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Exame da Ordem

Reprovados na segunda fase terão provas recorrigidas

Comentários de leitores

15 comentários

FALO E REPITO

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

estudar mais possibilita ter mais conforto no resultado do exame. Ou seja, consegue-se a aprovação, mesmo que uma ou outra questão tenha sido corrigida erroneamente.
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Recorri uma vez na primeira etapa, conseguindo êxito, mas sei que se tivesse estudado mais, não teria perdido tanto tempo.
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Enfim, repiso o que sempre falo: Só o estudo os salvará!

Ponderação aos comentários dos Advogados contrários. 2

Fernando. (Advogado Autônomo)

Exatamente o que estava no Padrão de Resposta de Direito Tributário estava escrito na minha peça. Repito, EXATAMENTE.
Mas, mesmo assim retiraram-me 1,5 pontos na peça.
Não posso afirmar qual foi o motivo desta correção mal feita, injusta e desonesta. Suposições são inúmeras: Reserva de mercado por parte da OAB; Erro na correção por parte da FGV; Erro na distribuição de notas do padrão de resposta; Erro de sistema; Erro matemático.... Mas prefiro não tender a nenhuma e comemorar a aprovação.
O fato é que a correção foi feita de maneira incorreta para milhares de candidatos (só entre meus amigos de turma, conheço 4 que vi a prova e tiveram pontos não atribuídos em questões respondidas de maneira correta - de acordo com o padrão de resposta). Alguns, mesmo com esta situação passaram, outros tiveram que recorrer para obter êxito.
Então, Senhores Doutores Júnior Brasil (Advodado Autônomo Consumidor), Jose Ricardo Cintra Junior (Advogado Autônimo - Civil) e Paschoal (Advogado Sócio de Escritório), com o devido respeito a Vossas Senhorias, talvez antes de comentar de forma tão incisiva e desrespeitosa aos candidatos sobre erros do Exame de Ordem ou sobre reclamações dos mesmos seja razoável tentar se inteirar do que está acontecendo.

Ponderação aos comentários dos Advogados contrários. 1

Fernando. (Advogado Autônomo)

Ilustres Senhores Doutores Júnior Brasil (Advodado Autônomo Consumidor), Jose Ricardo Cintra Junior (Advogado Autônimo - Civil) e Paschoal (Advogado Sócio de Escritório), com a devida vênia ouso discordar de seus comentários. No entanto, o faço com fundamentos e subsídios para tanto.
Talvez (não estou afirmando), realmente falte à muitas pessoas o efetivo estudo para que logrem êxito no assustador e discutível Exame de Ordem, mas também não se pode fechar os olhos ao que se está diante do nariz (ao menos daqueles que se dão ao trabalho de inteirar-se do assunto).
O Exame de Ordem 2010.2 foi bem estruturado, as provas foram bem elaboradas e justas. O problema do referido Exame se deu na correção da Prova Prático Profissional.
Deixo claro que FUI APROVADO NO EXAME, e não venho aqui "chorar as pitangas", como dizia meu avô. Em verdade, não pude me esquivar de esclarecer aos senhores fatos que porventura não tenham conhecimento de causa para opinarem.
Fiz minha faculdade muito bem feita, fiz a primeira fase sem nem encostar em um livro, sem fazer cursinhos e passei.
Na segunda fase, haja vista a exigência de temas atuais da área, fiz um cursinho específico para a matéria e estudei muito, de forma intensa por duas semanas,.
A correção da minha prova prático profissional foi simplesmente criminosa. Não atribuíram pontos à respostas que estavam expressas em meu caderno de respostas. Com essa correção insolente, retiraram-me 1,5 pontos da minha prova de forma injusta, injustificada. Não se tratava de interpretação diversa ou de resposta dada com abordagem diferente. NÃO, A CORREÇÃO NÃO ATRIBUIU NOTA PARA CRITÉRIOS DE CORREÇÃO QUE ESTAVAM DEVIDAMENTE RESPONDIDOS NA PROVA.

Simples, tudo pode ser torcida contra o argumentador

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

A princípio o Exame de Ordem deixou de ser um problema para este cidadão, salvo se anularem todos os resultados. O que não é impossível.
Argumentar por analogia, contra a categoria dos próprios argumentadores. "Será tão difícil sentar as nádegas e estudar até ser aprovado na Magistratura? Quer ser desembargador, preste concurso! Não usem politicamente o quinto constitucional! Se habilitem a prestar um concurso que não é difícil, não precisa de curso preparatório para quem é bem formado (embora as escolas preparatórias para o exame da magistratura dos próprios tribunais), aprendam a julgar passando pelas comarcas do interior!". Falácia? É tão fácil esquecer quando o TJRJ quis impor exame de conhecimentos aos candidatos da OAB ao quinto?
Esses argumentos repercutem claramente, os advogados de vinte, trinta anos de profissão sentem com mais agudeza a diferença de tratamento dispensada nos Tribunais aos membros da AGU, Procuradorias de Justiça, Defensores Públicos, todos concursados, todos tratados com deferência.
"Quinto constitucional? Desembargador? Estudem para Magistratura! Não fiquem discutindo critérios com os Tribunais! Listas devolvidas!, a OAB que pare de lamentar pelo não acolhimento de seus apaniguados e apresente uma lista de candidatos aceitável!". Não é só o STJ. O TJRJ já devolveu outra. O TJSP, outros Tribunais estão cada vez mais exercitando a mesma prática. O Exame da OAB deve ser exemplo de lisura, transparência. Quem foi a banca nesse Exame? Vários casos bastou um recurso simples, objetivo, e ocorreram as reconsiderações. Em outros casos, de Advogados experientes, de docentes de carreiras concursadas afirmarem ver peça perfeita, até zeros foram mantidos. Enfim, a OAB sabe o que faz para si mesma.

