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Divisão do Estado

Plebiscito do Pará aconteceu de forma pacífica

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, disse neste domingo (11/12), em Belém, que o plebiscito sobre a divisão do Pará para criação de outras duas unidades da federação, Tapajós e Carajás, representa "um momento histórico" e observou que a votação transcorria de forma "absolutamente ordeira e pacífica".

Durante visita ao Colégio Estadual Paes de Carvalho, local de votação de 4,8 mil eleitores da capital paraense, o presidente do TSE afirmou que o resultado matemático da consulta popular deverá ser conhecido ainda neste domingo.

"Realmente é um momento histórico extremamente importante, e isso mostra que a democracia brasileira está amadurecida e consolidada. O povo vem às urnas novamente, depois de ter participado das eleições gerais de 2010, que foram um absoluto sucesso em termos de eficiência, rapidez e credibilidade, um exemplo para todo o mundo. Novamente o povo brasileiro, notadamente o povo paraense, comparece às urnas de forma absolutamente ordeira e pacífica para manifestar a sua opinião quanto à possível separação do Estado”, disse o ministro. 

Ao falar do custo do Plebiscito, o ministro Ricardo Lewandowski disse que o gasto “está hoje num valor inferior àquele que estimamos inicialmente, de cerca R$ 25 milhões. Mas até o momento os gastos montam a R$ 19 milhões, inclusive compreendendo o emprego das Forças Armadas”. 

Participação popular
“O interesse que a população demonstrou no resultado do plebiscito, a participação nos debates, a propaganda eleitoral mostra que o povo brasileiro está extremamente consciente, é um povo que cobra resultado das autoridades”, destacou o ministro Lewandowski.

“A Constituição Federal de 1988, como todos nós sabemos, passou de uma democracia meramente representativa para uma democracia participativa, em que o povo participa mais ativamente da gestão da coisa pública, sobretudo por meio do plebiscito, do referendo e da iniciativa legislativa popular. O povo, cada vez mais, está se manifestando e manifestando com sucesso e com interesse”, concluiu Lewandowski sobre os avanços nas formas de participação popular. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.

Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2011, 19h41

Comentários de leitores

1 comentário

OS TEMPOS MUDARAM, OP CABOCLO TAMBÉM

Deusarino de Melo (Consultor)

Tinha, como tudo na vida, de ser pacífica a decisão eleitoral dos paraenses. Afinal, de triste lembrança, eu sou conhecedor por paraense que sou, de fatos onde o General Magalhaães Barata mandava turmas em embarcações especiais com a finalidade de afundar maldosamente e criminosamente, outras embarcações de eleitores contrários, que por isso se viam prejudicados com seus títulos perdidos, molhados, inutilizados ou mesmo desistiam de ir adiante ainda impedindo, outros que viam de longe ou sabiam das notícias, prosseguirem. Isso não acontece mais. O caboclo agora sabe que tem poder e pode dele dispor...
Não tem a liberdade que é sua por direito divino, de dono da terra, mas já pode reivindicar certos direitos sem ser tolhido em sua liberdade de decisão. Não há necessidade de violência quando a decisão é essencialmente conciente e advinda do bom senso e da verdade em si mesma que é a certeza de ter o que é seu em suas mãos.

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