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Vaga em estacionamento

MP-SP denuncia acusado de bater em cadeirante

O Ministério Público paulista denunciou o delegado da Polícia Civil Damasio Marino pelos crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa. A denúncia foi oferecida pela Promotoria de São José dos Campos (interior de São Paulo) ao juiz da 4ª Vara Criminal. Os crimes são agravados por abuso de autoridade e violação de dever inerente ao cargo, praticados contra o advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini.

O advogado é cadeirante. No último dia 17 de janeiro, o delegado ocupou uma vaga destinada a pessoas portadoras de necessidades especiais no estacionamento de um cartório. Anatole chamou sua atenção para o fato porque não pôde usar a vaga.

De acordo com o Ministério Público, o delegado injuriou Anatole, ameaçou-o de morte apontando uma arma para sua cabeça e desferiu coronhadas na cabeça e no rosto do cadeirante. As agressões verbais e físicas somente foram interrompidas por intervenção de uma testemunha, que gritou e avisou Marino de que havia anotado a placa do seu carro. O delegado fugiu do local e o cadeirante foi socorrido por populares.

O delegado Damasio Marino afirma que não bateu no advogado com arma de fogo, apenas lhe deu “dois tapas”. Ainda segundo Morandini, o delegado do 6º Distrito Policial da cidade, além de lhe dar coronhadas, também bateu em seu rosto com a ponta da arma. O delegado diz que foi intimidado e que estava parado na vaga especial porque sua mulher está grávida.

Revista Consultor Jurídico, 28 de janeiro de 2011, 15h25

Comentários de leitores

3 comentários

Presunção de inocência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Vi uma reportagem televisiva sobre o assunto e não fui capaz de chegar a conclusão alguma sobre culpa. Não quero tomar aqui o partido de ninguém, já que não li o inquérito ou presenciei os fatos, mas acredito que o colega advogado, cadeirante, foi no mínimo imprudente. Explico. Pelo que entendi do caso o colega advogado veio da parte de trás do veículo em sentido ao Delegado, sentado no banco do motorista, e começou a bradar e reclamar em razão da suposta irregularidade cometida pelo Delegado. Creio que seja natural que a pessoa em uma situação como essa fique, no mínimo, assustada, sem entender completamente o que de fato está acontecendo. Em sendo um delegado de polícia, é de se esperar uma reação imediata, considerando inclusive a possibilidade de estar sendo atacado por desafetos. Mas há uma coisa que intriga: claramente, pelo que foi divulgado, houve excessos por parte do Delegado, inclusive com lesões no colega advogado. A questão, na verdade, é de prova, e não parece que nós, distantes de outros elementos, possamos chegar a alguma conclusão. A violência nas grandes cidades cresce a cada dia, e os cidadãos estão cada vez mais assustados com a ousadia da criminalidade. Assim, todos devem ter a consciência de não se colocar em situação de risco, o que não justifica também o excesso por parte daquele que é surpreendido. Por outro lado, em relação ao comentário do edelvio coelho lindoso, é certo que não está em jogo na ação penal a personalidade do Delegado ou seu comportamento no dia-a-dia, mas o que de fato ocorreu naquele momento. Jornalistas adoram criar polêmicas e crucificar indivíduos, principalmente quando o assunto causa comoção pública, muito embora nem sempre estejam dispostos a reparar o erro e voltar atrás em favor do inocente.

Delegado Damasio vira Elemento

edelvio coelho lindoso (Jornalista)

O Elemento, Delegado de Polícia, Damásio é um predador, brabo que nem boi do Piaui, pequeno e galhudo. Parece esses policiais que aparecem em programa de televisão, pereguindo bandido e recebendo aplausos. A brutalidde desse animal, agredindo um colega seu, de bacharelato, só que também é um cadeirante, sem a mínima chance de defesa. Que seja bem defendido, em Juizo. Atingiu-o no cérebro, casa da inteligencia do causídico, para refrescar-lhe o juizo. O cachorrão ainda tatuou-o no rosto, com a boca do trabuco. Tava endiabrado, o megera. Infrator, estacionado em vaga de especiais. É uma Autoridade de carteirada, completamente fora de rota; parece que bebe. O também defensor do dito celerado, não sei como sendo um advogado, colega de profissão do massacrado, alisa o banco de uma universidade, durante cinco anos, para usar argumentos chulos de defesa, alegando que a fúria de seu constituinte foi em razão de uma cusparada da vítima, desmentido por uma testemunha. O comportamento indecente desse segundo Elemento é semelhente ao do policial fajuto que planta provas falsas, no carro, no bolso ou na mão de um infeliz que lhe cruza o caminho.
Que o delegado seja expurgado do cargo de servidor da sociedade. Que o defendor seja ruidosamento execrado pela OAB. Que o agredido receba minha solidariedade e o carinho de sua esposa, e também o calor de Deus, para esquecer as injúrias de que foi alvo desses dois cérberos.

Revoltante

Manente (Advogado Autônomo)

Ora, se aqueles ferimentos causados no rosto e na cabeça forem decorrentes de um tapa, é brincadeira!!!
Mas que argumento mais esfarrapado do agressor e do defensor.
No mais, a Corregedoria deve apurar rigorosamente, uma vez que, existem testemunhas que presenciaram. Aliás, este cidadão deveria ser estirpado das fileiras da Polícia Civil, para o bem de toda sociedade de bem.

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