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Entrevistas

Profissão juiz

"Ser justo não tem nada a ver com o cargo de juiz"

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21 comentários

Equilíbrio

Armando (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Na condição de Professor Universitário e Promotor de Justiça, há mais de vinte anos venho buscando o equilíbrio para determinados pensamentos que surgem em meio ao cipoal de situações por que passa o grupo "justiça", aí encampando todos os que labutam nas ciências jurídicas.
Não vejo exclusivismo em mau-caratismo em nenhum dos grupos que compõem a "justiça". Todos os grupos têm elementos maus e bons. Aliás, todos são iguais, daí porque nunca vi necessidade de ninguém ficar em posição mais alta. Nem MP, nem defesa, nem Magistrado.
Sua Excelência tem posições muito boas, outras, porém, precisam ser refletidas.
A entrevista e o posicionamento, no entanto, entendo como respeitáveis, inclusive alguns posicionamentos contrários à vaidade de membros do parquet. Insisto: sou contrário a quaisquer sentimentos de vaidade, venham de on de vierem.

Excelente Entrevista!

Anderson Veloso Silveira (Advogado Associado a Escritório - Trabalhista)

Sempre leio as entrevistas e as matérias deste portal que são bem interessantes e relevantes à comunidade jurídica.
De modo especial, saliento que a entrevista do Ilustre Magistrado foi ótima e uma verdadeira aula de cidadania e justiça.
No meu TCC da Faculdade, o meu tema foi: “A dignidade da pessoa humana garantida pelo princípio da razoável duração do processo judicial”. Diante disso, abordei muitos aspectos do morosidade do Poder Judiciário, que resume muitas vezes na falta de sensibilidade de alguns magistrados e servidores. As mudanças estratégicas realizadas pelo Dr. Mazloum foram pontuais e provam tal fato.
Só teremos um Judiciário melhor que de fato distribua justiça de os demais magistrados pensarem dessa forma.

INTERESSANTE...

Gilberto P. Barcelos (Advogado Autônomo - Criminal)

admiro o Dr. Ali, assim como o Dr. De sanctis e é importante verificar que por estar do outro lado da balança, o Dr. Ali sofreu na pele as agruras da justiça e reconheceu a tempo e com humildade a dificuldade com que juízes tem administrado o enorme poder em suas mãos.
tanto que tem juízes acham que são deuses, enquanto outras não têm dúvidas.
importante a mudança de comportamento e equilíbrio psicológico que torne o julgado também humano.
Gilberto P. Barcelos
advogado-MG

E quem não tem medo?

Balboa (Advogado Autônomo)

Cada vez mais eu admiro esse Juiz. No entanto, precisou que ele fosse vítima do que ocorre comumente a muitos. Hoje ele encampa uma luta solitária, com muitos torcedores mudos de medo. O MP é uma instituição fundamental, de importância absoluta, mas precisa se modernizar quanto ao aspecto do amadurecimento psicológico de alguns membros.

O suplício dos insensatos é a sua própria insensatez...

Rozemberg (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

O momento em que o Judiciário brasileiro está passando exige de todos os operadores do Direito uma profunda reflexão, e aqueles que hoje o apedrejam tão avidamente, certamente pouco tem a oferecer para melhorá-lo. A sociedade, mal informada pela mídia, está formando uma ideia desajustada do Judiciário, o qual tem sim seus problemas, mas também teve muitos avanços, sobretudo se considerarmos que a quantidade de litígios e novos processos existentes na atualidade nem se compara ao do Brasil do século passado, em proporção.
Os juízes estão há seis anos sem reajuste de seus subsídios e os críticos e alguns despeitados comemoram, mas não tem o mesmo interesse para questionar outras carreiras, cujos vencimentos e benefícios superam, em muito, ao da magistratura. Não enxergam as agruras e dificuldades que o magistrado passa no desempenho de sua função nesses rincões do Brasil. Não. Como diz um belo artigo que li na internet, de autoria da Dra. Angela Schmidt Lourenço Rodrigues, Juíza de Direito em Jacareí-SP, "somos vagabundos muito bem pagos pra deixar os processos mofando nos armários", bandidos de toga, para usar uma expressão infeliz e que tem sido muito repetida ultimamente. Uma mentira que dita muitas vezes torna-se verdade aos olhos do leigo.
Hoje o Judiciário está a mercê do Executivo e refém do Legislativo. Vejo essa situação com profundo pesar e queira Deus que isso não se agrave para um novo Estado ditatorial.

