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Resposta ao crime

CNJ cria comissão para estudar segurança de juízes

Comentários de leitores

4 comentários

ILUSTRES COLEGAS, COMENTARISTAS ABAIXO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Concordo plenamente com V.Excias em seus brilhantes arrazoados. Os juízes não são mais importantes do que qualquer um do povo. Obviamente me curvo com o máximo pesar em relação a essa corajosa Juíza, morta no exercício da sua função, não pelo cargo por ela ocupado, mas, antes, porque mais uma vida neste país doente se vai pela inoperância das autoridades, pagas por nós , contribuintes, para o exercício do 'munus público' do qual não conseguem se desincumbir. Um país não pode mobilizar-se tão e somente em face de um atentado contra a justiça (representado na pessoa dessa Magistrada). É preciso muito mais, para que ela também não venha servir apenas de "estatística" da criminalidade que aqui grassa sem ser importunada. Esses mesmos Desembargadores e Ministros que abominam tais atos,prestando solidariedade à família, são os mesmos que generosamente rasgam o C.P.P. e dão á C.F. a interpretação que melhor lhes convém. Que criam súmulas vinculantes beneficiando bandidos; que firmam jurisprudência sempre em prol do meliante e que cerram fileiras em nome dos sagrados DIREITOS HUMANOS (quando invocados em, favor desses mesmos celerados). Portanto e reiterando o meu comentário de ontem, vejo a DEMOCRATIZAÇÃO DA CRIMINALIDADE (agora atingindo também autoridades)talvez como o único meio de se conter esse mar de sangue que de há muito mancha nossas ruas, deixado por pessoas inocentes que são vítimas diárias dessa horda de assassinos.

Valoração em demasia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A magistratura não perde nenhuma chance de buscar uma hipervalorização da profissão tomando por base eventos graves (mas isolados) que envolvem a atividade. Veja-se que de acordo com as declarações prestadas pela família da Juíza assassinada poucos se importaram de fato com o evento. O apoio inicial à família foi dado por familiares de uma outra juíza assassinada "por engano" há muitos anos, que viveu o mesmo drama e amarga agora a dor da impunidade. Os magistrados em geral pouco se importam se os colegas estão sendo assassinados. Estão de olho em seus próprios umbigos, procurando criar junto à população a ideia de que os juízes vivem em situação de risco pior a dos demais cidadãos e profissionais, o que não acontece. O estado de insegurança é geral e afeta todas as classes sociais.

É sempre assim

Roc (Outros)

Sempre tem alguém tentando desqualificar a magistratura. Não se dão conta de que o Juiz é que garante os direitos de todos e, por isso, não pode temer ameaças! Então para que Juiz, se trabalha com temor? É o mesmo que não ter! Ou o Juiz não é necessário? Dêem uma solução de justiça sem Juiz!

e o quê mais??

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Sem pretender minimizar a dor da família e a indignação pela morte da juíza, o problema de ameaças contra juízes é muito pequeno se compararmos com tantos outros.
Por exemplo: noticia-se todos os dias que um professor é agredido por alunos ou por pais de alunos nas escolas públicas. É de conhecimento geral que os professores que trabalham até o período noturno, precisam sair em "comboio" das escolas, para tentar evitar que os meliantes cumpram suas ameaças. Existem escolas que são invadidas, furtadas e quebradas todos os dias.
Também temos os exemplos dos médicos que trabalham em alguns postos de atendimento na periferia. A administração pública não consegue mais profissionais que concordem em trabalhar nesses lugares.
E, finalmente, nós mesmos, advogados, que também suportamos ameaças, e alguns morreram no exercício da profissão.
Nesse contexto, como se percebe, o juiz já é o mais protegido, por meio dos tributos recolhidos de uma sociedade miserável.

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