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Comentários de leitores

17 comentários

CONTINUO ACREDITANDO NOS POLICIAIS

Jesiel Nascimento (Advogado Autônomo - Criminal)

Continuo acreditando nos policiais. Quem tem um passado de "armar situações" não pode alegar ser vítima, porque não tem credibilidade.

não sei não...

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

minhas (poucas) experiências com a polícia civil foram ruins. Ao contrário com a polícia militar.
Em toda instituição são encontrados os bons e os maus profissionais. Mas a polícia civil tem uma imagem muito ruim perante a sociedade de modo geral.

QUANTA INGENUIDADE !

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

O que causa espécie nesse episódio é que um jornalista profissional,investigativo, experiente e acostumado a ver as mazelas praticadas por policiais, tenha caído nessa armadilha. Historinha mal contada. A mulher que seria seu contato se associa aos bandidos e 'planta' a droga no veículo do repórter, no banco traseiro, para que este fosse revistado por policiais e a droga encontrada (!!!) Hum...me parece muita ingenuidade. Enfim, é vivendo que se aprende. Nunca, mas nunca mesmo, numa 'blitz' policial qualquer, se deve permitir uma revista em veículo sem que o seu condutor/proprietário se cerque de testemunhas oculares,para presenciar a operação.Se tais testemunhas não são encontráveis no momento, deve ser solicitado aos PMs que realizem tal conduta dentro do Distrito Policial (polícia Judiciária) mais próximo e com as mesmas cautelas, se possível, perante o Delegado de Plantão.

enquanto isso...

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

... nos tapetões luxuosos e aveludados esparramados no mármore italiano de algumas mansões do Morumbi, chefões, com caras de empresários, tomam seus drinques...

PROXIMA VITIMA

Caio Arantes - www.carantes.com.br (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Quando a policia vai "plantar" umas pedrinhas de crack no porta-luvas do helicopetro do Comandante Hamilton, do Datena??? Fim dos tempos...

CORRUPÇÃO E ESPETACULARIZAÇÃO - FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Caio Arantes - www.carantes.com.br (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Com o devido respeito ao Cabrini, pessoa e profissional que muito estimo, o fato ocorrido com ele é, infelizmente, corriqueiro. De um lado policiais despreparados vendendo-se e qualquer custo. De outro, a imprensa, espetacularizando tais atos atraves de programas sensacionalistas e absurdamente inquisidores, como, ressalte-se, aquele que o proprio acusado Cabrini apresentava. Que isso lhe sirva de lição, não mais ignorando a dignidade da pessoa humana por vezes inocente, estuprada em sua moral, quando alvo de noticia por estes "programas policiais".

Jogo de cartas marcadas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Concordo com o colega Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil). Não sou advogado especializado na área criminal, mas nos poucos casos que acompanhei ou atuei, mais com a finalidade de travar contato com a matéria do que auferir honorários propriamente, restava evidente o conluio entre os policias com o intuito de apenar inocentes. Os depoimentos dos policiais parecia a declamação de uma poesia, tudo muito bem decorado. Perguntas que apontavam as falhas e contradições nas narrativas eram indeferidas pelo juiz. Enfim, um jogo de cartas marcadas.

Indenização e responsabilidade objetiva

Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)

É indiscutível os benefícios da responsabilidade objetiva do Estado, mas num aspecto tem um “efeito colateral”: A começar pela desnecessidade de se provar a culpa ou dolo do servidor público no pleito de reparação de danos, que, ao não tratar do assunto, acaba inviabilizando a ação regressiva. Depois, pelo enorme tempo que demandam esses processos. Havendo indícios de culpa ou dolo do agente público (mesmo o agente político), deveria ter apurada conjuntamente sua responsabilidade, para efetividade da ação regressiva. Não é o Estado, nesses casos, que deve arcar com a responsabilidade de indenizar, mas é o que acaba, sempre, acontecendo. Isto, claro, num futuro muito distante. http://wagnergopfert.blogspot.com/ - wgopfert@adv.oabsp.org.br

É preciso APRENDER com as maldades acontecidas

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

O fato noticiado DEVE, não apenas ser apurado e condenado seus autores (há, sim, cometimento de crime de tráfico ou no mínimo porte de droga pelos Policiais), como também servir para que se cire uma legislação que impeça ou dificulte esse tipo de CRIME. Não é de hoje que POLICIAIS forjam FLAGRANTES de drogas colocando artefatos desse tipo nas roupas, residências e automóveis de pessoas, às vezes meros desafetos seu; isso tornou-se tão gritante que criou-se uma jurisprudência no sentido de NÃO SE ACREDITAR NA PALAVRA DA PÓLICIA ISOLADAMENTE, o que foi um grande acerto. Mas, vê-se que ainda hoje esse procedimento é usado(aliás, é pior do que o flagrante forjado, posto que o suspeito não é praticante de NENHUM CRIME -- no flagrante forjado, temos um criminoso levado a delinqüir na prática de crime de que é usual, nesse caso, o flagrante forjado tão somente coloca as condições para que o crime se dê -- com a palavra os PENALISTAS, talvez tenha de se criar um novo tipo penal). O fato deve servir de lição para alguns JUÍZES que, ainda que seja por absoluta e inadmissível ingenuidade, não acreditam nas peripécias policialescas e saem por aí decretanto prisões de inocentes com base em FLAGRANTES FALSOS.Finalmente, o que é preciso é acabar com as prisões efetuadas pela POLCÍCIA, isto é, retirar-lhe esse poder e NÃO SE ADMITIR NO PROCESSO QUALQUER FALA DE ACUSADO QUE TENHA SIDO FEITA SEM A PRESENÇA DE SEU ADVOGADO E A CRIAÇÃO DO JUÍZO DE INSTRUÇÃO. No caso da notícia, a vítima era um jornalista famoso; mas, na maioria das vezes trata-se de um "qualquer" que sequer será ouvido (atentamente) por um Juiz. O CRIME praticado é mais comum do que pode pensar nossa vã filodofia.

