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Comentários de leitores

11 comentários

Muito barulho!

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

A manchete da notícia é sensacionalista.
“Entidades se dividem”.
Uma interpretação poderia ser: alguma entidade saiu em apoio à Corregedora Nacional de Justiça.
Não. A notícia não afirma que isso tenha ocorrido.
Outra interpretação poderia ser: as entidades estão divididas.
Também não. A notícia afirma, apenas, que alguns integrantes da AJUFE emitiram manifesto em defesa da Corregedora Nacional de Justiça.
Portanto, a notícia não combinou com a manchete.

O grito das ruas!!!

Museusp (Consultor)

Não podem nem devem esquecer-se a erudita categoria que aquele que procura e não encontra a justiça a que tem direito e que paga esse bando de servidores para cuidarem de seus próprios interesses (nem sempre sintonizados ao interesse coletivo) em vez de cumprir a missão que a sociedade espera deles, ainda está calado, entre aturdido, indignado ou ignorante dessa controvérsia toda. Melhor assim. Se for conscientizado e enxergar esses desvios, o seu grito poderá assustar muita gente!!!

Qual a precocupação com a cidadania?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Antes de mais, as entidades de juízes deveriam ter mais respeito e consideração para com a preclara ministra Eliana Calmon. Aitudes alopradas e levianas, somente contribuem mais e mais para desgastar o próprio Poder Judiciário junto à opinião pública. Noutro contexto, torna-se oportuno - sempre - destacar que magistrado nenhum é eleito pelo cidadão, contribuinte e jurisdicionado. Ademais, o confessado corporativismo, por óbvio, que tem limite! Diante de tanta excrescência, o que resta evidenciado é que tais associações pretendem mesmo é manter suas conveniências (olhando somente para o próprio umbigo!), para tanto, provocam esvaziar o CNJ, atacando impiedosamente a insigne Corregedora Nacional, e assim permitir que "colegas malfeitores" possam "deitar e rolar" com todas as regalias que a função oferece. Por último, por que tanto receio em serem fiscalizados (se nada devem!!!), se a inerente EC 45 permite isso de maneira regimental ao depurador CNJ? Graças ao bom Deus a sociedade brasileira - na sua expressividade - está apoiando(e devemos sempre apoiá-lo) as prerrogativas do CNJ. VAMOS ACABAR COM TODA ESSA BALBÚRDIA COM ELEIÇÕES DIRETAS E JÁ PARA O INGRESSO NA MAGISTRATURA!!!

Já os cidadãos "comuns"...

Naor Nemmen (Arquiteto)

Se o Judiciário está dividido, o mesmo não parece ocorrer com os principais atores deste teatro: os cidadãos "comuns". Com TODAS as pessoas com quem falo, é consenso o apoio à Eliana Calmon. As dúvidas estão apenas no "andar de cima", no "de baixo", que sustenta o "de cima", não há muitas dúvidas, não!

A QUEM INTERESSA ESSE COTEJO DE PODERES?

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Certamente que não à sociedade leiga (nesta especial época, mais preocupada em torrar dinheiro, beber até cair, festejar sabe-se lá o que), nem tampouco aos "operários" do Direito.
Aonde leva essa acirrada contenda? Seguramente que a nenhum lugar, salvo ao incitamento dos ânimos dos contendores, o que, de pronto, configura torpe estratégia que visa confundir, mais que sanear.
As corregedorias (sentido lato) sempre foram figuras administrativas muito mais desprezadas do que temidas, por motivos óbvios, mas absolutamente necessárias, vitais para um Estado Democrático. Dessarte, nunca poderiam ser presididas por sujeitos passíveis de alimentar conflitos de interesses (caso do STF e do CNJ sob um mesmo comando). Equiparam-se às auditorias (similarmente temidas) que, para sua isenção, revestem-se da devida independência (pelo menos, em tese).
O controle do Poder Judiciário, assim como o do Poder Legislativo e também do Executivo, para assumir essa isenção, teria também que ser, por analogia, independente. Nada obstante, em nenhum dos três poderes o é, o que, na prática, esvazia sua função e dever essencial: o de fiscalizar, detectar falhas e dar embasamento à punição destas, por quem de direito.
O imbróglio em tela é derivado da ignorância a estes preceitos lógicos.
Há sim, que haver corporativismo nas classes profissionais, mas desde que este não interfira na independência dos órgãos corregedores, sob pena de configurar-se às claras a "ditadura" de determinado poder sobre os demais.
O CNJ não é um órgão estranho ao Poder Judiciário (art. 92, CF), é órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, com exercício imparcial e indepentente, exceção feita ao STF, a quem é subordinado. Erro ilógico.

Os poucos que valem muitos.

JALL (Advogado Autônomo - Comercial)

Felizmente vozes se fazem ouvir de dentro da corporação. São, ainda, poucos, mas corajosos e desprovidos de qualquer preconceito. Deviam fazer parte de um livro de ouro esses bravos juizes que, evidentemente, sem culpa, querem ver a sua classe honrada pela transparência, num assunto em que TODOS sabem estar acobertado pela imunidade de que gozavam os juizes para fazerem os malfeitos que fizeram e que pretendem continuar fazendo, calando o CNJ. Parabens a esses bravos magistrados. Eles são o sal da terra.

Quem não deve...

Maria Lima (Advogado Autônomo)

...não teme.
O CNJ tem uma finalidade.
Os que querem coartá-la são exatamente os que têm processos contra si.
O STF, de há muito, não é mais guardião da Constituição, é seu dono.
Muito triste.
A sociedade precisa apoiar o CNJ, defender suas atribuições, decorrentes de lei.

Eu apoio a Dra. Eliana Calmon

Balboa (Advogado Autônomo)

Em fevereiro próximo assistiremos mais um capítulo da novela do bem contra o mal. Não percam.

Parabéns STF

Republicano (Professor)

Discurso panfletário, falta reflexão dos assinantes. Ora, o que se quer é que a ministra trate a magistratura com respeito e dentro da lei. O que há de errado nisso? O problema do Judiciário é a falta de unidade, que existe no MP, Forcas Armadas, médicos, Defensores Públicos etc.

Risco para a democracia e para o judiciário

Felipe Lira de Souza Pessoa (Serventuário)

O STF precisa por um ponto final nisso o quanto antes. A fragilização de toda democracia começa com a fragilização do Poder Judiciário, se ele perder, institucionalmente, sua força, sofrendo processo de deslegitimização, a democracia, a economia e a sociedade perderão muito.
Essa briga entre magistrados deve ser revolvida no STF, não é com manifestos quase panfletários que se vai conseguir isso. Cartilhas, manifestos, bilhetes, comunicados, informações, etc só pioram o Poder Judiciário.

Poder

Leilson Lima (Estudante de Direito - Criminal)

Tudo se resume a uma questão: poder. O CNJ, em especial sua corregedora, quer detê-lo todo para si, transformando-se na mamãe perversa da magistratura nacional, ao passo que os juízes querem conter essa postura ditatorial e manter poder em suas mãos. Tudo que queremos é apenas uma coisa: devido processo legal e constitucional.

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