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Primeira fase

121 mil inscritos participam do Exame da OAB

Às 14 horas deste domingo, 121 mil estudantes e bacharéis em Direito participam da primeira fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Essa é a etapa inicial para aqueles que pretendem exercer a advocacia. É necessário acertar 50% das 80 questões de múltipla-escolha. Na última edição da prova, 88% dos 106 mil inscritos foram reprovados. E, das 610 instituições de ensino que enviaram alunos, 90 não aprovaram um estudante sequer. As informações são da Agência Brasil.

A OAB vê nesse alto índice de reprovação um sinal da péssima qualidade dos cursos jurídicos brasileiros. Também é da mesma opinião o professor Luiz Flávio Gomes, presidente da rede de ensino LFG — hoje, um dos maiores cursinhos preparatórios do país. “Os professores não têm condições de preparar aulas para o exame da OAB e muitos alunos estão desconectados, não dão a mínima para o curso, não estudam”, descreve.

Apesar de não descartar o nível de dificuldade do exame, o professor lembra que a última edição da prova, que aconteceu em 2010, trouxe regras novas. Agora, os alunos do nono semestre, que ainda não concluíram o bacharelado em Direito, podem participar da prova. Para ele, o porcentual de aprovação deve ser maior na primeira edição de 2011.

Já Ophir Cavalcante, presidente da entidade, diz que críticas sobre o nível de dificuldade não preocupam. Segundo ele, “a Ordem está ciente do seu papel, o exame é um instrumento de defesa da sociedade. O que não pode é despejar no mercado de trabalho, para atender aos cidadãos desse país, profissionais que não estão habilitados”.

Revista Consultor Jurídico, 17 de julho de 2011, 13h14

Comentários de leitores

3 comentários

“O exame de ordem é a defesa do cidadão" (parte II)

Helena Nunes (Bacharel - Civil)

Ou se respeita a Carta Magna ou vivamos num estado de barbárie, a OAB em seu estatuto assevera respeitar e cumprir a Constituição do país, entretanto o que vem fazendo ao longo desses dezesseis anos é desrespeitar e ferir a dignidade da pessoa humana no tocante aos próprios colegas graduados que são considerados cidadãos (as) de segunda classe ferindo-os de morte quanto ao direito constitucional ao exercício legal da profissão e de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
A OAB não é instituição de ensino para aplicar prova o papel da OAB enquanto associação de classe é fiscalizar os maus profissionais da categoria que atuem de maneira desonrosa, é lutar pela dignidade do advogado e não destruí-lo como vem fazendo.

“O exame de ordem é a defesa do cidadão" (parte I)

Helena Nunes (Bacharel - Civil)

Com essa frase a FGV abrilhantou o cabeçalho da folha de resposta da prova do dia 17/07/2011.
1) Seriam então todos os bacharéis bandidos?
2) Seriam todos possíveis estelionatários?
A OAB usa dessas e outras falácias para continuar esse engodo que é o exame de ordem, faz isso numa desfaçatez deixando as centenas de milhares de jovens acreditarem ser verdade essa falcatrua, não sei o que é pior de ouvir e ler, se as mentiras pregadas por esses prosélitos e/ou professores e donos de cursinhos que tentam se justificar com os bacharéis que a cada resultado de exame se decepciona após investirem tempo e dinheiro e, diga-se de passagem, muitos são assalariados ou os pais fazem malabarismos para os manterem na esperança de que como dizem os professores de cursinho: "Agora vai da certo", e o pobre do incauto a cada prova?? (concurso) da OAB sai desmoralizado pelas artimanhas aplicadas nas questões elaboradas para REPROVAR com o intuito de manter a RESERVA DE MERCADO.
O STF não pode procrastinar quanto à decisão por Repercussão Geral, os guardiões da Constituição Federal sabem que se trata de crime de lesa-pátria, usurpação de poder o que a OAB vem fazendo agindo por provimento uma instrução ou determinação administrativa não deve revogar uma lei constitucional.
As decisões dos dirigentes da OAB diuturnamente denigrem as faculdades bem como seus professores, causando enormes transtornos emocionais aos bacharéis e familiares, todos pagaram altos preços para após cinco anos serem frustrados com uma atitude ardilosa dos dirigentes da OAB mancomunados com alguns donos de cursinhos mantendo assim as centenas de jovens e outros reféns de mesquinharia.

manada

dinarte bonetti (Bacharel - Tributária)

Lá vai a manada para o matadouro.
Esses infelizes que gastaram muito dinheiro em suas faculdades aprovadas pelo MEC e jamais denunciadas pela OAB, e que agora gastam pela enésima vez sua inscrição no exame de ordem, preparam-se para o final conhecido: índices indecentes de reprovação. Se 40% dos alunos da USP não conseguem passar no exame de ordem, o absurdo está completo.
Ninguém peita a poderosíssima OAB, e derruba essa aberração que é o exame de ordem.
Felicidades aos examinandos e até a próxima prova.

Comentários encerrados em 25/07/2011.
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