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Advogado preso

Conduta policial ilegal justifica recusa a revista

Comentários de leitores

9 comentários

A SABEDORIA ESTÁ NO MEIO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Dou um exemplo pessoal(caso acontecido comigo há cerca de cinco anos). Parado numa blitz de trânsito por estar dirigindo um veículo supostamente com características iguais a outro auto, objeto de roubo momentos antes, fui abordado por vários policiais militares. Após me identificar e apresentar os documentos do auto, ainda assim insistiram em vistoriá-lo. Até aí não me opus. Solicitei a um espectador (já havia vários no local) que presenciasse comigo essa vistoria no carro, evitando ser vítima de "prova plantada" (inserção de uma arma no carro; droga, etc.). Quando, a par de nada terem encontrado, quiseram proceder a uma revista pessoal, me recusei, propondo, porém, ao comandante da operação que, se isso fosse absolutamente necessário poderíamos ir todos a delegacia mais próxima e lá, em ambiente restrito, eu permitiria tal ato. Diante dessa aquiescência, porém com a ressalva imposta, o responsável pela blitz reconsiderou e me liberou, sem atrito, sem desgaste, sem voz de prisão, sem desacato e sem abuso de autoridade. Sei que as vezes a polícia se excede, porém, com bom senso, qualquer advogado, com alguma experiência e menos arrogância, consegue sair dessa sem sequelas.

Outro lado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sabemos que embora existam bons policiais no Brasil, a classe pode ser considerada, analisada de forma ampla e em comparação com outras, como tendente à prática de crimes. Sim. Assassinatos, execuções sumárias, ocultação de corpos, alteração de cena de crimes, são delitos praticados reiteradamente por policiais brasileiros. Apenas a título de exemplo, apenas a polícia da cidade de São Paulo mata mais em um ano do que toda a policia americana, embora em números absolutos a população de lá seja muito maior (11 milhões X 290 milhões), e seja direito de todo cidadão americano portar arma de uso e segurança pessoal. O Brasil vem sendo assim sucessivamente denunciado pela violência policial, raramente punida. Assim fica a questão: pode um advogado, ou qualquer outro do povo, realizar a seu critério uma revista em um policial sob o argumento de que existe indícios de prática de delitos? Quando vemos a resposta a esse questionamento, cai a máscara daqueles que, odiando a classe dos advogados, sustenta como legítima toda e qualquer conduta que venha a prejudicar esses profissionais.

Brincadeira!

Almir Sobral (Funcionário público)

O fato de sofrer uma revista pessoal, só por isso, não constitui constrangimento ilegal.

Brincadeira!

Almir Sobral (Funcionário público)

O fato de sofrer uma revista pessoal, só por isso, não constitui constrangimento ilegal.

Cidadania

cicero (Técnico de Informática)

Quantos sofrem esta ilegalidade? Se na praça o portador de arma ilegal fosse soldado da PM nada aconteceria, ninguém seria preso. Só que um cidadão de bem ao argumentar a ilegalidade praticada pelos agentes foi preso por desacato. Os policiais trabalham em condições péssimas só que não justifica submeter Cidadães a humilhação da revista infundada.

Em vez de trabalhar, fica dando pitaco na net.

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Cara Senhora: vai trabalhar em vez de ficar vadiando aqui na net. Por isso que funcionário público ganha alcunha de vagabundo.

Cegueira

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Já disse uma vez que a Senhora (Serventuário) parece sofrer de algum transtorno mental. Ora, independentemente de ser advogado ou não, nenhum cidadão é obrigado a obedecer ordem ilegal de funcionário público, e certamente nenhum cidadão honesto e cumpridor de seus deveres vai se subordinar a uma revista em uma praça apenas pelo fato de que policiais acreditam que por ali está sendo praticado um crime. A propósito, devo dizer que o Advogado em questão deve ser um sujeito muito pacato vez que, fosse outro, certamente revidaria com violência imediata o abuso caso tivesse oportunidade, e nesse caso mais não fazia do que a legítima defesa diante do crime praticado pelo policial.

fundada suspeita

Senhora (Serventuário)

Pelo que eu sei, o ato da polícia é legal se houver fundada suspeita e não certeza, e como seria fácil se o policial sempre tivesse certeza do crime. Se se for exigir da polícia sempre a certeza, então é melhor extinguir de vez este servidor público da face da terra.
Lamentável a decisão do juiz. Os advogados se acham acima da lei mesmo.

Bom senso

Cícero José da Silva (Advogado Autônomo - Criminal)

Agora os energúmenos serão processados e necessitarão de um Advogado, e pelo soldo que recebem não terão condições de pagar.
Como Advogado de Policiais sempre aconselho a agirem com bom senso, e até brinco com eles, quando um Magistrado ou Membro do Ministério Público é abordado eles tiram a farda e colocam no chão como tapete para as autoridades não pisarem no chão, mas quando são processados batem chorando na porta de um Advogado. Mas nós perdoamos, pois não são os únicos.

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