SIMPLES

Júnior Brasil (Advogado Autônomo - Consumidor)

estudar mais e não precisar ficar pedindo nova correção.

Sera?

JrC (Advogado Autônomo - Civil)

Sera que eh tao dificil e doloroso sentar as nadegas na cadeira e estudar?

E as provas no MP e Magistratura que nem têm espelho ??

analucia (Bacharel - Família)

E as provas no MP e Magistratura que nem têm espelho ??

Defender o Exame é Defender a Advocacia

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Defender o Exame de Ordem é defender a própria Advocacia. Concordo. No entanto surge como questão inerente a questão da qualidade, formato, objetivos reais, não os fictos, e sim os materializados, o modus operandi de se realizar o Exame, e qual a consecução final realmente atingida.
Nunca vi um Magistrado ou Membro do Ministério Público dizendo que seu exame foi fácil. Há um argumento em comum com a OAB, sobram muitas vagas não preenchidas pela incompetência dos Advogados aptos a se candidaterm às carreiras jurídicas.
Pode se argumentar que são concursos de formas rígidas, de colocar a mente do candidato numa fôrma, e quem não se adequa está fora.
Ao que poderá ser contraposto que o Exame de Ordem assumiu os mesmos moldes, com a diferença de ser fácil demais, nas palavras dos próprios dirigentes da OAB, e o ensino jurídico se reflete na necessidade de um Exame de Ordem fácil, de onde saem poucos realmente habilitados para Magistratura e Ministério Público. E que pagar cursos preparatórios é uma grande besteira, ninguém precisaria fazer curso em escola de magistratura ou escolas do Ministério Público para se adequar aos concursos se a advocacia não fosse tão mal preparada.
O que suscito? Os argumentos da OAB como têm sido usados se refletem em municiar argumentos por analogia para desprestigiar a própria advocacia.
Sugestões? O pragmatismo Norte Americano poderia oferecer um excelente exemplo. Início do século XX, crise no ensino médico. O relatório Flexner. Por que a OAB não reune forças scholars de outras áreas, e não promove uma grande investigação do ensino jurídico dentro da perspectiva do ensino universitário hoje? Está sendo imposto o REUNI, e a OAB sabe lá o que é isso, e o que significa? Depois da bomba explodir...

Sistema fechado, pressão subindo, válvulas entupidas

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Há de se ter muito esmero no uso de todo argumento. Argumenta-se que é um exame fase, de conhecimentos mínimos apenas, tão somente o mínimo necessário para que o bacharel possa advogar sem causar danos à sociedade. Primeira questão, é possível isolar o auditório que fará a cognição desse discurso? É possível impôr modos diferentes para que diferentes públicos que simultaneamente ouvem o mesmo argumento sejam levados à interpretações conformes aos interesses da OAB?
Suscito uma questão. Se o Exame é fácil, existe desde 1994, e tudo que acontece é "choro de incompetentes", e se as médias vêm se mantendo previsíveis, como refutar um contraposição argumentativa de que os advogados que obtiveram a carteira e direito de exercício da profissão antes do Exame Obrigatório simplesmente não trazem nenhuma auferição objetiva de conhecimentos, diferente dos membros do Ministério Público quando candidatos ao quinto constitucional, não há listas dos MPs devolvidas até hoje. Todos são concursados, testados desde antes por critérios objetivos.
http://www.conjur.com.br/2011-jan-10/atingir-quorum-dois-nomes-lista-sextupla-devolvida-tj-rj
"Ora pois o pá, dizei então que os não aprovados são incompetentes, que o exame é elementar, como garantir ora pois que a fragilidade dos curso jurídicos, qual os Magistrados conhecem igualmente, pois foram alunos em tempos imemoriais, para considerarem que a única diferennça é que não havia Exame de Ordem nos moldes atuais, se próprios membros da OAB dizem que é um exame fácil, e os resultados tem sido esse, quem garante que um não concursado está apto a ascender aos Tribunais sem passar pela carreira?"
O argumento é falacioso, impróprio? De fato o é, mas quem lhe dá maior consistência aparente é a própria OAB.

