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Comentários de leitores

12 comentários

O Estado e a família

Jefferson Jr (Outros)

Há pouco, o Estado, todo bem intencionado (segundo as autoridades) pretendia transformar nossos jovens em bissexuais e promíscuos. Agora, pretende dizer como os pais devem educar os filhos. É óbvio que a violência não resolve na educação dos filhos. Mas é mais óbvio ainda que o Estado, quando se me3te na família, so faz cagada.

tonteira legislativa

Erisvaldo Roberto Barbosa dos Santos-Advogado (Advogado Autônomo)

O parlamento brasileiro representado pela CD, mostra mais uma vez a que se presta. A aprovação desse projeto revela a distrofia legislativa a que a sociedade brasileira está submetida. Porque não criam projetos de lei pra punir o Estado pelo caos na saúde publica. Querem punir, então punem as secretarias estaduais de segurança publica e penitenciaria, pelo completo abandono do sistema carcerário. Querem punir, então punam o Estado pela violencia assacada contra os professores que se submetem a verdadeiras esmolas para educar esse país. Querem punir, punam a eles proprios pela desidia no exercicio de tão preciosos mandado. Senhores deputados, querem brincar de legisladores façam isso, mas, por favor, não se metam na educação dos meus filhos!

Absurdo desconhecimento da realidade

Leitor - ASO (Outros)

Esse projeto de lei, além de ser uma intromissão inconstitucional na família, já tão enfraquecida, mostra como Brasília esta distante do povo brasileiro.
Vou contar uma história, verídica:
Certa vez uma mãe chegou muito aflita ao Fórum prá falar com o promotor. Quando finalmente chegou ao promotor, começou logo a ladainha: Doutor, a minha filha de 15 anos não quer mais ir à escola. Faça alguma coisa. O representante do Parquet, já meio sem jeito, retrucou: Minha senhora, se a senhora que é a mãe não conseguiu dar um jeito, o que é que eu vou fazer?
A história é verdadeira e mostra a realidade do dia-a-dia, em que as pessoas estão cada vez mais abandonando os demais instrumentos de controle social e achando que o Estado tem condições de resolver alguma coisa.
Esse projeto, se aprovado, vai servir para imortalizar o nome de alguns parlamentares e fomentar toda sorte de arenga, entre vizinhos, cônjuges e etc. E o que é pior, vai produzir uma geração sem respeito a limites.

Totalitarismo

Observador.. (Economista)

Muitos que aplaudem esta iniciativa não percebem em que estão NOS metendo.Como sociedade.
Mais uma vez, de fininho e acobertado pelo manto das supostas boas intenções, o estado vai se imiscuindo mais e mais na vida do cidadão.
De uma certa forma foi um alento ver que tantos operadores do direito que aqui comentaram, estão atentos para o que acontece.
Espero que a sociedade acorde antes que seja tarde.

Está difícil viver neste país!!

Winfried (Outros)

Viver neste país está ficando difícil! O Estado está sufocando a liberdade mais preciosa do ser humano: a de educar o seu filho e, quando preciso para se fazer entender, repreendê-lo com uma pedagógica palmada!
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Meus amantíssimos pais sempre me corrigiram com umas boas palmadas quando eu fazia coisas erradas e só tenho a agradecê-los, pois sou um homem correto, probo e respeitador do meu semelhante graças a eles.
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No entanto, quantos filhinhos hoje estão mortos, presos, viciados, entregues à patifaria, porque os seus papais sempre estavam dispostos a conversar, não a ser rígidos quando deveriam?
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Pergunto a esses parlamentares imbecis e indolentes: o que é mais efetivo para demonstrar, a uma criancinha de dois anos, o perigo de, p. ex., levar um produto nocivo à boca: lhe dar umas palmadinhas bem leves nas mãos e gesticular de que tal comportamento não pode ser adotado? Ou tentar conscientizar, com uma longa conversa, quem ainda mal sabe falar "papai”?
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Este projeto só vem criminalizar a conduta dos bons pais, que se preocupam em ensinar a seus filhos os limites éticos da convivência em sociedade. Os maus pais, que deixam seus filhos fazerem o que bem entendem, estão sendo premiados. Aqui em minha cidade, p. ex., uma menina de doze anos, às 3:00 da manhã, estava fumando maconha na rua e matou com três facadas uma rival por causa de namorado! E os nossos “dignos” parlamentares preocupados com as palmadas que os bons pais dão em seus filhos.
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É claro que os excessos devem ser coibidos. Mas para isso já existem os tipos penais da lesão corporal, de maus tratos e, até mesmo, da tortura, para punir pais covardes.
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Se faltar juízo aos Senadores e à Presidente da República, oxalá não falte ao STF para declarar essa lei inconstitucional.

