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Sem vestígios

Preso arrebenta tornozeleira eletrônica e foge

A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) informou que um presidiário fugiu depois de arrebentar a tornozeleira de monitoramento eletrônico que usava, de acordo com informações do portal G1.

De acordo com a Seap, Jorge Alexandre Cândido Maria, o Sombra, fugiu no dia 8 de julho e foi visto pela última vez em Manguinhos, subúrbio do Rio. Ele está preso desde 2003, e foi transferido para o Instituto Penal de Bangu em maio do ano passado. No dia 8 de julho, mesmo dia da fuga, a Justiça concedeu a Sombra o benefício de prisão albergue domiciliar. Desde então, não foi mais encontrado.

Sombra é apontado pela Polícia como um dos homens de confiança do traficante Fernandinho Beira-Mar, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Catanduvas.

Revista Consultor Jurídico, 23 de julho de 2011, 15h22

Comentários de leitores

10 comentários

Impunidade

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Não sei de onde tiraram essa estimativa de que 100.000 presos provisórios seriam libertados. Não é culpa do comentarista anterior, Sr. Advogado Fernando José Gonçalves, porque também já ouvi essa estimativa, que me parece, na qualidade de atuante na área criminal, sem maior fundamento.
Acredito que falte, ao Poder Público, uma política séria de ressocialização, em que os presos, verdadeiramente, tivessem aulas, inclusive cursos profissionalizantes, até para que trabalhassem e, de algum modo, retribuíssem, à sociedade, os gastos que esta tem com eles.
Infelizmente, ao menos onde trabalho, em grande parte, isso é um faz de conta.
Aí, é mais fácil fazer leis que apressem a saída dos presos para as ruas.

PAÍS DE TODOS

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Um outro meio de ressocialização está sendo praticado, agora, com a nova lei que pôs na rua mais de cem mil presos cautelares. São os 'ressocializados provisórios', e, desde que não pratiquem novos delitos (coisa quase impossível), serão içados a condição de 'ressocializados definitivos', aguardando tranquilamente o seu julgamento em liberdade. Cabe, portanto, a sociedade ordeira mais esse encargo: o de ressocializar bandidos, ao ar livre, e no seu convívio. Com um pouco de sorte os celerados poderão até reincidir, "na moita", sem o conhecimento da polícia, que não perderão o 'status' de beneficiados com medidas alternativas de prisão provisória. Após uns 10 ou 15 anos (se contarem com bons advogados o prazo poderá ser um pouco maior), serão julgados pelos crimes dos quais poucos ou ninguém mais se lembrará, exceto as pessoas/famílias prejudicadas e o próprio marginal. Depois mais alguns anos de recurso (sempre em liberdade, em nome da presunção constitucional de inocência) , mesmo condenados em segunda instância, partirão para o STJ e o STF e quiçá morram antes do T.Julgado, transferindo-se para a justiça divina os processos a partir de então. Eis o quadro da justiça brasileira, berço da impunidade, reconhecida mundialmente e para onde migrarão (como já estão fazendo) criminosos estrangeiros que têm aqui o seu refúgio garantido. "BRASIL, UM PAÍS DE TODOS, MESMO SE FOREM BANDIDOS".

A culpa é de quem?

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

É claro que, mesmo com uma estrutura ressocializadora, haverá condenados que voltarão a delinquir.
Agora, como ressocializar alguém apenas com "faz de conta", "amontoando" presos?
No RS, há presídio com três presos por vaga, em que a única sala de aula foi transformada em alojamento, em que, nalguns dias, há mais presos do que o número de colchões, a uma temperatura perto de zero.
Alguém recolhido numa situação assim, e ainda sem qualquer benefício, não tem qualquer condição de reflexão sobre a importância da liberdade. Certamente sai revoltado com a sociedade.
Antes de se reclamar da ressocialização, o Poder Público deveria tentá-la de verdade.
Entretanto, queiramos ou não, como se diz: preso não dá voto.

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