Discordo

oiannuzzi (Advogado Assalariado - Criminal)

Não li toda a entrevista, mas discordo quando o Juiz diz que o Conselho Nacional de Justiça exagera no seu poder de punir, pois até o momento o CNJ puniu quase nenhum Juiz corrupto, e, quanto tenta fazer algo veja a guerra travada contra o CNJ pelas associações dos magistrados e pelos ministros do STF.
Portanto, como ele iniciou já atacando o CNJ, creio que o restante todo da entrevista fica comprometida, pois ele já tem uma tendência a se posicionar contra o CNJ, que representa o anseio da maioria da população, que é ver um Judiciário sem bandidos de toga e que os juízes sejam iguais aos demais cidadãos.

O CARÁTER

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov (Advogado Autônomo)

O homem deve ser medido pelo seu caráter e não pela sua condição social ou rotulação construída pela mediocridade humana.
A verdadeira formação ética e moral jamais será combalida por atores voláteis e muito menos por instituições serviçais de uma nação que ainda sonha com uma ordem jurídica igualitária, a serviço da sociedade e implacável contra os crimes perpetrados pelo Estado e por seus acólitos.
UM 2012 DE EXTERMÍNIO AOS MASCARADOS DA DEMOCRACIA E DE CONCRETA LIBERDADE A TODOS!

VÍTIMAS "MINISTERIAIS"

themistocles.br (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Se as críticas feitas pelo Juiz Ali contra o Ministério Público não estiverem corretas, por qual motivo o Ministério Público opõe-se ao projeto de lei que responsabiliza seus membros por atos abusivos e arbitrários?
Argumentam que isso conflitaria com a “independência funcional”. Porém, o curioso é que muitos membros do Ministério Público usam o Código Penal e a Lei de Improbidade para acusar juízes de terem proferido sentença “ilegal”, acusar prefeitos de terem adotado uma política governamental “equivocada”, acusar deputados e senadores de terem aprovado uma lei “imoral”, e dai por diante. Ou seja, para estes a "independência funcional" é mera retórica e não existe efetivamente.
Ou seja, para juízes, prefeitos, deputados ou senadores não existem “independência funcional”, pois sempre estão sendo patrulhados e muitas vezes acusados indevidamente por um promotor que posa de moralista e só aceita “independência funcional” apenas para si! A explicação é comumente a busca de notoriedade para fins de promoção dentro da carreira, bem longe de qualquer republicanismo ou algo semelhante, conforme bem salientado na entrevista.
O Juiz Ali Mazloum tem lutado contra esse “regime de irresponsabilidade” do Ministério Público não apenas em entrevistas, mas também acionando diversos membros do Ministério Público com ações judiciais, cíveis e criminais, algo que as demais vítimas “ministeriais” deveriam fazer em repúdio aos abusos e arbitrariedades ocorridas por alguns membros do Ministério Público e à covardia de alguns magistrados subservientes às sanhas das promotorias.
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A ONG mencionada poderia agir na defesa das vítimas "ministeriais", eis ai uma idéia interessante
Parabéns pela entrevista.

Constatação

sGFREITTAS (Outros - Empresarial)

Percebo que as instituições do judiciário como um todo, CNJ, JUIZES, MINISTROS, ASSOCIAÇÕES, etc, etc, estão todos em GUERRA! Palavras como Harmonia, Paz, Entendimento, Inteligência, Prudência, foram riscadas do dicionário destes profissionais.
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Não sei se estou errado, seria necessário uma pesquisa para comprovar o que vou dizer: toda essa guerra -desmedida por sinal- começou após a criação do CNJ ano de 2004, por que será?
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Imaginem o que não acontecia antes da existência do CNJ! Dá até arrepio só de pensar.

