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Briga de gigantes

BP aciona Halliburton por destruir provas de vazamento de óleo

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A BP (British Petroleum), a terceira maior companhia de petróleo do mundo, moveu ação judicial em um tribunal federal de Nova Orleans (Louisiana) contra a Halliburton, a segunda maior construtora e prestadora de serviços do mundo para companhias de petróleo. A BP acusa a Halliburton de "destruir intencionalmente evidências" que lhe atribuiriam parte da culpa pela explosão de uma plataforma de petróleo do Golfo do México, em 20 de abril de 2010. A explosão matou 11 pessoas, feriu 16 e causou o maior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos.

De acordo com os autos, a Halliburton destruiu os resultados de testes de amostras de cimento que usou para vedar o poço de Macondo, que comprovavam que o material era instável. As amostras coletadas foram descartadas e os relatórios nos computadores da empresa foram apagados. Tudo para "evitar o risco de que essas evidências fossem usadas contra ela em um julgamento", alegou a BP. A companhia britânica também diz no processo que a Halliburton se recusou a acatar ordens judiciais para apresentar as evidências e pede que o tribunal a obrigue a entregar seus computadores para exame de uma firma independente, que poderia recuperar os dados apagados.

A seu favor, a BP tem o depoimento, em corte, do empregado da Halliburton Rickey Morgan, que conduziu os testes das amostras de cimento em um laboratório da empresa em Ducan, Oklahoma, logo depois do acidente. Morgan "testemunhou, sobre juramento, que destruiu os resultados dos testes, para evitar que as informações fossem 'mal interpretadas' e pudessem ser adversas à Halliburton em um contencioso", cmo noticiaram o Washington Post, o Christian Sciense Monitor, a CNN e outras publicações. De acordo com a BP, a Halliburton realizou um segundo teste de amostra, mas os resultados também foram destruídos.

As duas empresas já enfrentam mais de 350 ações judiciais movidas por proprietários de imóveis na costa do Golfo do México e por empresas que se sentiram prejudicadas pelo vazamento de óleo, em bilhões de dólares. E as duas empresas estão se processando, para tentar responsabilizar, uma a outra, por falhas operacionais, ações e decisões que causaram a explosão na plataforma em alto mar. Consultada pelos jornais, uma porta-voz da Halliburton disse que a empresa não faria qualquer declaração até examinar melhor a questão.

A Halliburton tem operações em mais de 70 países, mas ficou mundialmente conhecida ao receber contratos do governo americano, sem licitação, para executar projetos de reconstrução do Iraque. A empresa recebeu cerca de US$ 7 bilhões para reconstruir instalações públicas (como rede elétrica) destruídas durante o bombardeio e as unidades de produção de petróleo. A empresa ficou sob forte escrutínio da imprensa e de parte da população americana, porque o então vice-presidente da República, Dickey Chenney, havia sido o CEO da Hulliburton até o início da campanha eleitoral do ex-presidente Bush.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2011, 17h09

Comentários de leitores

1 comentário

Não fui eu.

Gilberto Strapazon - Escritor. Analista de Sistemas. (Consultor)

Parece uma partida de ping-pong com batatas quentes e ovos crus.

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