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Comentários de leitores

4 comentários

Jus postulandi

Danilo Sávio Rocha Cavalcante (Advogado Autônomo - Criminal)

Caro Sidney, entendo em parte seu ponto de vista, mas penso que não seja razoável exigir a tutela jurisdicional do Estado, sem um acompanhamento jurídico, acaba levando o jurisdiconado a situação em que o amigo ficou. O primeiro juiz da causa de princípio é o advogado. Por vezes, o despreparo de alguns leva ás pessoas aficarem desapontadas. Mesmo sem entender daso d normas jurídicas, o cidadão tem dentro de si a impressão de que lhe é devido um "algo mais", isso se chama sentimento de justiça. E vejo que sua caminhada foi longa, não sei como formulou sua pretensão, mas ela encontrou agasalho, e o prezado, ainda teve que constituri um causídico. Se faz certo que nesse país de dimensão continental aconteça dessas coisas. No seu caso, arrisco dizer, que a obrigação principal em lhe prestar a devida assistência seria da sua entidade de classe. Houve falha ai. Mas acredito quecada um deva servir de acordo com sua capacidade e preparo. Não iria me ocupar em tentar consertar meu pc, mesmo queme fosse dado esse direito.Espero que tenha sorte de encontrar com as pessoas certas na hora de lutar por seus direitos. Parabéns por não ter desistido... mas não somos donos da verdade, nem sempre acertamos. A arte de advogar não é fácil, entender das engrenagensexige estudo,disciplina ecompromisso com o ser humano. Comparecer à qualquer instãncia para tratar de matéria jurídica sem as qualificações necessárias, é muitas vezes caminhar em campo minado. Não vamos se desiludir, mas em parte o prezado tem razão, é preciso mesmo que tenhamos paciência para ouvir,orientar, ese não desejamos abraçar a causa, que pelo menos saibamos ouvir com mais respeito ao interessado.Que cada ser humano seja útil ao seu próximo de acordo com o dom recebido por Deus.Advocacia do bem.

O advogado como parte

Sydney (Técnico de Informática)

Aproveitando este espaço democratico, gostaria de tambem comentar o assunto referente ao advogado, pois como sou um necessitado posso comentar como visualiso a função de alguns advogados, inicialmente não é toda essa maravilha que estão querendo fazer parecer, pois infelismente o monopolio da OAB está se solidificando ainda mais, dessa forma prejudicando o assistido, pois com a provável aprovação do projeto de Lei 3392/04 que acabará com o jus postulandi irá retirar a possibilidade do acesso a justiça trabalhista ao necessitado que não consegue advogado,pois o advogado escolhe seus clientes em alguns casos o sindicato age da mesma forma, digo isso por ser vitima desse monopolio, visto que na epoca procurava um advogado para rever meus direitos trabalhista e em todos os escritorios visitados, eu era dispensado uns alegavam que não havia direito algum a reclamar outros alegavam prescrição, e outros alegavam que não valia a pena perder tempo com meu processo,mesmo no sindicato as informações eram as mesmas,que não iriam perder tempo,foi quando me dirigi ao tribunal durante uma correição e consegui embora inocentemente, mas fui bem recepcionado por uma juiza chefe, onde espliquei meu caso e pude atravez do jus postulandi ingressar com a tão almejada justiça e felismente fui vencedor,muito embora na fase final fui obrigado e implorar prestimos de advogado com promessa de repassar parte de meu patrimonio e consegui,agora pergunto:
como tive a assistencia judicial negada pelo sindicato, e por advogados, e perdi parte de meu patrimonio, com essa lei aprovada sem defensoria pública,dará ainda mais beneficios ao advogado, e os honorários de sucumbencia que deveriam recompor as minhas perdas,sem o jus postulandi nenhum assistido terá justiça feita,abs Sidney

Infelizmente é Verdade.

Danilo Sávio Rocha Cavalcante (Advogado Autônomo - Criminal)

Realmente,hei deconcordar em parte com o dr. Marcos Alves Pintar,meu colega, que teceu comentário bem realista. O exercício da advocacia que se constitui em "munus público", em verdadeiro sacerdócio, éde fato uma luta hercúlea,o profissional advogado constitu num soldado enviado ao campo de batalha sem usar um tanque de guerra ou mesmo um simples colete...enfrenta mil uma situações adversas,tudo tem inicio com ocliente,com a consulta e procedente o pleito nasce a lide. Depois a trincheira ... a caminhada écheia de espinhos. e às vezes andamos descalços. No final se ganhamos a causa, às vezes ganhamos um inimigo que pode ser o próprio constituinte ao se obstar ao pagamento de honorários. O respeito e as considerações dos que estão investido do Poder Estatal são esquecidos, e até o mais simples dos servidores que atendam vez ououtra a parte, mesmo sem conhecer os autos, não tem etica alguma e se dar ao capricho de apontar alguma coisa errada, dizendo que a culpa é do seu advogado ... ajudar a distribuir justiça, não é fácil, mas mesmo antes da previsão constitucional (art.133), nós que estamos mais perto do povo sabemos da grandeza da advocacia. É a parte mais difícil da estrutura.Além disso, apostamos sempre no futuro, o erário público não nos sustenta!Por isso, somos nós advogados e advogadas que defendemos teses todos os dias e combatemos de peito aberto o exército da injustiça e das desigualdades que se visualizam em nossa sociedade. O respeito pelas prerogativas, pelo que militam na seara árida da advocacia é questão de natureza cultural, abram mão os que vestem a toga, ou os que detém a menor parcela de poder,da própria empáfia e vaidade, saim de seus castelos e tenha olhos para os que estão nas ruas a fazer justiça!

A resistência ainda é forte

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que o festejado Colunista desta vez se equivoca por completo. O papel do advogado na vida judiciária brasileira já se encontra muito bem consolidado há muitas décadas. Sabe-se bem o que esses profissionais devem fazer, e como devem atuar. Fato é que a repulsa à atuação do advogado ainda é enorme no Brasil. Magistrados, membros do Ministério Público, servidores públicos em geral enxergam esses profissionais como inimigos perigosos, que devem ser combatidos. Eles sabem muito bem os limites da atuação, o que os advogados devem fazer, quais as prerrogativas, mas distorcem a situação objetivando COMBATER a advocacia, embora sem assumir isso.

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