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Boeing e Airbus

Cinco bancas assessoram a maior compra de aviões

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A AMR Corporation, proprietária da companhia áerea American Airlines, fechou, nesta semana, a maior compra conjunta (em valores e quantidade) de aeronaves comerciais de toda a história. A companhia adquiriu um total de 460 aviões, encomendados das fabricantes Boeing e Airbus. A compra recorde custou US$ 38 bilhões e envolveu a assessoria jurídica de cinco bancas de advocacia dos Estados Unidos.

Até então, a frota de aviões da American Airlines era a mais antiga do país e uma das mais velhas do mundo. Em vôos domésticos, nos Estados Unidos, é possível, por exemplo, encontrar ainda aeronaves de tamanho modesto fabricados pela Embraer nos anos 1990 e já aposentadas do uso até em rotas domésticas brasileiras. Porém, segundo o portal da revista The American Lawyer, o esforço em esperar para renovar a frota compensou. A American Airlines, a quarta maior no mercado dos EUA, é a única empresa do setor que nunca entrou com pedido de resgate financeiro ou concordata no país. É esperado que, em até cinco anos, a frota da American Airlines seja a mais nova dos EUA.

O escritório da banca Gibson, Dunn & Crutcher em Dallas, cidade-sede da AMR Corporation, prestou assessoria jurídica à compradora nos contratos com a Airbus. Especialistas em indústria aeronáutica e aviação do escritório nova-iorquino da banca Debevoise & Plimpton também representaram a AMR na negociação com a Airbus. A fabricante francesa de aeronaves, atualmente a maior do mundo, contou com os serviços da firma Vedder Price, de Chicago.

Outra banca que atua no mercado de aviação, a Husch Blackwell, também de Chicago, cuidou dos contratos com a Boeing. Chicago é o lar da sede mundial da fabricante americana de aeronaves, segunda no mercado global, atrás justamente da Airbus. A Boeing contou com os serviços de consultoria e representação da banca Simpson Thacher & Bartlett.

Dos US$ 38 bilhões, a AMR Corporation conseguiu financiar US$ 13 bilhões junto às fabricantes com a finalidade de ajudar a cobrir o custo com a compra.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 22 de julho de 2011, 17h30

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