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Troca de comando

Na posse, Alckmin promete respeitar a Constituição

"Assumo o governo no respeito ao marco legal que o Poder Judiciário exerce e aperfeiçoa. Tenho orgulho de ter participado, como ator principal ou como coadjuvante, de governos estaduais rigorosos e cumpridores das leis. Exercerei o meu mandato no absoluto respeito à Constituição, às instituições e ao direito das pessoas."

Essas foram algumas das palavras ditas pelo governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tomou posse do cargo na manhã deste sábado (1º/1), na Assembleia Legislativa do Estado. Ele defendeu ainda a liberdade de imprensa. "Sei que a imprensa tem exercido um papel fundamental no aperfeiçoamento da democracia brasileira e quero que os atos de governo tenham ressonância nas mídias, independentemente da voz oficial", disse.

Alckmin chegou à cerimônia às 9h40 acompanhado pela mulher, Lu Alckmin, e pelo vice, Guilherme Afif (DEM). Eles foram recebidos pelo presidente do Legislativo paulista, deputado Barros Munhoz (PSDB). A notícia é do jornal Folha Online.

Geraldo Alckmin é um dos 27 governadores que assumem o comando a partir deste sábado. No Rio de Janeiro, o discurso do governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) foi marcado pela promessa de acabar com o poder paralelo. "Não haverá um bairro, uma comunidade dominada pelo poder paralelo, seja ele miliciano, seja ele traficante", disse na cerimônia. Cabral agradeceu o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter, a quem chamou de "querido destemido, corajoso, justo". 

No Distrito Federal, em contraposição à crise política pelo qual passou no final de 2008 e início de 2009, Agnelo Queiroz (PT) anunciou um "compromisso com a ética" em discurso de posse como governador do Distrito Federal. Ele assumiu o compromisso de acabar com a corrupção. "Não é aceitável que a capital federal seja percebida como sinônimo de corrupção, negociatas e práticas incompatíveis com o serviço público."

"Meu compromisso é com a ética e com a seriedade com os gastos públicos. Resgatarei o orgulho do povo do Distrito Federal", afirmou. Ele encerrou a fala agradecendo a confiança dos eleitores do Distrito Federal, após pouco mais de 30 minutos de discurso. "Eu não vou decepcionar", declarou Queiroz.

O ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) foi empossado como governador do Rio Grande do Sul na manhã deste sábado (1º) na Assembleia Legislativa. No discurso, ele citou o jurista gaúcho Raymundo Faoro, crítico do patrimonialismo das elites, e o escritor gaúcho Érico Veríssimo, que, segundo Tarso, abriu os olhos de todos para a identidade do Rio Grande do Sul. Tarso Genro disse ainda que uma das suas inspirações para governar é o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela.

Yeda fez um rápido discurso de despedida e destacou as realizações do governo dela, como o déficit orçamentário zero e melhorias na área de segurança e infraestrutura. Após a posse, Tarso Genro foi para o Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho, para a solenidade de transmissão de cargo com a então governadora Yeda Crusius.

Cinegrafista empossado
A cerimônia de posse do governador Siqueira Campos (PSDB), no Tocantins, foi marcada por uma desavença entre o tucano e o ex-governador Carlos Gaguim (PMDB), de quem foi adversário nas eleições deste ano. Gaguim deixou de transmitir a faixa de governador ao sucessor e a largou com um cinegrafista de uma TV local, abandonando a cerimônia.

Segundo a assessoria de Siqueira Campos, o ex-governador não cumpriu o combinado e se recusou a entregar a faixa no parlatório em frente ao Palácio do Governo, onde Campos o aguardava.

Já Gaguim, em entrevista ao Portal CT, afirmou que foi orientado a permanecer em frente à porta do palácio e não subir ao parlatório. O ex-governador disse ainda que ficou quase duas horas esperando por nova orientação do cerimonial, mas cansou de esperar e deixou a faixa com um cinegrafista, saindo da cerimônia para embarcar para Brasília e acompanhar a posse de Dilma Rousseff.

Na falta da faixa oficial, Siqueira Campos vestiu uma faixa entregue por alunos de um programa de contraturno escolar mantido pelo governo do Estado.

Na Virada
A cerimônia de posse da governadora Roseana Sarney foi realizada na madrugada para que ela pudesse participar da posse de Dilma Rousseff como presidente da República em Brasília. O evento começou por volta de 0h30 (1h30 no horãrio de Brasília).

No final de 2009, Roseana foi condenada pela Justiça Eleitoral por desvirtuar publicidade institucional para fazer campanha antecipada. Com base na Lei da Ficha Limpa, o candidato a deputado estadual Anderson Lago (PSDB-MA) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão a impugnação da candidatura de Roseana. O tribunal negou o pedido e a decisão foi mantida pelo ministro do TSE Hamilton Carvalhido.
 

