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Atuação virtual

TRF-4 autoriza servidora a trabalhar a partir dos EUA

O Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre e jurisdição sobre os três estado da Região Sul, autorizou uma servidora a trabalhar à distância, partir de Los Angeles, nos Estados Unidos. A funcionária, lotada na 1ª Vara Federal Tributária de Porto Alegre, vai ficar um ano de licença no exterior, para acompanhar o marido. 

A analista judiciária ingressou com o pedido de licença para acompanhamento do cônjuge, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que irá realizar pós-doutorado na Universidade da Califórnia. No entanto, a servidora explicou que gostaria de continuar trabalhando durante o período de afastamento, utilizando-se, para isso, dos sistemas eletrônicos desenvolvidos pela Justiça Federal da 4ª Região, tais como o processo eletrônico judicial, o editor de documentos judiciais Gedpro (Gestão Eletrônica de Processos) e o ponto eletrônico.

O desembargador Luiz Carlos de Castro Lugon, vice-presidente do TRF-4 e relator do processo da analista no Conselho de Administração, entende que, considerando os avanços tecnológicos disponíveis, a prestação de serviços à distância é a solução que melhor atende ao interesse público. Lugon lembra que, caso deferida apenas a licença para acompanhamento do cônjuge, “o cargo não poderia ser preenchido por concurso enquanto perdurasse o benefício”.

Lugon ressalta, em seu voto, que os juízes da 1ª Vara Federal Tributária manifestaram-se favoráveis ao pedido da servidora e que suas atividades deverão ser controladas por sua chefia direta. Eventuais despesas operacionais, como o acesso à internet, serão de responsabilidade da própria servidora. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

Revista Consultor Jurídico, 23 de dezembro de 2011, 7h52

Comentários de leitores

2 comentários

Dr. Trinchão

Edmundo (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Controle de ponto; controle dos acessos; controle do trabalho; pagamento da internet pela própria funcionária; permanência da funcionária em exercício, pois se nada realizasse seu cargo ficaria vago com evidente prejuízo para a coletividade.
Processo virtual? Para que? Para deleite dos inábeis?

É, deveras o Poder Judiciário sério!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

A privilegiada funcionária deveria sentir remorso em relação aos seus colegas, eis que a decisão de tão imoral (com o dinheiro público) que chega a ser sissômica! Se se tratasse de uma situação de vida ou morte, em tese, até poder-se-ia aceitar a decisão do tribunal. Mas, o cônjuge vai fazer doutorado - à evidência, à custa do cidadadão e contribuinte brasileiro. É o fim da picada. O país continua não sendo sério com a coisa pública.CNJ neles!!!

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