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News of the World

Governo britânico quer apurar grampos a celebridades

Depois de o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ter prometido investigar os grampos telefônicos feitos pelo jornal News of the World, Rupert Murdoch, de 80 anos, dono do periódico, se comprometeu a cooperar na resolução de um escândalo que atingiu o conglomerado de mídia. Já há promessa de abertura de um inquérito para investigar o caso, que vem causando revolta na Grã-Bretanha. As informações são da Reuters Brasil.

As suspeitas apontam que jornalistas do tablóide teriam escutado as mensagens de voz de vítimas de crimes, incluindo as de uma garota que havia sido sequestrada e mais tarde foi encontrada morta, em atentado de 7 de julho de 2005. Repórteres do jornal não apenas acessavam as caixas postais dos telefones de celebridades, mas também as de vítimas de crimes e de familiares.

Com a promessa da abertura do inquérito, Cameron cede à pressão da oposição. "Temos de ter um inquérito, possivelmente inquéritos, sobre o que aconteceu", disse. Ele contratou um ex-editor do News of the World como porta-voz e mantém relações próximas com outro, agora um alto executivo e confidente do barão da mídia internacional.

Em comunicado, o proprietário do jornal disse que também considera os grampos telefônicos, e a suposta compras de informações da polícia, "deploráveis e inaceitáveis" e que ele vai garantir que haja transparência no processo.

Um dos casos é o da menina Milly Dowler, que foi sequestrada em março de 2002, quando tinha 13 anos. O corpo foi encontrado seis meses depois. No período, um investigador contratado pelo News of the World acessou a caixa postal do telefone da estudante. Para deixar espaço para novas mensagens, ele apagou algumas, o que fez a família e a polícia pensarem que ainda estava viva.

Especializado em casos policiais e na vida das celebridades, o tablóide vende 2,7 milhões de exemplares aos domingos. Os grampos refletiram na publicidade — grandes empresas, como a Ford e a Mitsubishi, cancelaram a publicação de anúncios — e nas ações da News Corporation, a quem pertence a publicação, que chegaram a cair 5% ao longo do dia em Nova York.

Revista Consultor Jurídico, 7 de julho de 2011, 12h45

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