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O fator Ciampolini

TJ-SP apressa votação de lista de candidatos pelo quinto

Um postulante ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo dividiu a corte, nesta quinta-feira. Cesar Ciampolini Neto, que foi presidente do Clube Paulistano — um dos preferidos dos juízes paulistas — fez velhos amigos brigarem. O nó da discórdia é que Ciampolini, que está próximo de completar sessenta anos — idade limite para ingressar no tribunal — quer uma votação rápida da lista que deve ser afunilada rapidamente para o exame do governador.

Acontece que apenas no final da noite de terça-feira passada, dia 13, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil definiu os dois grupos de seis nomes cada, aptos à escolha da lista tríplice pelo órgão especial do tribunal. Quem ouviu a opinião do presidente eleito do TJ-SP, Ivan Sartori, soube que ele acha esses poucos dias insuficientes para um exame cuidadoso por parte dos desembargadores. 

O resultado é que os indicados pela OAB viram-se na contingência de lançarem-se à tarefa inglória de apresentar-se aos eleitores nesta quinta-feira em situações consideradas embaraçosas pelas pessoas que transitaram pelos prédios do TJ.

Segundo um desembargador contrário à votação acelerada, um outro receio motivou a pressa do grupo que trabalha pela candidatura de Ciampolini. É que a Corregedoria-Geral do tribunal teria recebido um dossiê contra o advogado. A peça acusatória descreve o candidato como um litigante ativo. E relaciona um número enorme de processos de interesse de Ciampolini no próprio TJ paulista. Não apenas como advogado, mas como parte. Ao menos em um deles já se chegou à fase de execução.

Uma rápida pesquisa no portal do TJ-SP confirma que, de fato, o advogado é parte em 23 casos que se encontram na segunda instância e em mais 18 que ainda estão no primeiro grau. Como advogado, Ciampolini atua em 113 casos que também estão em exame no TJ. Na OAB, o advogado ganhou, disparado, como o preferido da classe, com 65 votos.

Veja quem são todos os candidatos: 

 

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2011, 11h40

Comentários de leitores

4 comentários

Advogado de prestígio

Juvenal Canto (Advogado Autônomo - Comercial)

Os Srs. Desembargadores desconhecem a própria história da Instituição, em décadas passadas, o TJ sempre escolheu advogados de nomeada, Adriano Marrey, Otto Cyrilo Lehman,
Waldemar Mariz de Oliveira, Macedo Costa que abandonaram as suas bem sucedidas bancas para engrandecer o Judiciário Paulista. Adotar critério diverso é menosprezar a advocacia. Advogados bem sucedidos e competentes tem pleitos em todas as instancias. Cezar Ciampolini com certeza trará ao Judiciário toda a sua enorme bagagem profissional em pról da Magistratura.

Sem noção do ridículo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A questão não é jurídica, mas de noção do ridículo. Ora, qual cidadão no Brasil, economicamente ativo não possui ações em curso pelo Judiciário? Acaso o sujeito que almeja uma vaga no Tribunal deve abdicar da defesa de seus direitos? Haja paciência!

É cada bobagem de que se tem notícia...!

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O fato de o candidato ser parte em vários processos não pode constituir um impedimento para ser votado, a menos que nenhum juiz ou desembargador possa ser parte em algum processo judicial. E quem afirmar que um desembargador não pode ser parte num processo judicial estará negando aos desembargadores um direito constitucional deferido a todos.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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