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Credibilidade em xeque

Acusação contra Strauss-Kahn é colocada em dúvida

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Uma fonte anônima, da equipe que investiga o caso contra  Dominique Strauss-Kahn, revelou, na noite de quinta-feira (29/6), à agência de notícias The Associated Press, que os promotores responsáveis por sustentar as acusações de violência sexual contra o ex-dirigente do FMI têm sérias dúvidas em relação a credibilidade das informações prestadas pela camareira, supostamente atacada pelo político francês, em maio, em um hotel em Times Square. A reviravolta no caso pode fazer com que Strauss-Khan tenha as rígidas condições de sua prisão domiciliar flexibilizadas pela Justiça do estado de Nova York ainda na manhã desta sexta-feira (1º/7) em uma nova audiência.

De acordo com a agência The Associated Press, os investigadores responsáveis pelo caso acreditam que a funcionária do hotel pode estar mentido sobre o que estava fazendo nos momentos que precederam a suposta agressão. E mais: que algumas das informações prestadas por ela sobre sua história pessoal não sejam verdadeiras. As informações vieram à tona depois que um agente familiarizado com o caso falou em condição de anonimato com a reportagem da agência The Associated Press no início da noite desta quinta-feira (29/7). A mesma fonte falou também à Reuters na manhã desta sexta-feira.

A identidade da acusadora ainda é mantida sob sigilo. De acordo com o The New York Times, a camareira de 32 anos pode ter ligações com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Haveria ainda informações desencontradas sobre ela ter sido vítima de estupro anteriormente, em seu país natal, Nova Guiné, antes de migrar para os EUA.

As revelações provocaram uma considerável inversão de expectativa no caso que agita a política francesa. Pesquisas demonstraram que os franceses ainda não acreditam que o popular político de esquerda – e um dos potenciais candidatos na próxima eleição presidencial no país – cometeu, de fato, o crime do qual é acusado. Até então, provas forenses e o depoimento de testemunhas sustentavam amplamente a versão da acusação. O advogado da suposta vítima reagiu às novas afirmações e as classificou de campanha difamatória.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 1 de julho de 2011, 11h07

Comentários de leitores

3 comentários

Hum hum

Paulo Fonseca (Advogado Autônomo)

É bem provável que ao final a camareira seja condenada por ter assediado e consumado ato sexual contra a vontade do pobre senhor.

Mal do século

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Acusar falsamente oponentes de prática de delitos, visando atentar contra a honra e reputação, parece estar se tornando o mal do século. Na medida em que o poder judiciário em todo o mundo vai perdendo credibilidade, investimentos e controle por parte dos cidadãos, armar contra alguém se torna cada dia mais fácil. Paralelamente a isso, vemos uma modificação na forma com que a massa da população encara a desigualdade social. No passado, o pobre era considerado inferior, menosprezado, e hoje o ódio se volta contra o rico, havendo bilhões de pessoas em todo o mundo aguardando ansiosamente o momento de ver um poderoso sendo algemado, preso e acusado, mesmo não se sabendo exatamente quem é o sujeito e o que ele fez. No caso em questão não eram poucos os interesses envolvidos. Strauss-Kahn liderava as pesquisas de intenção de voto na França para a Presidência, sendo que muito naturalmente intentavam tirá-lo das urnas. Deu no que deu.

O que todos viam

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Que foi armação todo mundo sabia. Só não se esperava que se passasse a divulgar a fraude tão rápido.

Comentários encerrados em 09/07/2011.
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