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Ditadura do Judiciário

Sem gestão, a morosidade da Justiça não acabará

Comentários de leitores

11 comentários

MAS ALGO PRECISA SER FEITO!

Coelho (Advogado Autônomo)

Concordo em grande parte do nobre professor, faz tempo que a Justiça não sabe administrar a sua própria casa, gestão é um instituto que não estudaram nem tampouco estão interessados. Contudo, que o nosso CPC precisa de ajustes pontuais, isso precisa, o número infindável de recursos é um desses entraves e todo mundo sabe disso. Aproveita a alguns, porque perpetuando a causa mais lucros auferem, enquanto que as partes querem, a maioria, a solução rápida para as demandas. A Justiça do Trabalho pode se dar ao luxo de dizer que ganha de 10 a da Justiça Comum em termos de celeridade. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, mas que o CPC precisa de modificações isso é cristalino.

O Poder Judiciário

Fábio A.Balthazar (Serventuário)

A compreensão do que é justiça, a pratica constante da lisura, o desejo igual da liberdade individual convergindo para a igualdade social, estes e outros sentimentos devem estar na base e formação de todos, os necessitados e a autarquia, a ausência destes pressupostas torna simples projeto, afirmação do que todos sabem, mas nem tempo tem para por em prática. A realidade desvelada, devemos ir muito além dela. Sou pessimista. Duas ou três gerações se passarão até um dia no horizonte começar a nascer as ações simples corretas que todos sabem a muito tempo, mas ninguém se arrisca a lutar para mudar. A situação dada sempre domina sobra o "dever-ser". Entretanto louvável, pois é sempre bom lembrar, sempre do mesmo que todo mundo diz mas ninguém se arrisca a mudar. Parabéns ao articulista pelo texto de denúncia da necessidade a muito tempo de administradores especificamente para realizar uma modernização que se vai lenta e que só Deus sabe o porque. Interesses ocultos? Eu chamaria de intenções propositais de enxovalhar qualquer prestação jurisdicional.

Dar vez aos administradores

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Venho sustentando desde há muitos anos que o Judiciário precisa de uma gestão profissional. Nós, advogados, membros do Ministério Público, magistrados e defensores, somos formados em direito, não em administração, e obviamente que há dificuldades naturais em realizar uma função para o qual não há qualquer preparo. Fato é que as cúpulas dos tribunais não abrem mão de controlar até mesmo o ritmo respiratório de tudo e todos que os cercam. Somando-se a isso o fato de que quem administra é quem faz licitações, contrata pessoal, e controla concursos, atividades nas quais há largo espaço para a corrupção e recebimento de propina, descobre-se facilmente porque se insiste em manter juízes administrando, sem que tenham formação acadêmica para isso. É ora de respeitar um pouco os administradores, e ter a humildade de constatar que nós juristas não somos deuses conhecedores de todas as ciências.

Aplaudo de pé!

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Parabéns ao articulista. Este é, sem a menor sombra de dúvida, o melhor artigo já escrito a respeito da tal reforma do CPC.
O Judiciário não precisa de leis novas, mas sim de administração competente e de respeito ao seu orçamento. O que ocorre, disparadamente em São Paulo, é uma tentativa do Executivo e do Legislativo de controlar o Judiciário, reduzindo-lhe a capacidade operacional para depois, cinicamente, dizer à população que a Justiça administra mal o dinheiro que recebe. Que dinheiro??? Não se pode administrar mal dinheiro que NÃO se recebe.
Por fim, quanto ao receio da ditadura do judiciário, também só me resta concordar. Embora a MAIORIA dos juízes seja competente e sensata, há uma minoria que abusa, e contra tais abusos deve haver remédio à mão.
Parabéns, mais uma vez, ao nobre articulista. Que sua visão, semelhante à grande maioria dos magistrados, prevaleça ao final.

Concordo.

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Parabéns pelo artigo.
Lembro que o STF dispõe de mais de 2mil funcionários, por falar em incompetência administrativa.

Bravo!

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

Só me resta aplaudir esse bravo defensor da cidadania e da advocacia! Vamos, Professor, não esmoreça! Temos de pelo menos obrigar esses juristas a ruborizar diante de tanta desfaçatez!

