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Comentários de leitores

5 comentários

A evolução dos regimes estatais II

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A questão ganha maior relevo pelo fato do Soldado acusado viver nos EUA, que ainda não sucumbiu totalmente ao autoritarismo estatal e que cultiva ainda um pífio sentimento de humanidade em prol dos acusados (fosse aqui no Brasil, 99,99% da população estaria comemorando a prisão e condenação do soldado, com de regra ocorre quando alguém é acusado, independentemente de ser culpado ou inocente). O povo se reuniu, e inclusive angariou recursos para a defesa (nada menos do que 150 mil dólares), quando aqui estariam agredindo de todas as formas os advogados de defesa e engenderando mecanismos visando impedir o pagamento dos honorários ainda que desembolsados pelo acusado (diriam que se trata de "dinheiro sujo", a nova moda que inventaram para restringir a advocacia). Um processo e condenação do Soldado soará claramente como ato de repressão injustificada, como já defendem milhares de cidadãos americanos, com possíveis consequencias graves já que por lá há um rigoroso controle sobre os atos de juízes e promotores. Resta saber, assim, até que ponto a população americana poderá ser "zumbisizada" (transformada em zumbis), de modo a que possa engolir essa utilização indevida do poder estatal para proteger os próprios agentes estatais em prática de crimes contra a Humanidade.

A evolução dos regimes estatais

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A perseguição implacável ao Wikileaks e todos aqueles que o apoiam mostra mais uma vez uma das facetas mais crueis dos estados modernos: o uso do aparelho repressor do estado para satisfação dos interesses dos próprios detentores do poder estatal. Ora, por certo que não agiu bem um soldado que divulgou informações sigilosas, que por sua vez mostravam a prática de crimes contra a Humanidade cometidos por delinquentes transviados na função pública, mas daí a dizer que cometeu um crime e deve ser apenado é outra história. Tem razão o Richard Smith (Consultor) ao dizer que a divulgação das informações sigilosas pôs em dificuldades a diplomacia, mas convenhamos: de que outra forma haveria prova contundente para os 7 bilhões de seres humanos ver que, sob a bandeira do sigilo e cumprimento do "dever de ofício" e "em prol da Justiça universal", crimes graves são cometidos e restam impunes? Devemos lembrar que desde quando a Humanidade aprendeu a se organizar sob a bandeira do domínio, do controle e das leis, todo o progresso que vimos desde o primeiros dos reinados até os modernos estados constitucionais se deu sob reptura. Quem está no poder quer manter o sistema vigente, custe o que custar, e é por isso que vimos cabeças rolar há duzentos anos quando da implantação dos regimes republicanos. Nesse contexto, não há dúvidas de que o Wikileaks e seus simpatizantes estão a atacar o íntimo dos regimes atuais, apontando suas mazelas, e no final das contas teremos rupturas que imporão modificações nos regimes. Mas não devemos ter dúvidas: quem está no poder vai querer manter o próprio poder, e usará com toda a ênfase possível o sistema repressivo do Estado para proteger a si próprios (e não o ideal de Justiça, como apregoam). Assim, mais um viva ao Wikileaks.

Direito achado na rua e largado na sargeta!

Richard Smith (Consultor)

O signatário do "brilhante" comentário só podia ser da Universidade de Brasília (UnB) mesmo.
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Aquela, aonde surgiu o tristemente famoso "Direito Achado na Rua" (certamente pelas sras. progenitoras dos seus propugnadores, quando "em serviço"!), criado por Roberto Lyra Filho, cognominado "o NAIR" que diferentemente do Direito achado na LEI, pretende "fazer justiça" de acordo com viéses ideológicos e "sociais"!
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O missivista, certamente com um vezo "contrauzamericano" não percebe que o vazamento das centenas de milhares de correspondências diplomáticas pode colocar os países em dificuldades que vão, desde constrangimentos, até graves crises diplomáticas, pois os informes são escritos em linguagem direta e funcional e despidos dos punhos de renda e das luvas de veludo da Diplomacia normal.
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Tais informes podem colocar a vida de informantes em perigo, trazer más interpretações e violam o sigilo garantido pela Convenção de Viena.
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Eu sei, eu sei...que para PeTralhas e seus assemelhados, principalmente os "anti-imperialistas", normas não valem (vide as fábricas de dossiês fajutos, não?), só se forem para ser usadas contra "uzinimigos", mas caberia ao missivista refletir melhor e pensar: "E se fosse contra o Brasil?" e se se tratasse de correspondência do megalonanico ex-chanceler Amorim, dando as suas clarividentes opiniões acerca de diversos países ao seu chefe, o Apedeuta Sem-dedo?
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Uuuui, acho que aí a coisa iria ficar um pouco chata, não?!
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Ah, mas aí não vale porque seria a correspondência de um governo "pogrecista" e não de um "imperialista"?!
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Hum, sei...vá explicar isso lá para o pessoal do evo e do correa, que nos acham o "must" do imperialismo!

WIKILEAKS E A DIPLOMACIA

huallisson (Professor Universitário)

Sem entrar no mérito, parabéns a WIKILEAKS - livro de Assunge - que botou mais luz nos meus olhos nas relações entre os povos e deixou a diplomacia mundial com um pé atrás para o bem de todos. Pedro Cassimiro - Prof. Economia e Direito - Lago Sul - Brasília.

WIKILEAKS E A DIPLOMACIA

huallisson (Professor Universitário)

Sem entrar no mérito, parabéns a WIKILEAKS - livro de Assunge - que botou mais luz nos meus olhas nas relações entre os povos e deixou a diplomacia mundial com um pé atrás para o bem de todos. Pedro Cassimiro - Prof. Economia e Direito - Lago Sul - Brasília.

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Comentários encerrados em 25/12/2011.
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