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Comentários de leitores

5 comentários

ERRO DE HISTÓRIA

themistocles.br (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Com a devida vênia, há um equívoco histórico, pois os governos militares terminaram em 1984, com a eleição indireta de Tancredo Neves, enquanto o TRF da 3ª Região é de 1989, ou seja, 5 anos depois, enquanto ainda havia o extinto Tribunal Federal de Recursos, em Brasília.
Isso significa que o TRF da 3ª Região não representou qualquer oposição à Ditadura Militar.
No episódio Herzog é bom destacar que a justiça federal, ainda do período do Tribunal Federal de Recursos, em Brasília, limitou-se a reconhecer uma indenização num período em que os Governos Militares já estavam politicamente enfraquecidos e não representavam qualquer ameaça. Portanto, a justiça federal não significou nada para a queda dos Governos Militares.
Aliás, cabe destacar que a Justiça Federal foi reinaugurada exatamente pelos Governos Militares em 1966, depois acrescida pelos TRFs pela Constituição de 1988, porém, suas decisões não se notabilizam em reconhecer as liberdades públicas. Pelo contrário, coube ao STF e ao STJ se notabilizarem por uma jurisdição de garantias das liberdades exatamente cassando decisões proferidas pelo TRF da 3ª Região!
Enfim, não podemos concordar com a afirmação de que o TRF da 3ª Região seria "baluarte da justiça", com a devida vênia.

DR MARCOS PINTAR

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

CONCORDO totalmente. A matéria nada mais faz do que uma propaganda desgastada, baseada em atividades do TRF de remota data e que hoje pouco ou nada mais significam em vista da realidade política atual. O verdadeiro objeto a que se propôs discutir, ficou esquecido em meio a mudança de foco. Lamentável.

O que já foi e o que é

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Desembargador pode até ser "neutro" entre os seus, mas nesta entrevista ele mais não faz do que uma propaganda de natureza político-ideológica. Ora, o TRF que supostamente "enfrentou" os militares e aquela quadrilha na qual se deu o nome de "Governo Collor' nada tem a ver com o TRF3 de hoje, cuja composição mudou completamente. Andaria melhor do decano da Corte se tratasse da questão das milhares de ações previdenciárias aguardando julgamento, deixando centenas de bilhões de reais nas mãos da União; da mitigação permanente de honorários advocatícios, cultivada pelo TRF3 como um oriental cultiva um belo jardim; do acaobertamento de irregularidades cometidas por seus magistrados; e milhares de outros temas atuais e do interesse direto da sociedade brasileira.

Entrevista oportuna

Helena Meirelles (Contabilista)

Realmente. Há muita preocupação com quantidade, com celeridade e pouca com qualidade.

Bela entrevista

Fernando Moreira Gonçalves (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Parabéns ao desembargador Márcio Moraes, orgulho da magistratura federal, pela bela entrevista!

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