Julgador tem que ser imparcial

Pereira Brito (Corretor de Imóveis)

Nunca se saberá se o Dr. Mazloum é inocente como alega, uma vez que a ação penal movida contra ele foi trancada no STF, após passar pelo crivo do STJ, que costuma derrubar ações temerárias (não houve julgamento do mérito da acusação). Por outro lado, não me parece que ele seja um magistrado imparcial, isso ficou bem claro na sentença que condenou o delegado Protógenes. A parcialidade é bem visível. É estranho que ele reclame do perfil acusatório (irresponsável) do MPF, mas ele mesmo agiu como acusador na sentença contra o “delegado-deputado”, que, embora não tenha a minha simpatia, penso que deveria ter um julgamento justo como qualquer pessoa. Isso é o mínimo que se espera de qualquer julgador.

IRRETOCÁVEL E EXCELENTE! UMA AULA, DR. MAZLOUM!

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Se todos os nossos magistrados, sem exceção, tivessem a visão tão clara e a função tão comprometida com a verdadeira justiça, como o Dr. Mazloum, hoje poderiamos afirmar que, efetivamente, somos um país sério e justo.
Infelizmente, esta brilhante figura representativa da verdadeira judicatura brasileira acaba se perdendo em meio a uma imensurável avalanche de despreparo, negligência e desprezo pelo ser humano e pela justiça.
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Parabéns, Dr. Mazloum, pela sua raríssima contribuição ao nosso Judiciário e a toda a sociedade, sedenta por uma verdadeira prestação jurisdicional!

Opinião fundada e séria

Ruy Samuel Espíndola (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)

Parabenizo o Juiz Ali Mazloum pelas precisas, sérias e fundadas colocações.
Como advogado de defesa em processos eleitorais, criminais, de improbidade e disciplinares de servidores e magistrados(todos os pressupostos na lei ficha limpa), há muito pensava, em grande parte, como o Magistrado Mazloum. Especialmente no que toca a "ira" acusatória e a "covardia" judicante.
Assusta-me a sanha acusatória, as vezes irresponsável, de membros do MP, que desfrutam do beneplácito e da apatia moral de magistrados que não querem "ficar mal perante a opinião pública".
Existem muitos excessos ministeriais e judiciais em muitas ações de improbidade, tais como a proliferação indiscriminada de liminares de indisponibilidade de bens, sem a menor fundamentação, etc. "sentenças morais", sem adequado fundamentação no direito posto, sem proporcionalidade, e com menoscabo ao direito de defesa, sendo várias ações julgadas antecipadamente, sem instrução probatória...
Precisamos discutir melhor os temas das garantias constitucionais em face dessa onda irracional dos "fundamentalistas" do combate à corrupção.
Um grande número deles não olha ao seu derredor, nem o que acontece em sua casa ou gabinete. A busca da glória e da fama, lhe ocupa por completo o espírito e o presente.
Opiniões como a do juiz Ali ajudam-nos a refletir sobre mitos, ilusões e autoenganos.
Feliz natal e rico ano novo a ele e sua família.
Prof. Ruy Samuel Espíndola, OAB/SC 9189

O calcanhar de Aquiles dos três poderes

Iran Toledo (Administrador)

O judiciário parece que está entre os poderes que mais tem prejudicado a sociedade, atualmente.
O legislativo elabora, vota e aprova leis (teoricamente representando o desejo da nação) que depois, simplesmente são ignoradas e, ou consideradas ilegais pelo judiciário passando ele próprio a criá-las sob o pressuposto de que o faz autorizado por outras leis. E, se o está, a situação é então, ainda mais grave.
O judiciário, afeta também, por meio de suas decisões, as ações do executivo que devido a insegurança legislativa, conseqüente do não perfeito cumprimento das leis, é prejudicado e segue prejudicando ao país.
Na iniciativa privada quando o administrador encontra problemas em setores específicos (contábeis, marketing, jurídico, pessoal e outros), o mais adequado é este contratar auditoria especializada para investigar o assunto. E, quando em face da auditoria o próprio contratante é quem opta ou decidi, isoladamente sobre o que fazer, põe a organização em risco. Ainda assim, a sociedade não considera esta forma, a mais adequada, razão pela qual o governo mantém pessoas ou sistemas de computador fiscalizando as operações das organizações privadas. E, não se está discutindo a eficiência dessa fiscalização.
Na iniciativa privada e na política os relacionamentos ampliam favoravelmente as possibilidades de ganhos, sendo adequado pertencer a clubes, associações e organizações discretas e não discretas. Seria possível para um operador do direito que freqüente ou apenas mantenha alguma forma de vínculo com este sistema, não ser por ele afetado?
Há algo falhando nesse sistema e que requer alguma intervenção.