Problema estrutural

. (Professor Universitário - Criminal)

Em minha banca de Mestrado ocorrida em 17/06/2003, na PUC/SP, já defendi todas as posições ora apresentadas pelo Ilustre articulista. O problema da Justiça é bastante estrutural e pouco processual. Defendi a gestão adminstrativa por pessoas alheias aos membros dos tribunais e quase sofri linchamento por parte de alguns. "Eles", os membros das cortes não querem perder o 'status' de serem reconhecidos como presidentes (ou vices), com o aumento das mordomias que normalmente já desfrutam. Chegam ao absurdo de se manter na carreira por quarenta anos (ou mais), às vezes já doentes, sem condições de adminstrar sua própria vida, mas não abandonam a vaidade de ter sua fotografia na parede. Não entendem nada de administração, mas valem-se de seus assessores para empurrar a gestão ao Deus dará. Normalmente os assessores (até bem intencionados), possuem apenas a formação jurídica, mas não de administração pública. Há, também, a pouca idade exigida para juízes nos concurso públicos e, deles, não se exige vocação. Sugiro a leitura de minha monografia, na Biblioteca da PUC/SP, campus Monte Alegre: (Monografia: Acesso à Justiça, defendida em 17/06/2003, na PUC/SP, autor: Osvaldo L. Martinez - ler, especialmente, fls. 07/59). Quanto às demais páginas estão defasadas em virtude das alterações processuais ocorridas desde então.

Juristas "das antigas"

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Em uma época na qual o discurso jurídico é dominado por "zumbis" que só enxergam alinhamento com governantes e grandes empresas, dizendo intencionalmente só o que lhes proporciona cargos e promoções, é bom ver que há ainda juristas "das antigas", que pensam como pensadores e expõem ideia sem "segundas intenções" pensando sempre na coletividade. Parabéns ao Professor Antônio Cláudio.

Novo CPC é só mais uma criação!

sGFREITTAS (Outros - Empresarial)

Concordo com o professor, tentam resolver o problema da morosidade da justiça criando barreiras aos advogados e partes, como se estes dois personagens fossem os maiores problemas da justiça Brasileira.
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Estão cavando a própria sepultura, se este novo CPC - apelidado por mim carinhosamente de Frankenstein -, não resolver essa situação da morosidade, e acho que não vai resolver, vão querer criar mais o que? Qual será a próxima criação?
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É necessário mais funcionários, não é de hoje que isso é notório, me pergunto como as autoridades não enxergam isso.
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Parabéns professor!

Frases de efeito?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

O lúcido artigo do professor, nos remete à espantosa idéia de que os apaixonados - e, data vênia, inconsequentes! - defensores do sissômico projeto, não tieveram tempo - ou bom senso - suficiente para avaliar as consequências danosas que o mesmo provocará na sua aplicação. Sem considerarmos a reivenção do supermagistrado, que conforme a suas conveniências de cunho pessoal, submeterá os advogados a uma verdadeiro achincalhe no exercício de seu mister, e nem aqui, se se está cogitando de diferenças outras, que costumam suceder no dia-a-dia. Se vingar o famaliá projeto, o holocausto jurídico estará definitivamente implantado, originando dessa perversidade jurídica, a incrível "ditadura da magistratura tupiniquim". Quem viver verá! Parabéns ao nobre professor, mais uma vez, pelo excelente trabalho, e pelas inteligentes respostas aos mais presumidos.

Preconceito

Colega Jur (Advogado Assalariado - Trabalhista)

A meu ver, o Novo CPC faz muito bem em seguir as direções da CLT no que diz respeito aos trâmites da fase de conhecimento - mesmo que isso não seja externado pelos juristas e parlamentares que cuidam do Projeto.
Acho lamentável, com o devido respeito, o preconceito velado do prof. Costa Machado para com o Direito Processual do Trabalho.
A Justiça do Trabalho é a mais rápida do País, funciona muitíssimo melhor do que a Justiça Comum e não descura do devido processo legal e das garantias que lhe são correlatas.
O que os colegas acham?

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