Um VIVA ao "dedodurismo", típico dos Estados Totalitários

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

É claro que não se admite que os PAIS submetam filhos s torturas e outros castigos degradantes(a palmatória, o cinto, o joelhos sobre grãos de milhos, etc); mas, tirar-lhes o poder de castigar os filhos, no limite do necessário, ainda que seja com palmadas e uns bons puxões de orelhas, é fomentar, além da sensação de impunidade, o "dedodurismo" de vizinhos (por mero diletantismo ou alguma richa) e a busca de holofotes por parte de médicos, professores, etc., que, a qualquer queixa, mesmo infundada, de menores delinquentes, ou menores influenciados por falsos "apoiadores", tudo para incriminar o cidadão cujo crime, no caso, será o de ser PAI ou MÃE. Vai se chegar ao caso de que os pais sequer poderão repreender um filhos que, numa loja, faça a "birra" que todos nós conhecemos, pelo fato de seus pais não comprarem o brinquedo de seu desejo...Se os PAIS inflingem tortura ou maus tratos aos filhos, já temos LEI suficiente para puni-los, não havendo necessidade desse monstrengo a ser parido pelo legislativo. Aquele que não é corrigido em casa,inclusive com as devidas palmadas na hora certa, quando criança, certamente APANHARÁ na RUA (da POLÍCIA e de OUTROS), quando adulto (vemos todos os dias casos na imprensa de joveens APANHANDO em boites e bares, porque (salvo exceções de agressões criminosas) quiseram "folgar" como reizinhos que sempre "reinaram" em suas casas. Essa LEI, se aprovada, gerará uma intransponível desavença entre pais e filhos, com severas consequências para o tecido social. Com que moral os PAIS encararão os FILHOS, ou trão coragem de contrariá-los, se, por uma vez sequer, foram por eles "denunciados" e "punidos" por um mero puxão de orelhas a eles aplicado?

O Estado invasivo, gigante e a degradação da educação (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Essa lei, assim como outras, que foram elaboradas pretextando o melhoramento evolutivo da educação provam o excesso da presença estatal na vida das pessoas. A cada momento o Estado se torna mais invasivo, mais opressor. A cada instante uma nova parcela da liberdade das pessoas é suprimida.
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No que concerne à educação, a única certeza que se pode proclamar é aquela que decorre do exame histórico comparativo: as gerações anteriores (de nossos avós e pais) eram mais bem educadas do que as gerações que se lhe seguiram. Se é verdade que a melhor forma de aprendizado e aquisição de conhecimento é a tentativa e erro, a experiência, então, ainda que se reconheça que o modo de educar administrado à geração dos nossos avós e pais continha defeitos, ainda assim era melhor do que a educação praticada nos dias atuais.
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Numa palavra, a propalada evolução no campo da educação, se compararmos os momentos históricos do início do século XX e do início do século XXI, foi negativa. Involuímos. E seguimos insistindo nesse caminho tão errado quanto perverso. Haveremos de colher maus frutos, podres, quando os velhos, já lânguidos pela idade, tornarem-se vítimas de jovens celerados porque mal-educados, não conhecem os limites e as regras do bom convívio social. Aí, será tarde demais. A ditadura das crianças parece estar instalada pelo Estado agigantado, invasivo e opressor.
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(CONTINUA)...