GUERRA DO MPF

HERMAN (Outros)

APÓS A CRIAÇÃO DOS GRUPOS TEMÁTICOS DE TRABALHO EM ESPECIAL SOBRE OS EFEITOS DA CORRUPÇÃO SOBRE A CIDADANIA, A PARTIR DA PORTARIA PFDC Nº 10, DE 21 DE MARÇO DE 2002, o MPF declarou guerra a tudo que lhe era conveniente "quanto mais ultrajante a acusação no processo mais persuasiva será a decisão condenatória". Porém, como em toda guerra, a maior vítima é a VERDADE.

A crítica contumaz e despropositada de Mazloun

MP Sempre (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Sempre tive um grande respeito pelo ilustre magistrado, mas ele demonstra inequívoco e público interesse em ofender o Ministério Público no seu todo. Imagine se cada réu absolvido assim se manifestar, a justiça se transformará em palco permanente de vingança. O que deve ser registrado, até onde foi poublicado, é que o eminente magistrado não teve sentença definitiva, mas seu processo foi trancado por HC da lavra de Gilmar Mendes. Construir um país cada vez mais justo e solidário não é ofender uma instituição composta por pessoas corretas, com ideal democrático e de inclusão social. Lamento profundamente que ele contineu pensando assim.

Parabens ao articulista.

acs (Advogado Assalariado)

Infelizmente o articulista teve de sofrer na propria carne para entender o que passam os pretos,pobres e a policia, vítimas preferenciais da violencia judicial.Resta saber quando criarao um orgão isento,nos moldes da CNJ, para que os membros do Ministério Público finalmente respondam por seus crimes e excessos de forma isenta de corporativismo...Não custa sonhar...

Considerações e Ponderações

Sociedade Brasileira e que paga impostos elevadíssimos (Advogado Autônomo - Criminal)

O Excelente magistrado Ali Mazloum, foi bastante autêntico e verdadeiro em suas colocações. Expôs para a sociedade e para o meio jurídico a poeira existente e colocada embaixo dos tapetes do Poder Judiciário do País, só não enxerga quem não quiser. Mostra a clara necessidade de mudança de cultura e de mentalidade, e torna evidente que para um Estado Democrático de Direitos deve-se ter a Democracia como premissa, o desenvolvimento como meio e a dignidade como fim.

MPF irresponsável

Luis Américo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Parabéns ao amigo pela entrevista clara, objetiva e sem rodeios, apontando não só para a falta de senso de ridículo de desembargadores e do MP Federal, como também para a falta de preparo técnico de muitos deles, que infelizmente ainda ganham altos salários. É ridículo a sociedade pagar salário a esses corruptos.

Parabéns.

Leilson Lima (Estudante de Direito - Criminal)

Parabéns ao Juiz que dá exemplo pra magistratura. Com razão ele está ao falar do problema político que assola a 3ª região. Enquantos os membros do Poder Judiciário estiverem mais interessados em manter poder e regalias do que em julgar, menos respeito ainda terá esse poder.

DEVIDO PROCESSO LEGAL

João G. dos Santos (Professor)

Parabéns ao excelente magistrado Ali Mazloum, especialmente pela sua iniciativa de assegurar tratamento igual entre as partes, colocando o MPF no mesmo nível da Defesa nas salas de audiência. A Constituição deve prevalecer sobre esse absurdo de o MPF querer ficar ao lado do juiz, como se isso fosse necessário para o desempenho de suas funções. É preciso pôr um fim nessa excrescência.

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