas a regras de concorrência, privacidade, propriedade intelectual e direitos autorais.

Enquanto os próprios congressistas têm expressado preocupação com questões relativas à proteção das leis de concorrência e à política de privacidade da companhia, o Google vê o trabalho de lobby como uma força a favor do mercado. “Queremos cooperar com os legisladores para que eles compreendam melhor nosso ramo de negócio e nosso esforço para manter a internet aberta, incentivar a inovação e criar oportunidades econômicas. O lobby é parte desse trabalho”, disse, em comunicado oficial, na quinta-feira (28/7), Samantha Smith, porta-voz do Google.

O Comitê Judiciário do Congresso americano, contudo, tem realizado audiências e convocado dirigentes do Google para prestar esclarecimentos sobre questões que envolvem políticas antitruste, privacidade e registro de domínios online.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 31 de julho de 2011, 9h04

Comentários de leitores

2 comentários

Tem mais.

Luiz Adriano Machado Metello Junior (Advogado Autônomo - Civil)

Se o google gastou tudo isso, experimenta ver oque a MPAA e a RIAA gastaram.
O google está tentando modificar leis de propriedade intelectual por um simples motivo, nos EUA, simples "idéias" podem ser patenteadas, diferente do que ocorre na Europa e aqui no Brasil.
E isso tem gerado muitos litigios, especialmente contra a apple que está tentando se livrar do Android (sistema operacional de smartphones do google) processando o google e seus parceiros por violações dessas idéias que a apple patenteou.
Não tiro a razão do Google. O sistema de patentes americano é tão opressivo, que é contra-evolutivo, freia inovação, especialmente na área de softwares.

Mistura global

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Não é sem motivo que os EUA entraram em uma grande crise financeira e humana, que parece não mais ter fim. Os velhos valores americanos estão cedendo lugar a costumes de países atrasados e periféricos, que parecem degradar a pujança da nação.

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