O Estado invasivo, gigante e a degradação da educação (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Por que, então, não fazer como propunha Platão: os filhos não pertencem mais aos pais, já que estes não podem decidir o melhor método e projeto de educação, mas ao Estado, que deverá desincumbir-se de educar a todos. Ninguém terá mais pai e mãe, senão apenas reprodutores. A criação ficaria a cargo de funcionários públicos, estes sim, sujeitos às leis do Estado para o desempenho de seu mister.
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Parafraseando o comentarista Richard Smith, quem não aprende em casa, aprende na rua. Se em casa a educação está comprometida com o amor pelos filhos, na rua ela é álgida, implacável, perversa, indiferente aos sentimentos.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Família

Paulo Fonseca (Advogado Autônomo)

Tiram da Família o poder de disciplinar, que é necessário para determinadas circunstãncias, e permitem que o Estado deixe ao léu os menores de rua desabrigados, sem comida, sem medicamentos e sem futuro.
Aqui em casa aplicamos uma lei maior do que a ditada pelos homens, como segue em Provérbios:
20:11 Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.
22:6 Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
22:15 A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.
23:13 Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
29:15 A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.

Quanto à "fotinha"

Richard Smith (Consultor)

Ah, e não posso deixar de elogiar a foto que ilustra a matéria. Certamente que a valorosa lei ora aprovada, se destina justamente aos psicopatas capazes de AGREDIR uma menininha a socos!
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Quem não respeita as leis existentes e pratica o mais, certamente haverá de intimidar com lei que preceitua o menos! Com certeza!
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Belíssimo "raciossímio", exemplar do ideário dos tempos nos quais vivemos!
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Ah, se Bismark estivesse vivo (muito embora o fabrico de salsichas tenha melhorado muito desde a sua época, claro! Quanto às leis...).

ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRA FRENTE...

Richard Smith (Consultor)

Muito "polêmico" o assunto!
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A lei existente já pune que agride, molesta ou provoca maus-tratos em crianças e adolescentes! E por muitos não é cumprida, haja visto o número de casos por aí, sem falarmos nos jovens que vagueiam pelas ruas ou são explorados por bandidos e que se encontram sem proteção alguma.
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Então o lastimável (des)governo "que aí está" (agora na sua versão 2.0, com nova grade frontal, frisos laterais cromados e muuuito mais silenciosa!) que não consegue proteger aqueles quer interferir nas relações familiares. Quer dizer então que se o seu filho (um tanto mal educado já, convenhamos) se deitar no chão no meio de um shopping poruqe "quer porque quer" um jet-sky, você não poderá dar-lhe uma palmada?!
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Hum, que avanço! Agora sim o País certamente irá para frente! E capitaneada por uma geração finalmente feliz livre de castigos! Oh, chega-me a rolar uma furtiva lágrima de meus olhinhos cnasados de tanta violência! Sniff...
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Mas imediatamente veêm-se à mente duas frases: uma do Livro dos Provérbios que diz: "O homem que poupa a vara, ODEIA o seu filho" e outra do meu cada vez mais saudoso e querido pai - que me bateu raríssimas (e justificadas!) vezes: "Filho, a pancada que você não recebe COM AMOR em casa, vai receber sem amor, lá fora, da vida".
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É como na questão das armas: não podendo controlar as que os bandidos adquirem, certamente não em casas de caça e pesca, pretende recolher as das mãos das pessoas de bem, mesmo tendo havido um plebiscito em contrário!
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E agora, não sei o porquê o que me vem à cabeça é Don & Ravel: "ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRÁ FRENTE..."
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Enquanto isso, mais um "ministro-consultor" jacta-se de já "ter dado todos os esclarecimentos" e a doce presidenta-competenta-inocenta, concorda!

Assunto bem polêmico

andreluizg (Advogado Autônomo - Tributária)

Só para entupir o poder judiciário com mais processos... O projeto é interessante, eu, pelo menos, defendo educação sem agressão física. Mas nós não somos a Suécia, não temos a estrutura de Estado que eles tem, e a população brasileira tem baixíssima escolaridade... Vão querer bancar terapia com que dinheiro?
Esse tipo de coisa não se resolve com canetaço, muito pelo contrário, os graves efeitos circunstanciais criados por "leis para Inglês ver" são os de sempre: destemor e indiferença à lei e à ordem.

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