Leia a lista dos governadores que serão empossados.

Acre
Tião Viana (PT), 49
Ex-senador

Alagoas
Teotônio Vilela Filho (PSDB), 59
Ex-senador

Amazonas
Omar Aziz (PMN), 52
Vice-governador de Eduardo Braga, assumiu o governo em março

Amapá
Camilo Capiberibe (PSB), 38
Ex-deputado estadual

Bahia
Jaques Wagner (PT), 59
Foi ministro do Trabalho e de Relações Institucionais

Ceará
Cid Gomes (PSB), 44
Ex-prefeito de Sobral

Distrito Federal
Agnelo Queiroz (PT), 52
Foi deputado federal e ministro do Esporte

Espírito Santo
Renato Casagrande (PSB), 47
Ex-senador

Goiás
Marconi Perillo (PSDB), 47
Ex-senador e ex-governador. Vai governar o Estado pela 3ª vez

Mato Grosso
Silval Barbosa (PMDB), 49
Vice de Blairo Maggi, assumiu o governo em março

Maranhão
Roseana Sarney (PMDB), 57
Vai governar o Estado pela 4ª vez

Mato Grosso do Sul
André Puccinelli (PMDB), 62
Ex-prefeito de Campo Grande

Minas Gerais
Antonio Anastásia (PSDB), 49
Vice de Aécio Neves, assumiu o governo após a saída do tucano

Pará
Simão Jatene (PSDB), 61
Ex-governador

Paraíba
Ricardo Coutinho (PSB), 50
Ex-prefeito de João Pessoa

Paraná
Beto Richa (PSDB), 45
Ex-prefeito de Curitiba

Pernambuco
Eduardo Campos (PSB), 45
Ex-ministro da Ciência e Tecnologia

Piauí
Wilson Martins (PSB), 57
Vice-governador de Welington Dias, assumiu o governo em abril

Rio de Janeiro
Sérgio Cabral (PMDB), 47
Ex-senador e ex-deputado estadual

Rio Grande do Norte
Rosalba Ciarlini (DEM), 58
Ex-senadora

Rondônia
Confúcio Moura (PMDB), 62
Ex-prefeito de Ariquemes e ex-deputado federal

Rio Grande do Sul
Tarso Genro (PT), 63
Ex-ministro da Justiça e da Educação

Santa Catarina
Raimundo Colombo (DEM), 55
Ex-senador

Sergipe
Marcelo Deda (PT), 50
Ex-prefeito de Aracaju

São Paulo
Geraldo Alckmin (PSDB), 58
Ex-governador de SP por dois mandatos

Tocantins
Siqueira Campos (PSDB), 82
Ex-governador; vai governar o Estado pela 4ª vez

Revista Consultor Jurídico, 1 de janeiro de 2011, 13h40

Comentários de leitores

4 comentários

MAIS UMA TAREFEIRA PARTIDÁRIA

Richard Smith (Consultor)

Que interessante, Caroline, "jornalista" (?), esse povinho paulista sem-vergonha, continua e continua elegendo políticos do PSDB no primeiro turno! Não é o cúmulo?!
Acho que eles não tem a mesma e "iluminada" visão do que você e o pessoal das redações - se é que você frequenta uma e não alguma assessoria de imprensa por aí, claro.
Falando em depredação da educação, você alguma vez já tentou comparar os índices relativos à educação paulista com os nacionais, geridos pelo outro "gênio da raça", fernando haddad?
Então, querida, shiu! Menos....menos...

Façam-me o favor...

Guilherme G. Pícolo (Advogado Autônomo - Civil)

*
54% de corte de verbas de um judiciário que acumula quase 20 milhões de processos parados? Isso não é gestão eficiente, é economia porca mesmo, daquelas que saem caro no final da história.
E todo este esforço para quê? Para sobrar dinheiro aos Paulos Pretos da vida? Ou àqueles que sobrefaturam merenda escolar?
*
É que o povo paulista, infelizmente (digo porque também o sou), ainda se deslumbra com a retórica dos pseudo-intelectuais da fala empolada... aparentemente, não liga de ver o poder judiciário de seu Estado ser sucateado pelos tucanos, a exemplo do que já conseguiram fazer com a educação.

Ora, mas que simples...

Richard Smith (Consultor)

Ora, "Fessô" PeTralha, antidemocrático e etc. Até quando o SOBERANO povo de São Paulo quiser. Não é simples? Acho que até o senhor poderia compreender verdade tão singela, não fosse um PeTralha e etc.

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