Tipificação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nos termos da Lei, é tipificado como crime o porte, transporte, posse, etc., de substâncias proibidas, motivo pelo qual os Policiais devem mesmo ser processados e eventualmente condenados. Mas não podemos dizer que são traficantes, já que esses adquirem e transportam a droga com o fim de vendê-la a usuários, o que inocorre nos autos. Sob o meu ponto de vista, adquirir, transportar e manusear drogas com a finalidade cometer o crime de denunciação caluniosa, como é o caso, é muito mais grave ainda do que a vender ao consumidor final. Não creio que a penas para esses Policiais, somando-se os vários crimes que aparentemente cometerem, seja muito inferior ao máximo permitido pelo sistema.

Flagrante forjado

Sargento Brasil (Policial Militar)

Uma vez comprovado tratar-se de uma prisão em flagrante forjada, nada mais justo do que uma ação de danos morais e consequentemente indenização correspondente. Além disso, a responsabilização dos autores desse crime devidamente comprovado, pois, a informação da corregedoria deve ser acompanhada de resultado das investigações(tão tardias).

Essa é a verdade?

Tcampos (Funcionário público)

Quando da notícia da prisão do Cabrini todos o condenaram e disseram que deveria sentir os rigores da lei, ainda que realizada com um fim jornalístico. Agora condenamos os policiais "envolvidos" em um flagrante forjado e até procura-se agravar a tipicidade da conduta noticiada. Pois bem, a verdade só quem estava lá saberá, de resto, é tudo fofoca.
Até porque, embora seja muito grave forjar um flagrante, provar a farsa é missão quase que impossível. Lí a notícia somente para saber como se provou a farsa, mais até aqui, é só fofoca, também.
Assim, só sei que nada sei, não condenarei-os.

Exoneração dos envolvidos e prisão

Hamilton S. Pires (Advogado Autônomo - Criminal)

Curioso que muitos Promotores de Justiça e alguns magistrados distanciados da realidade afirmam que a palavra de policias estão acima de qualquer suspeita e condenam sem mais nenhuma prova além desses depoimentos. Agora esse é mais um caso que demonstra que só o depoimento de policiais não podem justificar uma condenação. No caso do ilustre jornalista os policiais, dentre eles o delegado devem ser processados por tráfico de entorpecentes e associação, porque a droga usada no flagrante forjado era deles. Além disso devem toodos serem exonerados a bem do serviço público porque o crime deles é gravíssimo, pois se tivessem tido exito iriam colocar um inocente na cadeia para cumprir no minímo 5 anos ou mais de pena além de destruir-lhe a carreira. Nessas oras é que eu pergunto ONDE ESTÁ O MINISTÉRIO PÚBLICO que ainda não indiciou os envolvidos?

TRAFICANTES, SIM SENHOR!

Paulo Henrique M. de Oliveira - Criminalista (Advogado Autônomo - Criminal)

Alinho-me inteiramente à posição do meu amigo OTÁVIO ROSSI VIEIRA. Sobre terem cometido outras condutas delituosas, os envolvidos incidiram, indubitavelmente, naquela abstratamente prevista na Lei de Tóxicos. São traficantes. Malditos, desgraçados, vermes asquerosos que devem ser banidos da Polícia Civil.
Na época em que os fatos foram veiculados, estive pessoalmente com o Roberto Cabrini. Expressei minha solidariedade e a confiança na sua inocência. A reação dele era típica de quem é inocente. Um tanto indignado, mas tranquilo e sereno, certo de que a justiça, conquanto viesse a tardar, seria feita. E foi, graças a Deus!

Trafico de drogas.

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Respeito a opinião dos colegas advogados. Aqui, numa análise dos fatos noticiosos vi cometimento de crime de tráfico de drogas por parte dos policiais envolvidos. Eles mantinham a droga em depósito quando plantaram tal substância no carro do reporter. Esconder essa idéia é proteger os envolvidos. Cana nesses malditos.
Otavio Augusto Rossi Vieira, 44
Advogado Criminal em São Paulo.

Lamentável!!!

Manente (Advogado Autônomo)

É uma pena que o Estado futuramente, propondo uma ação regressiva contra estes cidadãos, não recuperem os valores pertinentes a uma eventual condenação.
No final, pagamos a conta, enquanto os super-heróis, certamente, estão na ativa, tramando diuturnamente, quem serão as próximas vítimas.

O imenso Big Brother

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Já não é mais segredo que o Brasil se transformou em um imenso Big Brother, um jogo na qual sobrevive quem fica "melhor na fita". Vale tudo: forjar provas; manipular processos; condenar inocentes; enfim, o que importa é atentar contra a honra e reputação de alguém. Cabrini terá agora uma interminável via crucis, quando ao final lhe vai ser arbitrada uma indenização que não paga sequer as custas do processo, e que irá receber efetivamente em mil anos devido ao regime de parcelamento criado pela "PEC do Calote".

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