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Tragédia no Rio

Campanha do CNJ mobiliza doadores de sangue

Teresópolis - Equipes de resgate trabalham nas áreas atingidas pelas fortes chuvas que assolaram a região serrana do estado do Rio de Janeiro - Valter Campanato/ABrCerca de 100 doadores participaram, até o final da tarde de segunda-feira (17/1), da campanha de doação de sangue promovida pelo Conselho Nacional de Justiça em favor das vítimas das chuvas na região Serrana do Rio de Janeiro. A iniciativa conta com a parceria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, do Tribunal Regional do Trabalho e Instituto Estadual de Hematologia Artur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio).

A campanha começou na última semana. É o que conta o conselheiro Nelson Tomaz Braga, autor da ideia. “Devido à falta de estrutura do Hemorio e ao grande fluxo de doações de sangue, o instituto suspendeu por oito dias a coleta de sangue”, afirma. Ele participa do Comitê de Saúde do CNJ e está no Rio acompanhando a iniciativa. Mais de 680 pessoas foram encontradas mortas. Outras estão desabrigadas.

“A ideia é envolver não só os servidores do Judiciário, mas toda a sociedade civil. Os órgãos da Justiça centralizariam as doações e repassariam o material arrecadado à Cruz Vermelha, que tem estrutura para fazer as doações chegarem a quem precisa”, explica Braga. Com informações da Assessoria de Comunicação do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 18 de janeiro de 2011, 17h50

Comentários de leitores

2 comentários

Imprevidência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O que o CNJ deve fazer, e provavelmente não o fará, e criar condições para que os atingidos pela tragédia, e suas famílias, encontrem no Poder Judiciário, quando o buscarem, a resposta que a Constituição determina seja dada. Vi em imagens conjuntos habitacionais construídos embaixo de encostas, que vieram abaixo com a chuva, e inúmeras outras irregularidades que levam à RESPONSABILIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO, que como sabemos nunca virá. Quando as vítimas ingressarem com as ações terá na verdade uma nova tragédia em mãos vez que deverão esperar décadas por uma resposta. Mesmo quando se sagrarem vencedores, o Estado não irá pagar os precatórios, e o que parece o CNJ não está nem um pouco preocupado com isso. Ainda que esteja, parece que não está adotando as medidas pertinentes.

Busca por holofotes

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Curiosamente, vejo que não se inclui na competência do Conselho Nacional de Justiça, nos termos da Constituição, tratar de medidas executivas na área da saúde, incumbência que cabe ao Poder Executivo em suas diversas esferas. Lastimável que um Órgão, criado para afastar abusos, incorra no reiterado equívoco de buscar holofotes e tentar passara para a sociedade a fama de "bonzinho" e "solidário". Não desprezo a necessidade de várias medidas governamentais em prol dos atingidos pela anunciada e previsível tragédia, mas há órgãos próprios para cuidar disso na estrutura estatal. Daqui uns dias, seguindo-se esse movimento, ao invés de julgar os crimes cometidos por magistrados o CNJ estará distribuindo pão com mortadela nas ruas, viando "ficar bem na fita" junto à opinião pública.

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