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Advocacia e negócios

Jurídico perde alinhamento com estratégias da empresa

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O Fórum de Departamentos Jurídicos (FDJur) fez uma enquete a pedido do Instituto de Advogados de São Paulo para avaliar as ferramentas de alinhamento dos departamentos jurídicos com os objetivos da empresa. A pesquisa, que já é realizada pela associação há três anos, foi solicitada pela Comissão sobre Gestão de Departamentos Jurídicos da Iasp. “O objetivo é apresentar dados que demonstrem a evolução dos departamentos jurídicos dentro das empresas nos últimos anos”, disse à ConJur, José Nilton Cardoso de Alcantara, presidente do FDJur.

A associação reúne profissionais que atuam em departamentos jurídicos de empresas, entidades ou associações em todo país. Este ano, 62 associados participaram da enquete e, a partir da segunda questão, puderam marcar mais de uma resposta. Entre os principais cargos dos associados estão os de  vice-presidente, diretor e gerente jurídico, além de advogado. No total, são 468 profissionais associados distribuídos entre São Paulo (63%), Rio (15%), Rio Grande do Sul (31%), Minas Gerais (18%) e outros estados.

Ao avaliar como o departamento jurídico está alinhado com a estratégia da companhia, há uma redução percentual nos três últimos anos dos profissionais que afirmam estar “completamente alinhados” com as empresas. Em 2011, 65% dos 62 participantes da pesquisa afirmaram que havia um “completo alinhamento”; em 2009, 74% dos 43 associados apontaram essa resposta.

Em segundo plano, os profissionais indicaram que o desempenho de seus departamentos jurídicos está vinculado a projetos da companhia. Foi o caso de 18 (28%) participantes da pesquisa em 2011; 7 (15%) em 2010; e 11 (26%) em 2009.

A regularidade de reuniões com diretores e CEOs das companhias foi indicada nos últimos dois anos como o fator mais importante para manter o alinhamento com as estratégias da empresa. Em seguida, os profissionais pesquisados afirmaram que é essencial também vincular o desempenho do departamento jurídico com os objetivos de negócios. Em contrapartida, ser lembrado apenas quando surgem os problemas é considerado pela metade dos profissionais como fator que dificulta acompanhar as estratégias das empresas.

Alcantara chama a atenção também ao fato que, em 2009, 58% desses profissionais eram vistos como um bloqueio para os negócios. Em 2011, apenas 35% são vistos dessa forma.

Para facilitar os serviços dos clientes, 70% dos profissionais que atuam nos departamentos jurídicos adotam estratégias como educar e informar sobre gerenciamento e evitar riscos. "E educar os clientes sobre como evitar e gerir riscos é, sem sombra de dúvida, a tática mais utilizada para facilitar a prestação do serviço aos clientes internos da empresa", analisa Alcantara. Já 33% dos pesquisados afirmaram fornecer aos clientes modelos de documentos legais para que possam ajudar em acordos padrão sem envolvimento do jurídico.

Veja aqui a enquete do FDJur.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 10 de dezembro de 2011, 7h48

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