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Comentários de leitores

6 comentários

SEM IGUAL !

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

BRAVO ! BRAVO !. Um artigo ímpar. Talvez o melhor já publicado pelo CONJUR. Parabéns ao ilustre Promotor articulista. Tocou nas feridas sem medo. Enfrentou temas delicados (por muitos deixados de lado para não comprometer).Abordou com absoluta precisão a questão da criminalidade "elitizada" e quase nunca punida. Enfim, perfeito, claro, sem recursos desnecessários de linguagem rebuscada (para evidenciar intelectualidade). Simples assim. Por favor, continue a nos brindar com sua lucidez, coragem e experiência, em outros arrazoados. Brilhante !

COMO ASSIM?

SARAIVA (Defensor Público Estadual)

Um exemplo lapidar de que o artigo é desprovido de qualquer compromisso com verdade, com a honestidade intelectual:
"Outra medida importante é acabar com o monopólio de pobre que o atual Governo vem impondo com a estatização da assistência jurídica, o que tem dificultado os réus de escolherem advogados de confiança e que acaba gerando uma estranha figura em que Estado acusa e Estado defende, o que contribuiu para aumentar a quantidade de presos em 40% nos últimos oito anos".
O douto promotor não explica como a "estatização" da assistência jurídica aumentou o número de presos.
Eu gostaria de entender...
O número de presos aumenta por múltiplos fatores, entre eles a sanha desenfreada de manter presos pequenos criminosos.
Em verdade, a ideologia travestida em linguagem elegante pelo articulista não me engana.
Jaleco para cumprimento de pena alternativa?
Saída temporárias são "férias"?
A defesa faz dezenas de recursos para buscar a prescrição?
Argumentações do tipo mais parecem os convidados do sofá da Hebe Camargo falando de criminalidade. No dia seguinte a um crime de repercussão tipo "jornal nacional".
O que o promotor não fala é que o Estado é incompetente, deixa escapar os grandes criminosos e abarrota as cadeias com jovens pardos e pobres. Essa é a "seletividade" do direito penal.
Nínguém hoje explica isso melhor do que Marcelo Semer, Juiz Criminal em São Paulo. (http://blog-sem-juizo.blogspot.com/)

O MP anda preocupado .

Republicano (Professor)

Monopólio do pobre? O MP anda preocupado demais com a Defensoria Pública. Isso é bom, pois, o MP tem agora adversário institucional. Parabéns tanto ao MP quanto à DP, instituições essenciais ao Estado Democrático de Direito.

EXCELENTE ARTIGO

Issami (Advogado da União)

Excelente - e corajoso - o artigo. Dificilmente faço comentários neste espaço, mas as reflexões do Dr. André merecem encômios. Corajoso porque questiona o dogma da "idolatria" do réu, que vastas parcelas da "inteligentsia" jurídico-penal do Brasil, por razões ideológicas, má-fé ou ingenuidade, resolveram abraçar. É certo que o direito penal democrático e comprometido com a dignidade humana não permite a "datenização" dos criminosos; daí, porém, a idolatrá-los, justificando suas condutas na pobreza ou na desigualdade social há uma distância muito grande. Urge repensarmos o tema.

Falta de preparo da polícia

Vito (Investigador)

O principal ponto é a falta de técnicas da polícia em investigar, a polícia civil não dispõe de pessoal e equipamentos adequados para investigar os crimes melhores elaborados, sem contar que este órgão é vinculado ao executivo, ou seja, sujeito a desmando políticos, uma alternativa e tornar as polícias árgãos autonomos ou vinculados, quiçá ao MP. Talvez, falta aos nosso julgadores maior rigor aos criminosos dos colarinho branco, assim, não há uma prevenção geral em nosso país a contento, eis que todo mundo tem consigo que em nosso pai se se prende P.P.P., assim, muitas decisões e comentários que se vê na imprensa são motivadores, basta pensar em traficante, daqui a pouco prestando serviço em escolas, dentre outras falácias que ocorrem. Para finalizar, digo mais uma vez policiai deve ser bem equipada, com pessoal capacitada e autonoma, enquanto for vinvulada ao executivo esqueçam, nunca haverá uma polícia ilessa de desmandos.

Mudança

JCláudio (Funcionário público)

Por este e outros motivos, é que entendo que está na hora de repensar todo processo criminal e penal neste país. E tem muita gente se aproveitando destas falhas para ficarem livres das prisões.

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