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Grampos ilegais

Jornalista que revelou escutas é encontrado morto

O jornalista Sean Hoare, primeiro a denunciar as escutas telefônicas ilegais do jornal News of the World, foi encontrado morto nesta segunda-feira (18/7) em sua casa, em Watford, Inglaterra. Ele foi demitido da publicação britânica por supostos problemas com drogas e álcool. As informações são do The Guardian.

Segundo a Polícia local, o jornalista foi encontrado às 10h40 da manhã, horário local (14h40, no horário de Brasília). “Por enquanto, a morte está sendo tratada como inexplicada, mas sem qualquer suspeita”, disseram os investigadores.

Hoare foi o primeiro a falar publicamente sobre os grampos telefônicos feitos pelo NoftW para conseguir informações exclusivas. Em entrevista ao jornal New York Times, o jornalista afirmou que o editor-chefe do jornal, Andy Coulson, além de saber das escutas, encorajava a equipe a fazê-las.

Em outra entrevista, dessa vez a BBC, Hoare contou que Coulson pediu que telefones de celebridades e políticos fossem grampeados. O editor já havia dito publicamente que não sabia das escutas e “nem lembrava de nenhuma situação em que os grampos aconteceram”. Hoare disse que as declarações eram “simplesmente mentira”.

Sean Hoare e Andy Coulson se conheceram quando trabalharam no Sun, outro tabloide inglês. Lá, contou Hoare ao NY Times, foi que a prática das escutas telefônicas começou. Quando foi contratado pelo News of the World, e levou Hoare, Coulson também importou a prática das escutas e “ativamente encorajou” o colega a fazê-las.

Hoare voltou a virar manchete na semana passada quando, em nova entrevista ao New York Times, disse que os repórteres do NoftW tinha autorização para usar tecnologia policial para espionar os celulares de suas fontes. Coulson, por outro lado, em setembro, foi interrogado pela Polícia britânica para esclarecer acusações de que foi procurado pelo Tory (partido conservador inglês) para grampear telefones particulares.

Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2011, 17h32

Comentários de leitores

2 comentários

Coroneis de 1º Mundo

Saulo Henrique S Caldas (Advogado Sócio de Escritório)

Estás com a razão, Dr. Sérgio Niemeyer!
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O irônico é que pensamos que isso só rolava no nordeste/norte do BRA - por parte dos Coronéis - e em São Paulo, por obra dos Barões do Café!
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A soberba de quem tem o Capital é igual, só muda o CEP!

O far west ou cangaço do mundo desenvolvido.

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Em todo lugar do mundo, sempre que o grande capital é atingido e sofre perdas irreparáveis, cabeças rolam, literalmente.
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Não é só nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento que ocorrem essas atrocidades. Ainda hoje, no mundo dito desenvolvido (nem tanto assim), muitas vezes as testemunhas de grandes escândalos ou aqueles que causam grandes incômodos a pessoas politicamente ou economicamente poderosas, ou desaparecem ou aparecem mortas, fatos esses sempre envoltos em muita obscuridade.
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E os verdadeiros protagonistas das ilicitudes denunciadas acabam saindo ilesos. É assim em todo o mundo. Sempre foi assim em toda a História. Por isso, não dá pra fazer o papel de Dom Quixote. Mais vale um covarde vivo do que mil heróis mortos. O sistema invariavelmente conspira para garantir a verdade dessa sentença e intimidar os «corajosos».
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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