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Comentários de leitores

4 comentários

QUAL O MAL MENOR ?

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Isso é mais ou menos como criticar a pena de morte e bradar contra os países que a adotam. "Se com a pena de morte, nesses países, ainda há tantos crimes então é porque não funciona". Por outro lado, indaga-se: "Se há tantos crimes, mesmo em face da pena capital, já imaginaram se ela não existisse como estaria a situação dessas mesmas nações" ? Talvez tal e qual o Brasil. Ora, se nem aquele que tem cultura suficiente e posse idem para ser internado, na maioria esmagadora das vezes, não reconhece que é um doente e que precisa de ajuda, como se pretender que um pobre, sem estudo, sem comida e sem absolutamente nada tenha tal noção ? Brincou ! Evidente que dentre os dois males (não internar sem autorização) e (internar compulsoriamente), o de menor gravidade seria este último, até porque pelo menos alguns internos poderiam escapar da morte certa causada pelas drogas. Nesse passo, penso que ainda que uma só vida pudesse ter sido salva por atitude tão "repressiva" do 'Estado opressor' , já teria valido a pena a lei em comento. Meu Deus é tão difícil distinguir isso ?

Estamos a caminho do fim!

Walmir Perez (Contabilista)

Uma Lei de internação compulsória responsável, com todos os critérios de civilização resolveria, que todos participem e contribuam. Profissionais, médicos, políticos, a sociedade como um todo. Os responsáveis cedo ou tarde irão ter que prestar contas, a sociedade cobrará, a começar pelos políticos.

É cuidar ou matar !

E. Coelho (Jornalista)

Há duas alternativas: cuidar de forma compulsória ou deixar a droga matar o dependente.

PIOR DO QUE ESTÁ NÃO FICA, NÃO!

omartini (Outros - Civil)

Critérios para tratamento médico e psicológico devem ser estabelecidos por profissionais competentes – caso a caso.
Lei não é e não pode ser panacéia!
Políticas públicas para enfrentar o problema já existem; falta competentes integrantes da Defensoria Pública atuarem para transformá-las em realidade, justificando sua existência.
Priorizar prevenção frente à repressão é o ideal. Carece portanto atuação da Defensoria Pública contra o abandono crescente e assustador.
Primeira sugestão prática é que Defensoria Pública fosse retirada de endereços nobres e transferida para junto de sua clientela: nos bairros distantes da periferia onde mora a miséria...
Assim certamente teríamos menos filosofias e mais ações práticas.

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