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Aposta no azar

Operação contra jogo do bicho prende policiais no RJ

Uma operação desencadeada, nesta quinta-feira (15/12), prendeu 37 pessoas, sendo 33 por mandado judicial e quatro em flagrante. Entre os presos estão dois policiais militares, um guarda municipal e o ex-prefeito do município de Teresópolis (RJ), José Tricano. A operação chamada de Dedo de Deus visa combater a prática de jogo do bicho. A ação acontece nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Maranhão.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o objetivo da operação é cumprir 60 mandados de prisão preventiva e 125 de busca e apreensão. Os denuncidos incluem Aniz Abraão David, também conhecido como Anísio da Beija-Flor, Luís Pacheco Drumond e Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho da Grande Rio. Na ação, desencadeada pela Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Rio, participam 100 delegados, cinco promotores e mais de 700 agentes da Polícia Civil.

As investigações da corregedoria começaram há um ano e os mandados de busca e apreensão são realizados em empresas responsáveis pela fabricação de artigos eletrônicos, além de residências, sítios, fazendas e hotéis. De acordo com o MP, a investigação levou em conta diversos inquéritos sobre jogos de azar, depoimentos de testemunhas e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, que revelaram a associação entre os denunciados na forma de quadrilha armada. 

O MP também informou que os policiais, que monitoram a instalação de máquinas eletrônicas de cartão de crédito, verificaram um sistema virtual de controle do jogo do bicho em Belém, Brasília, Prudentópolis (PR), Caçapava (RS), Alegrete (RS) e Ji-Paraná (RO). A promotora de Justiça Angélica Glioche disse que esse tipo de contravenção envolve crimes na disputa por territórios e dinheiro. Segundo ela, a prática dos contraventores de conceder benesses sociais e promover eventos festivos, como o carnaval, acaba blindando os principais membros contra delações de indivíduos que detém conhecimento dos crimes, o que afeta também a esfera processual, ao dificultar a colheita das provas, principalmente a oral.  

Segundo o MP, os administradores de duas gráficas, a Raio X Gráfica e Editora Ltda-ME e VP Impressos Laser Ltda, com sede em Recife e Salvador, foram denunciados pela venda e distribuição de talões de aposta. O órgão ministerial também afirma que há provas que indicam uma possível manipulação dos resultados dos jogos para limitar a quantidade de ganhadores. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-RJ.

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2011, 15h19

Comentários de leitores

1 comentário

EM FEVEREIRO, TEM CARNAVAL

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Isso só prova que , no Brasil, as leis são meros adereços. Os de sempre, envolvidos com os mesmos crimes que se perpetuam no tempo com a certeza da impunidade. Tão óbvio como o carnaval que acontece todos os anos, indiscutivelmente.

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