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O dono da voz

Presidente do STJ reclama de 'notícias falsas'

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, mostrou esta semana que a instituição que dirige já não precisa tanto dos veículos comerciais de comunicação. Em vez de procurar a imprensa para protestar contra notícias que considerou inaceitáveis, usou o próprio site do tribunal para isso. Segundo o site Alexa.com, que mede a fatia de cada website na rede mundial de computadores, o STJ está entre os 600 endereços mais frequentados do Brasil e entre os 32 mil mais visitados do planeta.

Ari Pargendler divulgou nota na qual afirma serem falsas as reportagens que dizem que enfeites de Natal e o uso de sandálias tipo gladiador e calças jeans estariam proibidos na corte.

Ele acusou o jornalista Claudio Humberto de publicar em sua coluna "notícia falsa" sobre uma suposta proibição de enfeites de Natal "por ordem" do presidente do tribunal. Pargendler diz, ainda, que "os ambientes do tribunal estão decorados com motivos natalinos".

Também foi classificada como "falsa" pelo presidente do STJ a notícia publicada na Folha de S.Paulo sobre a proibição do uso de sandálias tipo gladiador e calças jeans. Em nota, ele afirma que "apenas está proibido o uso de chinelos 'tipo Havaianas'".

Segundo Pargendler, o ato normativo que dispõe sobre a vestimenta de servidores e visitantes nas dependências do tribunal está "acessível no site deste ou mediante simples consulta no Google".

Quem frequenta a corte diz que, de fato, as sandálias estão proibidas e que os enfeites natalinos resumem-se a guirlandas nos gabinetes dos ministros que quiseram decorá-los.

Em resposta à nota do presidente do STJ, a Folha publicou fotografias de duas cartolinas afixadas em uma das entradas do tribunal com os modelos de sandálias femininas "não recomendados" e "recomendados".

Leia a nota do presidente do STJ sobre o tema:

INSTITUCIONAL

Esclarecimento à sociedade

Há alguns dias, a coluna do jornalista Claudio Humberto divulgou que os enfeites de Natal estavam proibidos no Superior Tribunal de Justiça por ordem de seu Presidente. Notícia falsa. Os ambientes do Tribunal estão decorados com motivos natalinos.

A notícia foi veiculada sem que o Tribunal fosse ouvido a respeito.

Na edição de hoje, a Folha de São Paulo publicou matéria assinada pelos jornalistas Andreza Matais e Felipe Seligman, segundo a qual o Presidente proibiu, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, o uso de “sandálias tipo gladiador” e também de “calças jeans”. A reportagem desce a detalhes, tais como o de que “duas cartolinas com fotos dos modelos reprovados e autorizados estão numa das entradas da corte”. Notícia falsa. Apenas está proibido o uso de chinelos “tipo havaianas”.

Nesse caso, a notícia foi divulgada sem que seus autores tivessem o cuidado de ler o ato normativo que dispõe sobre a vestimenta de servidores e visitantes nas dependências do Superior Tribunal de Justiça – acessível no site deste ou mediante simples consulta no Google.

Ari Pargendler
Presidente do Superior Tribunal de Justiça

Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2011, 20h41

Comentários de leitores

1 comentário

ABSURDO

Alves Alencar (Advogado Autônomo)

Este ministro ao invés de se preocupar e procurar criar meios de dar aos jurisdicionados uma melhor, mais agiu e eficiente Justiça, fica se preocupando com a pompa do Tribunal que preside.
Quer dizer que pessoas humildes, que lamentavelmente nem sempre dispõe de recursos para comprar um calçado ou roupas "dignas", não poderá adentrar no STJ?
E o Judiciário ainda se diz indignado ao saber que é um dos Poderes da Republica com a pior avaliação de satisfação nacional.
É por essas e outras que tal índice é alcançado, graças a atitudes como a de "Sua Santidade" Ari Pargendler.
"Tribunal da Cidadania", que lorota.

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