Por um Exame da OAB mais digno e constitucional

Chiquinho (Estudante de Direito)

O Ministério Público Federal do Ceará ajuizou uma Ação Civil Pública com Pedido de Tutela Antecipada contra o Conselho Federal da ordem dos Advogados do Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), para suspender a divulgação do resultado final do Exame da 2010.2, além de pedir a correção de todas as provas práticas aplicadas em todo o País, alegando violação aos direitos da legalidade e da ampla defesa aos mais de 47 mil candidatos que passaram para a 2.ª fase. Depois de receber várias representações de bacharéis que participaram da prova, a Procuradoria da República do Ceará instaurou um procedimento administrativo a fim de apurar irregularidades nos critérios de correção das provas da 2.ª fase do Exame da Ordem, sustentando ter havido afronta ao artigo 6º, §3º, do Provimento 136/2009, do Conselho Federal da OAB, ao item 5.7 do Edital do Exame e ao artigo 5º, LV, da Constituição Fedederal. Embora o presidente da OAB não veja sentido na Ação do MPF do Ceará, o óbvio é que a 2ª fase do Exame da Ordem vai ser sempre questionado e passível de outras ações pela comunidade bacharelada enquanto a OAB Federal não eliminá-lo, deixando apenas a 1ª fase como critério de avaliação aos bacharéis pleiteantes ao ingresso na OAB para tornarem-se ADVOGADOS. Passar cinco anos na faculdade fazendo um curso, buscando um sonho, e ser obstaculado para exercer a profissão por duas provas massantes e repressoras, é o fim do contraditório, da ampla defesa e da digndade mais digno! Cícero Tavares de Melo (chiquinhoolem@yahoo.com.br

Questão de coerência

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Havia eu considerado não mais me manifestar nesta questão, visto inclusive não ter mais problemas, salvo uma anulação geral, com Exame da OAB. No entanto algumas considerações do MPF, instituição pela qual não morro de amores, não sem motivo, algumas considerações do MPF são muito densas diante dos fatos.
Vamos a própria LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994. Tão cara aos advogados.
Art. 31. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que contribua para o prestígio da classe e da advocacia.
§ 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer circunstância.
§ 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer em impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão.
Consideremos então alguns fatos. O Advogado em dono de suas próprias teses, desde que as bem fundamente. Advogados gostam de dizer que é a Advocacia que renova, que cria a Jurisprudência. Hoje parece mais correto Lênio Streck em suas preocupações de que os Tribunais que estão moldando a doutrina.
Então raciocínio lógico, manejo da argumentação e da fundamentação, correição gramatical, tudo afastado num conceito de prova subjetiva onde o paradigma de correção foi de uma múltipla escolha travestida de discussiva. Nem vou comentar mais sobre vício de motivação, e dos sinais que podem suscitar alegação de vício de finalidade ao ato administrativo Exame de Ordem.
¿E o que tem a Advocacia com o que fazem com as "genis" dos candidatos? TJRJ devolve lista sêxtupla, o STJ será que aceitará nova lista da OAB? A OAB reclamando pode ouvir em resposta que a própria ordem é a primeira a descumprir seus próprios provimentos... O sistema é fechado, no sentido físico do termo.

EXISTE EXAME?, TEM QUE EXISTIR CORREÇÃO JUSTA

VIA LEGIS (Advogado Autônomo - Criminal)

Ora ilustres advogados contrários a revisão, por onde anda o senso de justiça de V.Sas. Os que pleiteiam a correção estão fazendo por meio da Justiça, que é o meio legal, lembrem-se trata-se de uma "pretensão" de quem acha que seu direito foi violado.Lá será julgado e a justiça será feita. SER CONTRÁRIO AO ACESSO A JUSTIÇA É DITADURA,IMPOSIÇÃO DE VONTADE EM PROL DA CLASSE "ELITIZADA"

OS ADVOGADOS NÃO PRECISAM FICAR COM MEDO

VIA LEGIS (Advogado Autônomo - Criminal)

A questão da revisão está na justiça, que tem competência para julgar se houve cerceamento de direitos por parte da OAB e FGV. Os advogados não devem ter medo, devem sim havendo injustiça no exame da ordem, protelar sempre por exames justos. Injustiça é tentar impedir o direito de quem efetivamente pagou para ter oportunidade de ser avaliado. A ação é o meio pelo qual o detentor de pretenso direito resistido utiliza para exercer a prestação jurisdicional do Estado. afirmar que é triste notícia mostra o tipo de profissionais que exercem o direito hoje.

Triste notícia

Paschoal (Advogado Sócio de Escritório)

Lamentável a decisão. O MPF deveria procurar algo mais útil para fazer, ao invés de ficar criando alarde em favor de pessoas que, após 5 anos numa faculdade, não se prepararam para uma prova simples!

AGORA QUERO VER QUEM VAI CHUPAR ESTA MANGA

VIA LEGIS (Advogado Autônomo - Criminal)

A constituição diz que O advogado é indispensável à administração da Justiça. Que papel feio da OAB que não respeito os direitos dos bacharéis que efetivamente pagaram por um exame justo. Que papel feio o do Sr. Ophir e da FGV.

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